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Os 100 Melhores Discos Brasileiros de 2016. Chegamos a oitava edição da lista mais completa e pesquisada sobre a música brasileira, com foco na cena independente e na ajuda as pessoas a conhecerem música nova. O trabalho duro de achar capas, escrever textos, catar links de download, streaming e site oficial é apenas um reflexo do RockinPress: Levar a cena independente brasileira para o máximo de pessoas possível, de maneira fácil e organizada.

Infelizmente a música em 2016 foi como o ano: difícil, arrastado e por vezes complicada de levar. Não houveram grandes álbuns ou revelações com grandes shows ou disco, somente artistas inspirados tentando abrir caminho entre a lama. Destaque para a galera de Pernambuco, num ano mágico, e também a cena baiana, cada vez revelando mais artistas de ritmos plurais.

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Confira a lista de 100 Melhores Discos Brasileiros de 2016:

100 ~ 76

 

100. Anavitória – Anavitória
99. Siso – Terceiro Molar
98. Macaco Bong – Macaco Bong
97. FingerFingerrr – Mar
96. Fetuttines – Impossível Só
95. Montauk – Faça Crescer Todas as Flores
94. Mote Combinado – Poco de Lá, Cado de Cá
93. Tatá Aeroplano – Step Psicodélico
92. Lari Pádua – Concrete
91. Séculos Apaixonados – O Ministério da Colocação
90. Serena Assumpção Ascensão
89. Abayomy – Abra Sua Cabeça
88. Holger – Sexualidade e Repressão
87. Rico Dalasam – Orgunga
86. Trem Fantasma – Lapso
85. Catavento – Cha
84. César Lacerda e Romulo Fróes – Meu Nome é Qualquer Um
83. Aymóreco – Aymóreco
82. SLVDR – Presença
81. Beto Mejía – Wahyoob
80. GraveolaCamaleão Borboleta
79. Lestics – Torto
78. Travelling Wave – Simoom
77. Silvia Sant’Anna – Ninho
76. Constantina – Mexido
.

75 ~51

 

75. Opala – Opala
74. Saulo Duarte e a Unidade – Cine Ruptura
73. El Toro Fuerte – Um Tempo Lindo Pra Estar Vivo
72. ÀTTOOXXÁ – É F*DA P*RRA
71. Bárbarie – Bárbarie
70. Phillip Long – Cat Days
69. Papisa – Papisa
68. Fióti – Gente Bonita
67. Arthur Matos – Homeless Bird
66. Wado – Ivete
65. Douglas Germano – Golpe de Vista
64. Tássia Reis – Outra Esfera
63. Quarup – Quarup
62. Noporn – Boca
61. Def – Sobre os Prédios Que Derrubei (…)
60. Selton – Loreto Paradiso
59. Paula Cavalciuk – Morte & Vida
58. Francisco, el hombre – Soltasbruxa
57. Arthur Verocai – No Voo do Urubu
56. Rio Sem Nome – Rio Sem Nome
55. Trombone de Frutas – Chanti Alpisti
54. Pratagy – Pictures
53. Tori – AKOYA
52. Bilhão – Bilhão
51. João Brasil – Nunca Mais Eu Vou Dormir

50 ~41

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50. Justine Never Knew The Rules – Overseas (baixe)
49. Liniker e os Caramelows – Remonta (baixe)
48. Coutto Orchestra – Voga (ouça)
47. Luisa & Os Alquimistas – Cobra Coral (baixe)
46. The Baggios – Brutown (baixe)
45. Fire Department Club – Human Nature (baixe)
44. Wem – Conectar (site oficial)
43. Hover – Never Trust The Weather (baixe)
42. Alvaro Lancelotti – Canto de Marajá (baixe)
41. Rapha Moraes & The Mentes – Corações de Cavalo (baixe)

40 ~31

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40. Rashid – A Coragem da Luz (baixe)
39. Madimboo – Candeia (baixe)
38. Céu – Tropix (baixe)
37. Farol Cego – Do Desespero Eu Fiz a Paciência (baixe)
36. Criolo – Ainda Há Tempo (baixe)
35. Alambradas – Cíclica (baixe)
34. MOONS – Songs of Wood & Fire (baixe)
33. Godasadog – Escorpião (baixe)
32. Rodrigo Miguez – Negativo (baixe)
31. INKY – Animania (baixe)

30 ~21

Carne-Doce-Princesa-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201630. Carne Doce – Princesa (baixe | ouça | site)
Princesa é denso, crítico, sensível e viceral. A forma como Salma Jo apresenta as diferentes mulheres presentes nesse trabalho é louvável.

Academia-de-Berlinda–Nada-Sem-Ela-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201629. Academia de Berlinda – Nada Sem Ela (baixe | ouça | site)
Uma sonoridade que passa longe de ser datada explora vários caminhos permitindo o encontro de guitarras com uma percussão envolvente.

Charlie-e-os-Marretas–Morro-do-Chapéu-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201628. Charlie e os Marretas – Morro do Chapéu (ouça | site)
Como a banda diz, o som é um funk psicológico. Com vocais esteticamente pensados, vamos de distorções a afinações digitais em instantes.

baleia-atlas-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201627. Baleia – Atlas (baixe | ouça | site)
A força com que Baleia invade os ouvidos consegue ser suave, dançante e envolvente, tudo ao mesmo tempo. O álbum é uma confluência de sensações.

Silva-silva-canta-marisa-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201626. Silva – Silva Canta Marisa (baixe | site | ouça)
O cuidado desse disco é incontestável. Desde a escolha das canções até os arranjos. Fato que deu a esse trabalho todo o tom de homenagem.

Laura-Wrona-Cosmocolmeia-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201625. Laura Wrona – Cosmocolmeia (baixe | ouça | site)
Laura te leva para voar, não só no meio de abelhas, mas sobre o mar. Com um ar místico, é possível sentir o dub das músicas lhe sacudirem.

BandeDessinee–Destemida-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201624. Bande Dessinée – Destemida (baixe | ouça | site)
O single “Destemida” mostra a transformação da banda. Transitando entre questões mais cotidianas emergem arranjos mais pops.

Mano-Brown–Boogie-Naipe-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201623. Mano Brown – Boogie Naipe (baixe | ouça | site)
Com várias participações especiais (Seu Jorge, Elen Oléria, William Magalhães e outros) Mano Brown sacode tudo em seu primeiro disco solo.

Vintage-Vantage–Neblina-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201622. Vintage Vantage – Neblina (baixe | ouça | site)
Com um instrumental fino o segundo registro da banda é um convite para adentrar essa Neblina. Há todo um universo para explorar.

na-farpa-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-2016

21. Nã – Farpa (baixe | ouça | site)
De elementos africanos à arranjos do rock contemporâneo. Com ideias (e críticas) fortes, o som acompanham esse vigor.

20 ~ 11

brvnks-lanches–Neblina-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201620. Brvnks – Lanches
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O bom humor caminha lado a lado com a suavidade da voz de Bruna Guimarães. Com uma sonoridade ligada aos anos 90, Brvnks mostra um rock orgânico e inteligente. De amor à comida, tudo é feito com muita sinceridade.
mc-carol-bandida-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201619. MC Carol – Bandida
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O álbum mostra a atitude, relevância e importância de colocar em evidências as questões feministas e sem medo de ferir uma (falsa) moral que se propaga hoje em dia. MC Carol não deixa o Baile de lado, e no ritmo do pancadão coloca o dedo em muitas feridas.
tagore-pineal-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201618. Tagore – Pineal
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Mais refinado e maduro, o rock psicodélico de Tagore experimenta diferentes caminhos em “Pineal”. Com um trabalho visual que acompanhar esse tom, a banda mostra como Tame Impala e Fragner podem se relacionar.
Falso-Coral–Folia-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201617. Falso Coral – Folia
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Uma das nossas apostas para 2016 o trio mineiro-paulistano apresenta um som pop que flerta com a viola caipira e o violino. Sem deixar de lado os sintetizadores conseguem unir elementos de forma harmoniosa.
baianasystem-duas-cidades-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201616. BaianaSystem – Duas Cidades
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Cada vez maior, BaianaSystem continua se propagando e mostrando que é de fato, um fenômeno. Entre a mistura de sons, instrumentos, experimentação e influências, vemos erguer-se uma sonoridade própria e singular.
rumbo-reverso-ii-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201615. Rumbo Reverso – Rumbo Reverso II
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As texturas desse instrumental lo-fi são de impressionar. Em alguns momentos a sensação de estar dentro de uma bolha, envolve os ouvidos, e tudo parece estar saindo de dento de você. Cacá Amaral não tem medo de experimentar sonoridades.
Stella-Viva–Aprendiz-do-Sal-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201614. Stella-Viva – Aprendiz do Sal
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“Aprendiz do Sal” quebra o hiato de cinco anos da Stella-Viva. O álbum é um primor em vários sentidos. As letras são consistentes e a sonoridade explorar um caminho para além de simples acordes e trás guitarras enérgicas.
Letieres-Leite-e-Orkestra-Rumpilezz–A-Saga-da-Travessia-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201613. Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz – A Saga da Travessia
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Entre a percussão africana, a influência do improviso e do jazz moderno temos a diáspora negra como tema desse disco. Todas as composições são de Letieres Leite.
Larissa-Luz–Território-Conquistado-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201612. Larissa Luz – Território Conquistado
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Dona de uma voz excepcional, Larissa apresenta um trabalho forte, marcante e crucial. As canções são depoimentos do complexo e fascinante universo feminino. E reafirma, as mulheres estão cada vez mais conscientes de sua força.
Victor-Araújo–Levaguiã-Tere-rockinpress-melhores-discos-nacionais-brasileiros-201611. Vitor Araújo – Levaguiã Tere
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É de uma sensibilidade sem tamanho o que Vitor nos apresenta. Soa clássico, mas também é contemporâneo, mas nunca uma coisa sem ser também a outra. Tudo acontece junto. E a mistura de sons proporciona uma estadia comovente.

10 ~ 1

 

10. Bruna Mendez – O Mesmo Mar Que Nega a Terra Cede à Sua Calma

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Possivelmente “Calor Sol e Sal” não vai sair da sua cabeça. A voz de Bruna, a forma como esse álbum envolve o ouvinte é hipnotizadora. A melancolia e a felicidade da presença do outro é evidente mas nunca superficial. Existem uma doçura em como tudo isso acontece.

9. Prume – Learning By Watching

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A sonoridade é inusitada. Quando “606 on Fire” começa a tocar existe uma expectativa sobre todo o resto do álbum. A música que abre o disco já vem grande e forte, como um sopro inesperado de vida. Tornando a experiência, de ouvir esse disco, uma grande onda de suspiros inesperados e movimentos involuntários, porque pode ter certeza, você vai perceber que é impossível não querer dançar ao som das guitarras. Entre o trip hop, Prume mostra a força do eletrônico nacional sem deixar de lado o trabalho com o vocal e instrumental.

8. Sabotage – Sabotage

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Um álbum póstumo digno do grande artista que foi Mauro Mateus dos Santos, o Sabotage. A compilação dos registros são uma bela homenagem ao árduo trabalho e a memória do rapper. Esse álbum engrandece ainda mais a técnica, o flow, as rimas e maneira tão particular de cantar uma verdade vivida. Ao encontrar na arte uma possibilidade de expressar e de relatar tantos acontecimentos dolorosos sobre sua vida, Sabotage deixou um lego memorável. E uma coisa é certa, ao ouvir o álbum percebemos que a realidade da periferia não mudou tanto assim. Se algumas músicas desse álbum virassem um filme, ou um vídeo, veríamos a dureza com que a realidade bate.

7. Barro – Miocárdio

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O primeiro álbum solo de Barro é uma boa surpresa para a música brasileira. A estética empregada mostra uma elegância pouco vista. Um jogo linguístico se instala nas canções. As transições entre o português e as línguas (francês, espanhol, inglês e italiano) que inundam o disco, é um dos pontos. O que mais chama a atenção é como o sotaque pernambucano é uma parte essencial dentro desse trabalho, como se não pudesse ter vindo de outro lugar. Não só pela valorização e beleza. Em “Poliamor” isso fica claro. Quando ouvimos a estrofe final vemos como a diferença entre “Pode a vida” e “Poliamor” é tênue. Não só na língua, ou no sotaque, mas na vida.

6. Marsa – Circular Movimento

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Na terra fértil de Pernambuco Marsa é o caminho entre a poética tradicional e as sonoridades universais. Seja com a percussão, ou a forma como as cordas se alimentam a medida que o álbum se desenrola, o encontro com o vocal é a cereja do bolo. Em “Circular Movimento” vemos os metais, literalmente, circulam junto com a voz que parece dançar por entre os instrumentos.

5. Mahmundi – Mahmundi

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Nada nesse álbum é óbvio. Nem mesmo as regravações Desaguar, Calor do Amor, Leve e Quase Sempre. Marcela Vale conseguiu fazer desse álbum (de estreia) uma surpresa. Entre o pop, o eletrônico, a mpb e o rock (para citar apenas algumas referências), temos os sintetizadores (nervosos e vibrantes) acompanhando a guitarra e a voz dessa carioca carismática. Esse disco foi desejado por todos os fãs que já dançavam ao som dos EPs, Efeitos das Cores e Setembro e conquistou outros tantos corações com o single “Eterno Verão”, que chegou a ganhar um remix do Boss In Drama. A sinceridade das letras, o colorido das imagens, a maneira como se remete ao amor, ao mar, a vida, é um convite para colocar no repeat, e passar o dia com Mahmundi.

4. Zéfiro – Andes

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O trabalho de estreia da banda brasiliense é seguro e consistente. Sem exageros no som, as guitarras parecem nadar meio aos ouvidos. A bateria com uma boa timbragem acompanha um vocal que se espalha por melodias suaves porém potentes. O tom melancólico, sempre ali ao lado entrando devagar em cada canção, é apenas uma das faces desse EP. Em “Março” é possível ver o tango vir manso e quase tomar conta da música. Nada chega de forma agressiva, é tudo muito elegante e harmonioso. “Laranja” fecha o disco com honra, mérito e beleza. E é possível afirmar que ao vivo, eles são ainda maiores.

3. Xóõ – Xóõ

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Com uma sonoridade nada convencional histórias são contas e encontros acontecem. Isso quer dizer que o primeiro trabalho do Coletivo Xóõ é uma confluência de sons e de fatos. Questões existencialistas permeiam as palavras ditas e chegam a encontrar nos instrumentos a possibilidade de expandir. Para compreender melhor a proposta do álbum, dos relatos, o melhor convite, é: escute Xóõ de cabo a rabo. Desde “Passado Futuro” até “Créditos” a cara do coletivo está posta. De forma crua, clara e estridente.

2. Metá Metá – MM3

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Diferentes mãos ajudaram a construir esse trabalho que carrega um tom complexo de urgência. Embora o álbum tenha sido gravado em apenas três dias no Estúdio Red Bull, em São Paulo, não é sobre essa voracidade da gravação a que o álbum remete. Há uma urgência dos versos em dizer tudo que ainda não foi dito.

O diálogo com os últimos álbuns de inéditas acontece mas sem soar como uma mera continuidade. A relação entre os trabalhos revela a evolução no som da banda. Um ir a diante (sem descartar o que vem sendo feito) com força e arranjos potentes.

A mistura de vocais enérgicos, saxofone, baixo, bateria e guitarra metálica mostra a eclosão de sons de uma banda que não tem medo de se aventurar e atingir um som extremamente multifacetado.

1. O Terno – Melhor Do Que Parece

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“Melhor do Que Parece” é um álbum pra cantar a plenos pulmões. O bom humor e a leveza são um dos pontos altos do disco. Em “Depois Que A Dor Passar” o tom de um bom conselho de amigo ameniza o peso que a juventude às vezes tem. Porque apesar dos desafios, “Depois que a dor passar/ Poder abrir o olho e ver tudo igual”. O romantismo e declarações também estão presentes. Desde contar sobre a espera de um amor, até uma linda homenagem (que parece um passeio pelos espaços da cidade) a Minas Gerais.

Os vocais de Tim Bernardes são precisos, amenos quando necessário – em “A História Mais Triste Do Mundo” é extremamente melancólico – e enérgicos quando as guitarras afloram ou quando os instrumentos de corda tecem um caminho mais denso. O álbum passa por nuances e lugares diferentes, e no conjunto da obra, mostra diferentes faces do trio. E se a música de abertura “Culpa” trás um pop carismático e divertido, “Melhor Do Que Parece”, que encerra o disco, explora a intensidade da banda de forma mais densa.

A diferença entre as músicas, entre como o ouvinte as recebe (e canta) é notável, e chega um momento dentro do álbum que se deixar surpreender não é mais uma escolha. E o amadurecimento d’O Terno continua surpreendendo. Porque como o título desse trabalho diz, é bem melhor do que parece. E não parece bom, de fato é.

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Todos os links aqui presentes foram achados na internet e não temos nenhuma responsabilidade por eles. Se você é um dos artistas e não gostou do link aqui, entre em contato com a empresa que o hospedou para retirar do ar. Por esse motivo, links quebrados não serão substituídos.

Toda a equipe do RockinPress participou da eleição, com participação de Josué Veloso do Brasileiríssimos, e votou em seus álbuns preferidos, sendo que este resultado não reflete a opinião pessoal de apenas uma única pessoa. Os textos são assinados por Letícia Miranda. As montagens de capas por Josué Veloso e a direção geral é de Marcos Xi.

13 COMENTÁRIOS

  1. A lista está ótima. Uma das mais aguardadas de todos os anos. Só ficou faltando a posição #20 :X

  2. Pessoas, adorei a lista mas senti falta de um único disco que realmente quebrou minha cabeça ano passado e é lindo!
    (Não que deveria estar também, afinal é apenas minha opinião e gosto)
    A regra é só para discos disponíveis gratuitamente?
    Pra galera que aceita indicação de boa musica fica a dica: o “Afrofuturista” da Ellen Oléria!

  3. Faltou Terno Rei,Selvagens,Supercombo,Trampa…..Eu entendo como deve ser dificil criar uma lista com os cem melhores,e sabendo que muita coisa boa poderia ficar de fora,mas tem coisas que cito que deveriam estar na lista,e estão em outras listas de melhores.Acho que o autor não gosta muito de rock,infelizmente.

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