+ Passion Pit disse em entrevista a revista NME, durante sua participação no V Festival, que a banda já está preparando o próximo álbum. De acordo com Michael Angelakos, vocalista da banda, o álbum que sucederá o fantástico debut Manners está com uma sonoridade muito bonita e deve sair provavelmente na primavera americana do ano que vem. A banda que se apresenta no Planeta Terra, aqui no Brasil ainda esse ano, disse ainda que deverá lançar o álbum em várias edições.
+ Tom Meighan, vocalista do Kasabian, anunciou esta semana que a banda entrará em um hiatus prolongado, após o show realizado no V Festival. De acordo com Meighan, o motivos foram as grandes turnês e o trabalho constante e exaustivo que estavam tendo, mas deixou bem claro que a banda está longe da separação, que são muito unidos e que em breve voltaram a tocar juntos. Tom disse ainda que irá investir em projetos pessoais relacionados a música, disse ele que provavelmente fará documentários para TV.
+ O disco do músico Philip Selway, baterista do Radiohead, está com o seu primeiro álbum Familial disponível para stream pelo site da NPR Music, o álbum é incrível e tem uma sonoridade muito envolvente, vale apena dar uma conferida.
+ O Duo Beach House, uma das grandes revelações da música este ano, não para de trabalhar e já estão com coisa nova para mostrar. A dupla divulgou sua mais nova música durante o EP do iTunes Sessions, que aliás está incrível. A música chama-se “White Moon” e está mais agitadinha do que o de costume do Beach House, digo que até mais interessante. Beach House – White Moon (Itunes Session)
Involuntariamente (ou não) a imprensa musical, com toda a sua exigência e suas listas de fim de ano, fez com que a qualidade de disco melhorasse exponencialmente, pois num mundo capitalista, ninguém quer ficar ‘pra trás’, mesmo que isso não tenha o mínimo sentido.
Mas, pra não contrariar os clichês da vida, isso também tem o lado ruim. Bandas competindo e ouvintes alienados. ‘Como assim, alienação nesse nosso meio? Isso não existe, Dayson.’ AHAM, sentem lá.
Do mesmo modo que reclamamos que a as redes de TV e de rádio influenciam e alienam as massas, fazendo com que eles escutem ‘aquilo que é ruim’, a NME e a Pitchfork, também fazem isso com sua cabecinha, amigo. Ou vai dizer que você não corre pra escutar aquele disco daquela banda totalmente desconhecida de obscure-dark-pop-post-hip-hop só porque alguma revista deu nota 9? E não, eu não culpo ninguém por isso. É involuntário, é necessário.
- Mas pra quê toda essa divagação? Onde o Arcade Fire entra nisso?
Então, a galera foi à loucura. Os integrantes do Radiohead são considerados deuses do Rock pra galera indie e Ok Computer é considerado o grande disco deles e talvez o melhor da história, então, se The Suburbs for realmente melhor, teremos o melhor disco da história. Nervos à flor da pele, o disco vazou e um balde de água fria é jogado num amontoado de franjas. Parabéns BBC, estragaram um ótimo disco, decepção pra muitos.
“The Suburbs”
Sabem porque todo mundo se decepcionou? A galera foi escutar o disco esperando que “Empty Room” fosse a nova “Karma Police”, esperando que Win Butler tivesse tiques espásmicos como o Thom Yorke, e é óbvio que isso não aconteceu. O Arcade Fire tem muita identidade pra querer ser comparado a qualquer banda.
- Mas então, The Suburbs é melhor ou não que Ok Computer?
Respondo a essa pergunta, que já me fizeram dezenas de vezes, mesmo que o disco só tenha vazado há um dia, assim: pra começar, o melhor disco da carreira do Radiohead é o In Rainbows, experimentalismo e apelo pop ao mesmo tempo. Genial. E na década passada, a tríade sagrada de discos é: Funeral, Neon Bible e In Rainbows, nessa ordem. E todo mundo sabe que os dois primeiros são os geniais discos do Arcade Fire. E The Suburbs? Bem, ele só não é melhor que Funeral.
Então, no mínimo, temos o melhor disco produzido desde 2004.
- Mas que tal falar sobre o disco em si?
Ok. Arcade Fire, além de uma banda, é praticamente uma família. Win é casado com Régine e é irmão do Will. Gara, Neufeld, Parry e Kingsbury são como seus filhos adotados e essa família recebe constantemente a visita do amigo Owen Pallet. O ambiente perfeito, onde a melancolia de cada integrante só é sobreposta pelo amor. Amor à vida, amor por si mesmo e aos próximos. Um ambiente onde você pode se submeter ao medo e ao sofrimento, mas que alguém, na hora exata, vai estar lá pra te resgatar.
Em The Suburbs, os irmãos Butler resolveram contar suas vidas, a infância difícil e sobre a vida nos subúrbios. E pra contar essas histórias, além das magníficas orquestrações, a banda adicionou a crueza do rock e obscuridade dos synths. Uma mistura de Depeche Mode com Neil Young, como eles mesmos dissseram.
“Ready To Start”
O disco é uma história e cada música se encaixa, montando um mosaico de nostalgias e sentimentos. As letras cheias de significado, carregam a melancolia de sempre, com fagulhas de esperança pra serem acessas.
Os destaques são as excelentes “Modern Man”, “Rococo”, “Empty Room” e “Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)”. Nessas quatro faixas vamos do som barroco de “Rococo” ao extremo pop com “Modern Man”.
O disco ganha pontos porque além de ser sincero e ousado, tem um apelo pop essencial, brincando com os estilos musicais sem perder a classe. E amigo, apelo pop é crucial pra qualquer grande disco ou qualquer grande banda, se não, o que seriam dos Beatles?
A única ressalva, o único porém, é que a história de The Suburbs ficaria muito mais linda se a voz doce de Régine Chessagne aparecesse mais.
Sem mais elogios na ponta dos dedos, repito que esse (por enquanto) é o disco do ano e um dos maiores discos da história. E acredito que esse não é o clímax da carreira dos canadenses do Arcade Fire. Podem anotar, muita coisa melhor ainda virá.
Nada de samba, nada de funk, o Rio de Janerio é a cidade do rock. Pelo menos é isso que insinua o título do grande festival Rock in Rio e agora, depois de 10 anos, esse nome pode voltar a fazer sentido.
Depois de alguns anos sendo realizado em Portugal e na Espanha, o Rock in Rio pretende voltar ao Rio na sua 10ª edição, em 2011. A declaração foi do prefeito Eduardo Paes, que também afirmou que pretende construir um parque para a realização do festival.
Seguindo o exemplo de Madri e Lisboa – cidades que abrigaram as últimas edições do evento – o parque seria construído na Zona Oeste, teria capacidade para aproximadamente 150 mil pessoas e também serria utilizado nos jogos olímpicos de 2016.
Roberto Medina, realizador do festival, confirmou que também pretende trazer o festival de volta ao Rio. O empresário também revelou que a proposta dessa edição é dar espaço a diferentes gêneros musicais, por isso entre os nomes cogitados para 2011 estão Shakira, Lady Gaga, Radiohead e Hannah Montana.
- Ed O’Brien, guitarrista do Radiohead, em entrevista à radio BBC 6 soltou a bomba que a banda já estaria com um novo álbum praticamente finalizado. Ele disse que é uma questão de semanas para finalizarem as gravações em estúdio, que o álbum está diferente de tudo que já fizeram e que será o melhor da banda. Será que além de tudo de bom que saiu este ano ainda teremos um novo do Radiohead? É muita emoção para um ano só!
- Chris Shiflett guitarrista do Foo Fighters anunciou os detalhes de seu novo álbum. A bolacha que se chamará The Dead Peasants, falará sobre amores, mortes e experiências recentes vividas por Chris. O álbum que começou a ser gravado o ano passado será algo meio country e rockabilly e irá desde influências de Ryan Adams até The Clash.
- A organização do Planeta Terra confirmou oficialmente pelo seu site as duas primeiras integrantes do Line Up de 2010. As bandas a participar do festival seriam Hot Chip e Phoenix. Lembrando que além das duas existem fortes expeculações que no dia 20 de novembro os caras do Passion Pit também apareçam.
- Falando em Passion Pit, o quinteto brooklyniano foi o novo convidado do ótimo Levi’s Pioneer Sessions. A banda gravou um cover do Smashing Pumpkins, a música escolhida foi “Tonight Tonight” gravada originalmente em 1995. Confesso que a combinação dos estilos não ficou muito boa, confira aqui ou veja o Making Off.
- The Walkmen mostrou a capa de seu novo álbum que será lançado dia 14 de setembro pela Fat Possum. A bolacha de 11 faixas terá o nome de Lisbon. A banda ainda abrirá nesta turnê shows para o The National e Black Keys e dividirá o palco também com a dupla canadense Japandroids.
Se você não levou a sério quando falamos desse projeto aqui, tá aí a primeira amostra oficial da empreitada doida da ex-Dresden Dolls.
Amanda Palmer desconstruiu a talvez mais eletrônica música do Radiohead e fez uma versão nas quatro cordas de um ukulele. O nome da empreitada será econômico: Amanda Palmer Plays the Popular hits of Radiohead on Her Magical Ukulele, o que lembra automaticamente outro figuraça do pequeno instrumento havaiano:Dent May & His Magnificent Ukulele.
O lançamento está marcado para 17 de julho, pelo Bandcamp, e deverá ganhar uma limitada versão em vinil, com 1000 unidades somente. O tracklist será “Creep”, “High and Dry”, “No Surprises”, “Fake Plastic Trees” , “Idioteque” e “Exit Music (For a Film)”, sendo que três dessas nós já mostramos aqui, e agora você escuta a versão de “Idioteque”:
Enquanto Thom Yorke está trabalhando com seu super-grupo, Atoms For Peace, e os fãs aguardam o sucessor de ‘In Rainbows’(2007), o baterista Phil Selway anunciou a data e track list de seu primeiro disco solo.
O álbum que tem previssão de sair em 30 de agosto deste ano, foi batizado de Familial e conta com a participação de Lisa Germano e dois integrantes do Wilco, o baterista Glenn Kotche e Pat Sansone.
Pois é, Amanda Palmer vai mesmo gravar um ep com versões do Radiohead.
Para quem ainda não a conhece, Amanda é ex-Dresden Dolls, lançou dois álbuns solos e a pouco lançou o debut do projeto teatral Evelyn Evelyn, onde, entre outras músicas, toca uma improvável versão de “Love Will Tear Us Apart” do Joy Division no Ukelele, só perdendo no quesito exótico para mim, já que gravei a mesma música em um cavaquinho.
Se aproveitando de sua atual liberdade musical, composta pelo fim do contrato da cantora com a Roadrunner Records, Amanda já havia anunciado que deverá lançar diversos projetos e Radiohead já fazia parte dos planos. O Ep se chamará Might e não se tem mais detalhes divulgados. Algumas versões que Amanda fez da banda homenageada já estão no youtube – não que isso signifique que elas apareçam nessa curiosa bolachinha.
Exit Music numa belíssima versão ao piano
O clássico dos clássicos “Creep”
E a música mais bonita do mundo, “Fake Plastic Tree”.