Acho que o mais chato de fazer listas são as faixas que somos obrigados a abandonar. Nessa lista com certeza merecia ter lugar para as músicas da Kaki King e seu excelente 3° álbum, ou a Spiralling, a única música que presta no odioso último álbum do Keane e até mesmo da revelação The Do, com sua música de gênero indefinido.
Acho ainda, que a lista mais difícil foi essa, escolhi de maneira muito franca e rígida e ainda sim encontrei pela frente 27 faixas e delas consegui separar com muito suor 10, e mesmo depois mudei a ordem. Mas aproveite!
10 – Sigur Rós – Gobbledigook
Álbum:Með Suð I Eyrum Við Spilum Endalaust – Faixa: 01 - Vídeo
Eu NUNCA ouvi tanto uma música assim que a conheci como em Gobbledigook. É engraçado lembrar que quando a banda disponibilizou a música, eu e a Nina Cairo daqui do blog ficavamos gritando pela internet “lalalalalalalalalalalalalalalala” e o outro respondia “tumtumtumtumtumtumtumtumtum”.
9 – Death Cab For Cutie – I Will Possess Your Heart
Álbum:NarrowStairs – Faixa: 02 - Clipe
Eu não escutava muito essa música, mas uma vez ou outra me pegava cantarolando ela. pensando em qualquer merda com aquela introdução eterna da música. Ela tem algo que me apaixona e assim como cd ela não é “fodona” mas tem algo a mais e que ainda é desconhecido pelo seu autor.
Não sou de assisti clipes e ano que vem pretendo melhorar, mas em um dos blogs que sou fã, o dominódromo, achei esse clipe para assistir, paixão na certa. Pelo menos o clipe que vi, o das patinadoras. É que foi feita uma competição, e eu nem sei quem ganhou. Engraçado que a minha única lembrança de M83 é que eles eram a abertura do show do Deftones, na turnê que eu assisti.
Meu último grande vício musical, o Foals me surpreendeu. Eu também escrevo letras e a tempos não escrevia nada, foi só ouvir essa música que eu tive tanta idéia que escrevi duas letras direto. Um dia posto aqui, prometo.
6 – Albert Hammond Jr. – GfC
Álbum:¿Cómo Te Llama? – Faixa: 04 - Clipe
E não é que o Stroker fez algo bom? Apesar da irregularidade em seu álbum, essa faixa é definitivamente uma das melhores do ano. É viciante! Tenho medo de pensar que esse cd foi feito de sobras de músicas que não entraram nos Strokes, que perda eles tiveram, hem?
5 – Gregory & The Halk – Wild West
Álbum:Moenie And Kitchi – Faixa: 06 - Foto
Essa é uma canção simples, passa rápido e você nem percebe, mas a vocalista e aquela guitarra do refrão me dão arrepios! Para quem não conhece, baixe. Vale muito a pena. Ah sim, conheci essa banda no mesmo dia que baixei essa próxima aí.
4 – Ponoka – Help Is On The Way
Álbum:Hindsight – Faixa: 05 - Foto
Essa é engraçada. É uma música gospel. Pior (ou menhor), essa música já foi toque do meu celular, despertador e desejosa d’eu arrumar uma gaita e uma guitarra elétrica e sair por aí clamando ao senhor! Amém!
3 – Kings Of Leon – Sex On Fire
Álbum:Only By The Night – Faixa: 03 - Clipe
É o mesmo caso do Keane, só que aqui a música é MUITO BOA. Medalha de bronze sem dúvidas. O cd é uma merda, mas essa é a música que toca na minha pista de dança, no meu player, na minha visita a praia…
Foi aí que começou. Um amigo meu soprou a informação pra mim antes do mundo saber, mas me calei, falei só para o Alex Correia do Move That Jukebox, mas em segredo. “Mallu gravou hoje com o Marcelo Camelo para o cd dele. Ela também vai gravar um vídeo vestida de verdura!” Depois saiu a música “Janta” e o clipe de “Tchubaruba”. Simplesmente a melhor música brasileira do ano. Prefiro a letra da Mallu do que a do Camelo.
1 -The Verve – Love Is Noise
Álbum:Forth – Faixa: 02 - Clipe
Amor eterno. Quando ouvi essa faixa pela primeira vez, disse na lata: “Vai ser a melhor música do ano”. Não deu outra, não dá para superar. A banda fez um cd excelente, marcando sua volta e ainda superou os já ultrapassados clássicos “Bittersweet Symphony” e “Lucky Man”. Medalha de Ouro!
Vamos começar agora a tão pedida e falada seleção Rock in Press de melhores do ano.
Ficarei devendo a de melhores clipes porque o pc que eu usava não servia nem para postar direito, vide cada perrengue que passei para mostrar as notícias a vocês.
Eu escolhi começar pelos melhores shows porque esse foi o ano que eu mais assisti e sem dúvidas valeu a pena. Vamos lá?
Melhor Show Internacional: Muse
Catartico? Impressionante? Realização de um sonho? Dominic vestido de Visconde de Sabugosa? Sim, foi demais. Depois de esperar anos e mais anos, finalmente Matt e compania vem ao nosso país… depois de tanta insistência dos fãs. Eu aproveitei cada segundo desse show, e estava tão sedento por isso que sai do Rio e fui assistir também em São Paulo, sem saber direito onde ficaria, sem saber se teria dinheiro ou ônibus para voltar mas como uma única certeza, estava ali presenciando porradas que mudaram minha vida como “Dead Star” (Rio) e “Citzen Erased” (SP), ouvir aquele riff foda de “The Groove” ou matar a saudade de ouvir “Bliss”. É, não tem como não dizer que foi muito lindo, até esperava mais, mas do Muse eu só quero a perfeição.
Melhor Show Nacional: Marcelo Camelo
Eu não sei o que ocorreu nesse show, eu não esperava muito, sabia que ia ter músicas dos Hermanos e mesmo assim eu saí de lá extasiado. Eu e o Pedro Cotta passamos o resto do dia e o dia seguinte cantando a música “Copacabana” e não à toa. É muito bom ver um produto carioca com um nível mundial assim. Li uma vez que o som do Hermano ao vivo ainda estava a se moldar, planava pelo amador… A pessoa que disse merece um tiro. Vocês leram aqui o quanto eu amei o show e acredito não precisar dizer de novo o quanto sai de lá emocionado por ouvir “Doce Solidão” e “Além do Que se Vê”. Não basta ver, tem que sentir a música em você.
Melhor Show Que Eu Não Vi: Foals
Bem, tá aí um Bônus. E nem é bem que eu não vi, mas eu não estava exatamente lá, estava aqui na telinha do pc assistindo o senhor Yannis Philippakis fazer o melhor show do Festival Planeta Terra. Foi daí que saiu meu último grande vício do ano e daí que eles vão aparecer mais vezes nesse Melhores do Ano. A apresentação deles foi arrebatadora, enquanto os inanimados Jesus And Mary Chains se aparesentavam no principal, o Foals dava uma lição de animação jovem no Indie Stage. Pena que o show foi curtinho, espero que eles lancem logo um segundo cd e façam mais um show no Brasil, só que agora em nome próprio. Estarei lá dessa vez, prometo!
Do Rock à MPB o caminho nem sempre é longo. Se Caetano Veloso e seu sonífero auditivo chamado “Cê” podem, porque Marcelo não?
Meia hora antes de começar o show
Os fãs são em base os mesmos, tudo bem que a cabeça é mais aberta, mas até o baiano autor de Leãozinho esteve no Canecão nesse final de semana para ver o ex-hermano declamar suas prosas descompromissadas para um público fanático e vidrado em cada movimento do cantor.
A conquista de novos fãs se torna real principalmente durante o show, já que o cd a primeira audição não é dos mais fáceis digeríveis, mas se transforma depois que assiste ao show. O estudante Pedro Cotta, convidado desse blog para registrar o show de sábado e ardente fã de Los Hermanos (no currículo ele tem somente 17 shows dos Hermanos!), confidenciou ao seu blogueiro que “não esperava um show tão bom, melhor do que o cd”. Ganhou mais um fã Marcelo.
Eu mesmo, no ar de minha rabujice, achei o cd do Hermano apenas “legal”, e agora defino o trabalho de Marcelo como “Um dos melhores do ano” e até o título de “Melhor show do Ano”, que você vai ver melhor no fim desse ano, vulgo semana que vem. E assim vai criando um rebanho de novos fãs.
Marcelo toca “Janta” no Canecão, público cantou cada verso.
Os fãs de Los Hermanos, na minoria que reclama da falta do Rock cultivado na banda, parece esquecer que o som do álbum 4 já era o prelúdio sonoro do futuro caminho a se seguir.
Rafael, outro fanático por Los Hermanos e administrador do fórum do Radiohead Brasil disse: “Foi lindão!
Som ótimo, Hurtmold impecável”. Realmente a qualidade e os detalhes arrebatam cada vez mais as pessoas. Essas pequenas coisas são diferenciais no som de Marcelo, que ao mesmo tempo é simplista e ao mesmo tempo é ousado, fato explicado e acertado com a participação da banda Hurtmold em palco e estúdio.
Claro que o canto maior nos shows é entoado ao som dos Hermanos, mas se nota cada vez mais coros maiores nas músicas solo, principalmente Janta e Menina Bordada. O show se torna um exercício de emoção e obrigatório. Porém…
Marcelo, cabelo novo e barba raspada… bem, nem tanto…
Marina Cairo, baiana e estudante de arquitetura, disse sobre o show da banda por aquelas terras: “Gostei, mas não consegui me encantar ao ponto de chegar em casa e buscar todas as musicas do cd pra ouvir”. Não dá para ganhar todas né Marcelo?
A julgar que Marina não era fã de Los Hermanos antes, e todos os outros eram, será que Marcelo Camelo só está fazendo um trabalho de reconquista com seu novo foco? A MPB?
Eu acho que sim.
E que venha o Little Joy! (6 de fevereiro no Rio!)
E assim, na surpresa do momento saudosístico, termina o surpreendente show do eterno Hermano Marcelo Camelo neste último sábado (13/12) no Canecão, Rio de Janeiro.
O seu blogueiro amigo, esteve a matar saudades da época em que Los Hermanos dominavam seu falido mp3 player. Um Canecão cheio para assistir Camelo debutar oficialmente (não, o Tim Festival não valeu) seu primeiro álbum solo (Sou, Sony BMG) e fazer o público bater palmas, cantar e até mesmo dançar ao som de novos e antigos clássicos da carreira vitoriosa de Marcelo.
A Casa, claro, ajudou bastante pelo fato de sua acústica e sonoridade estarem impecáveis. Tanto de frente ao nosso vocalista quanto na entrada da casa, o som entrava em nossos ouvidos em excelente qualidade. Com um palco muito bem iluminado e cheio de sons distintos, porém nunca antes tão bem encaixados, Marcelo deu aos seus fãs o show que eles esperavam e um pouco mais, emoção e ainda nos mostrou de brinde os detalhistas do Hutmold e seus mil e um instrumentos.
A beleza sonora começa ao som do violão limpo de “Passeando” e um Marcelo solitário em cima daquele tablado visualizado por centenas de fãs bestificados só pela presença do Hermano. Mas a solidão se desfaz na seguinte, “Téo e a Gaivota” fez esse moço que vos fala tremer e ter arrepios com a força que a doce melodia nos passa.
E assim vai, o show desbanca qualquer “achismo” de que é dependente de um antigo repertório que já não é tocado a mais de um ano, nas guitarras dos Los Hermanos, mas que agora perdem espaço ao mpb emocional de Camelo. Momentos como Tudo Passa e Doce solidão, são cantados em uníssono pelo público jovem, porém com suas famílias nas mesinhas que dominaram o Canecão. Arrisco dizer que todos imaginaram Mallu Magalhães entrar por aquele canto escuro do palco e dedilhar o violão na fabulosa “janta” proposta pelos dois, mas faltou alguém.
Mas do que seria do compositor sem suas eternas canções. Camelo mostrou duas músicas entregues nas mãos da também fabulosa cantora Maria Rita. Despedida e Santa Chuva nem foram tanta surpresas, mas, de longe, ouvir Camelo cantar essas músicas já emociona o público. Porém os pontos altos do show foram as músicas dos Hermanos. “Pois é” abriu caminho para mais 4 canções desaguarem nos corações solitários sem os Los Hermanos nos palcos. A versão de Morena, meio samba e meio carimbó, também arrepia. O Hurtmold sabe fazer versões nos moldes que Marcelo impõe à suas canções.
Um ano e meio atrás, esse blogueiro emocionado perdeu o último show dos barbudos por simples falta de sorte. Tinha o ingresso e estava em São Paulo… O que as mulheres não fazem de nós? Esse peso foi morto ao escutar os primeiros acordes de “Além do que se vê”. Sim, esse blog também chora. E pela primeira vez em um show, com uma banda, que essas lágrimas descem por esse rosto de pedra. O final, sempre, é lindo, eterno.
Após uma jam bem louca, onde o Hurtmold mostrou de onde vem, o bis é aguardado. E nele vemos Santa Chuva, já BEM conhecida na voz de Maria Rita e já citada aqui. Após, vem a catártica Copacabana. Juro ver uma escola de samba ou a Orquestra Imperial entrando pelos corredores do público e fazer todos sambarem. Muito belo.
Acabou. Ou não. Mesmo após a banda se despedir, as luzes do local se acenderem e os roadies começarem a desmontar o palco, o público não arredou o pé de forma alguma. Tava tão bom assim? Sim estava. Nem 5 minutos de aplausos e ele não volta. Que público é esse… Sim, ele estava no palco de novo, sem nem saber o que tocar. “Mas eu nem tenho repertório!”. Senhoras e senhores temos “A outra”, sem os metais, fica para os homens o encargo de cumprir a tarefa que um dia foi de Índio, Zacarias e Bubu, nos metais dos Hermanos. E isso a pedido de Camelo! Ao fim, Camelo se despede, mas o público não. Sem graça, coça a cabeça por não saber o que tocar. E nessas “Fez-se mar” encerra de maneira triunfal a impecável e imperdível apresentação de Marcelo Camelo no Canecão neste incrível dia 13 de dezembro de 2008 às 22:00, DC (Depois de Camelo).
“Posso estar só, mas sou de todo mundo”
Obs.
Ainda hoje irá para o ar vídeos e todas as fotos do show.
Amanhã tem matéria sobre os fãs de Marcelo Camelo.
A revista Classic Rock publicou que Phil Conalane, do Million Dollar Reload, seria o novo vocalista da banda. Nada confirmado ainda, na recente premiação da Classic Rock, em Londres, Slash foi visto conversando durante muito tempo com um agente de Phil, além de outros pormenores que tornam a informação interessante.
No site oficial de Damien Rice, o cantor deverá passar por nossas terras entre janeiro e fevereiro de 2009. A turnê Latina também deve passar por Chile, Argentina e México. Datas e locais ainda não foram anunciados, apenas que serão poucos shows. É isso aí…
Marcelo Camelo está em Portugal para participar do festival Super Bock em Stock. o eterno hermano disse a revista Blitz que pretende morar em breve em Portugal e que gravou o vídeo de “Doce Solidão” numa escola do Bairro 6 de Maio, na Damaia em Portugal. Veja o Vídeo aqui: