Apesar do seu amigo autor prometer não falar desse tipo de assunto, apesar de prezar por um jornalismo sério, onde a cultura e a informação de real interesse ao público esteja em um único patamar no rol das notícias, venho por meio desta expressar a humilde opinião deste blog ao assunto da semana: Mallu Magalhães (16) namora Marcelo Camelo (30).
O casal junto no Morro da Urca no último sábado. O blog também esteve presente.
É de péssimo gosto dar tanta vazão a um assunto de tão pouco interesse público. Poucas pessoas sabem, porém esse não é o primeiro namoro da pequena com um maior de idade. Mallu esteve aos braços de Hélio Flanders, vocalista da banda Vanguart e padrinho musical de Mallu, quando ainda tinha seus doces 15 anos. Hélio, que já é maior aos olhos da lei, não viu nenhum escarcéu com seu nome quando a revelação de seu namoro com Mallu foi confirmada. E, se com ele não teve nenhum problema, porque com o ex-hermano tem? A lei não dá nenhuma brecha sobre namorar alguém barbudo ou com uma pinta no rosto. E, acima de tudo, a cantora se diz feliz e que se encontra em junção com uma pessoa que lhe completa intelectualmente e musicalmente. O que há de errado? A felicidade alheia incomoda a alguém? Porque ninguém falou nada sobre Hélio?
Esse autor aqui, viu algumas situações que o forçaram a falar sobre esse desnecessário assunto. O primeiro e menos importante, é que existe discussão até no fórum da banda de rock alternativo Muse! Segundo que fui questionado porque em minha entrevista recente com a notável eu não a perguntei sobre esse namoro, e por fim, nessa manhã de terça feira, o escritor dessas linhas se sentiu surpreendido ao pegar o jornal desta terça e dar de cara na primeira página, como notícia de destaque e mais importante: a foto da pequena com o barbudo no polêmico show desse sábado, onde essa figura, futuro jornalista sério, estava presente, e com o devido título na página “AMOR POLÊMICO NA MPB” (assim, em maiúsculo mesmo).
Foto mau tirada pelo seu amigo blogueiro, mas foi o único exemplar que encontrei às 5 da tarde…
Eu não quero ter a ousadia de criticar o jornalismo brasileiro e nem dos meios que difundiram essa informação, afinal, estão a fazer o seu trabalho. Só venho reclamar de quem perde seu tempo dando atenção a essas coisas e abrindo discussão. É de total falta de comprometimento com a informação tratar desse tipo de coisa ao público, afinal, a estrela do episódio se diz muito feliz, visivelmente nota-se nas apresentações do casal a forma que Camelo cuida da pequena e ainda, com total aprovação dos pais.
Então eu gostaria que o seleto leitor destas palavras enfurecidas me responda:
O que nós temos haver com isso? O que isso vai mudar em nossas vidas? E o que essa notícia vai mudar na música brasileira?
Enfim, o cd da Mallu vai vender mais, só por essa propaganda gratuita que está recebendo, os shows de Camelo irão lotar mais do que já lotam e sua vida continuará a mesma, sem mudança, inclusive daqui a duas semanas, quando o povo já nem se lembrar mais do ocorrido, já que nesse sábado, Mallu irá tocar em Salvador num evento gratuito, e com certeza será cercada de repórteres tentando saber o que não irá mudar nada nesse país.
Partindo como uma brincadeira, e somente 2 minutos para a conversa, o que era pra ser uma entrevista acabou num bate papo. Mallu Magalhães falou ao blog logo após o seu show no Morro da Urca, no último dia 22.
A simpatia contagiante de Mallu surpreendeu até o autor, que foi recebido com um largo sorriso, um forte abraço e os dizeres “Opa! Eu te vi! Esse cara cantou todas as minhas músicas! Ê! Ê! Alegria! Ê!”. O show, que teve um público um tanto apático, não foi de todo agrado da menina prodígio, que admitiu te-lo achado meio “hostil”, no bate-papo com essas linhas.
Uma informação que chegou até mim, vinda do fotógrafo da Vivo, dizia que o show estará no ar nesta segunda feira (24/11) numa página especial da operadora de celular, com fotos e o dito show. Estamos aguardando para ver o público festejar e aplaudir Mallu, e claro, a participação surpresa de Marcelo Camelo, agora oficialmente namorado da cantora.
Vídeo de Morena, música dos Los Hermanos, cantada com Marcelo Camelo no show deste sábado.
Sem mais delongas e atrasos, o prato principal da casa está servido.
Como está a sua vida de agora não poder ficar mais sozinha na sua, mais tranquila, com todo mundo querendo ver suas fotos, se está namorando, o que tá fazendo?
Comigo não tem essa parada de celebridade não, o pessoal acha que eu sou mas eu não sou louca! Eu sou uma pessoa mais tranquila, vou deixar rolando as coisas ao longo da vida.
E o show, tá mais profissional…
É, é, eu acho que está mais profissional, hoje foi meio hostil assim… Mas foi gostoso!
Vídeo da música inédita “Faz”, ainda com Camelo no palco
E foi menos pessoas que você está acostumada, não?
Se Mallu é a estrela, eles são os coadjuvantes, os novatos na banda André Lima e Cláudio Nasci vem chamando atenção em suas apresentações cada um ao seu jeito. André vê seu apelido “Ovelha” ser gritado pelo público, enquanto Cláudio é uma figura impar no show, por dar um tom diferente e ao mesmo tempo tudo a ver com o show da pequena.
Ovelha, que vem substituindo o antigo tecladista Rodrigo, passou pela nossa equipe meio que despercebido do público, vagando atoa pelo lado de fora do show do Morro da Urca.
Cláudio já não teve a mesma sorte, tentou andar também mas logo foi parado por um quarteto de fãs. Ele revela coisas engraçadas e curiosidades exclusivas, além de nos dar indicações de como será o seu cd solo, a ser terminado em breve, faltando apenas 2 canções das 15. Cd que foi “atrapalhado” quando Mallu chegou ao estúdio…
Um é mais calado e outro fala muito. Um é simples e o outro sorridente. Revelações engraçadas poderão ser lidas agora nas linhas do Rock In Press.
André Lima, o Ovelha, é o primeiro.
Como foi ter seu nome gritado pela platéia do Planeta Terra logo na sua estréia?
Foi muito legal, me surpreendi, foi um show muito bom!
Como foi que você começou a tocar com a Mallu?
Me chamaram para conhecer a Mallu e tal pois eles estavam sem tecladista, pois o Rodrigo saiu. Ele gostava de dar aula e tinha medo de avião, não gostava de viajar… É, eu acho que o negócio dele era dar aula e ele não queria pegar a estrada.
Foi você que gravou todas as linhas do álbum?
Não, foi ele quem gravou, e eu cheguei e tive que tirar todas as linhas dele.
Você também dá aula?
Eu parei de dar aula, eu gosto é de tocar!
O show está sem a bagunça anterior e mais profissional…
Hoje teve uns probleminhas técnicos de violão e microfonia, véi…
Cláudio Nasci é o cantor das “dancinhas” no fundo do palco
Como foi que você conheceu a Mallu?
Então, ela grava no mesmo estúdio que eu, aí ela chegou, começou a gravar, pois no myspace aí eu fui no primeiro show dela, eu já estava acompanhando mesmo, eu tinha escutado…
(nesse momento um cara interrompe e pergunta se alguém de nós tem esqueiro…)
Aí eu fui lá ver o show, porque eu acompanho desde o comecinho, mas eu continuei gravando, mas o pessoal (o Jorge e o Kadu, baterista e guitarrista, também estão gravando o cd do Cláudio) começou a ir pro show com ela e meu disco começou a ficar pro lado… É um disco difícil de fazer, cheio de coisa e cheio de instrumentos, ele tem várias manhas de gravação, cada música foi gravada de um jeito…
E como vai se chamar o álbum?E quando será lançado?
Será Lado A. Bem, quando eu conseguir terminar de grava-lo!
É verdade que foi você quem gravou os pianos de tchubaruba?
Eu não gravei, quem gravou foi o Kadu, eu dei o piano. O piano que está no estúdio do Jorge eu dei.
Quem inventou essas “dancinhas” que você faz? Foi idéia da Mallu? Você quem fez?
Eu mesmo. Eu tava preparando meu show, aí o Jorge e a Mallu falaram “Aproveita! Vai lá e faz aí o que você quiser!”, aí eu fiz lá no Terra e o pessoal gostou.
Eu assisti esse show na internet, e a camera só focava você e a Mallu
Foi cara, eu vi depois! Eu não tinha visto que tinha telão, porque pra mim, tinha um monte de gente e eu to muito, muito longe e tipo… Eu posso me mexer a vontade que eu vou ser só um ponto se mexendo, mas tinha uma câmera aqui (aponta pra direita) que eu não tinha visto! Eu cheguei em casa e “Puts, exagerei cara…” Aí no mesmo dia da participação do show, ligou o agente da Mallu e disse “Po cara, quer entrar na banda não?”
Então você foi fazer participação especial no show?
Fui, fui. Eu ia fazer um show só. Eu fui achando que era um show só, eu não sabia o que ela tinha em mente, porque ela tinha me chamado pra ir em shows desde os primeiros, logo no começo, no Studio Sp, aí ela ficou falando “ah! Claúdio, passa ae…” e eu respondia “pode deixar, to lá e tal…”, mas agente não ensaiou e meo, tem que ensaiar, vai mas não vai… E eu não tava muito levando a sério, mas ela insistiu, aí ensaiamos e tal mas só ia fazer um show só.
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Ambos os artistas tem myspace com músicas próprias, para escutar as músicas que vão de Caetano Veloso à Radiohead de Cláudio Nasci, só clicar aqui.
Caso se decida por ouvir o rigoroso rock trabalhado de André Lima, o link é esse.
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Nossa cantora deu uma entrevista ao Rock in Press nesse sábado clicar aqui para ler.!
O folk está em alta. Definitivamente esse ano marca a volta do folk a um seleto grupo de fãs. Uma das maiores “culpadas” por esse acontecimento só tem 16 anos. Mallu Magalhães se apresenta ao país como a garota prodígio da internet, trabalho que já era desenvolvido por outros notáveis nos Estados Unidos como Ben Kweller e Conor Obert finalmente ganha uma representante brasileira. Em menos de um ano, Mallu, que ainda estuda num tradicional colégio da capital paulista, estourou e gravou um cd só com músicas suas e esse cd hoje será o “alvo” de nossa resenha. O cd saiu no último dia 15, e suas músicas vinham sendo distribuídas na internet por meio de um site especial que a Vivo fez somente para a divulgação da nova empreitada da baixinha.
Apesar do folk ser sua maior verdente, o álbum começa com o Rock de “You Know You’ve Got”, com predominância do banjo, também bem explorado em “Don’t you Look Back”, canção seguinte, e mais voltada ao folk. A primeira faixa começa com uma energia que parece contagiar, e quando você pensa que irá explodir, o ritmo folk datado pelo balanço do banjo dá um tom diferente a música, para somente depois explodir da maneira do bom e velho rock, com uma pega forte da bateria. Vamos abrir uma salva ao solo que Kadu Abecassis, guitarrista, nos dá nessa faixa. A faixa pende a nos decepcionar, pois esperamos um grande surto sonoro logo na primeira deixa, mas não é o que acontece e todo o aparato de gravação selecionado para deixar o som mais “antigo” já se mostra ineficaz pela qualidade de gravação. Mas é só o início.
O folk clássico de Don’t You Look Back me entristece, pois a versão original, gravada para o programa Trama Virtual que passa na Multishow e feita para o quadro “12 horas no estúdio” se mostra muito melhor e consciente, em si, o próprio cd parece ter sido feito por versões de música já apresentadas ao vivo e que pecam pelo excesso de detalhes. O clássico “Tchubaruba” vem numa versão mais charmosa, gostoso, quase chegando ao Blues e com um flerte ao Jazz, mas novamente sentimos saudade da versão do myspace. Em uma crítica anunciada a um ocorrido no Rio, “O Preço da Flor”, uma das duas únicas canções em nossa língua pátria, dá um tom mórbido e triste ao cd. Não podemos negar, é uma belíssima canção, a favorita do autor destas linha, mas a própria canção já foi apresentada em melhor forma na segunda aparição da pequena no Programa global do Jô Soares, mesmo assim, a música está belíssima no álbum e uma das melhores do álbum.
O Preço da Flor no Programa do Jô
Em sua primeira aparição na tv aberta, Mallu mostrou ao público do Altas Horas, da Globo, a música “Town of Rock ‘n’ Roll”, numa simples concerto ao violão, voz e gaita. Depois a música pouco apareceu nos setlists de suas apresentações, e cheguei a achar que estava esquecida, mas num vigoroso Rock, ela se mostra num melhor e animado arranjo, e mais um solo de bater palmas para Kadu. Muito boa! “Her Day Will Come” e “Angelina, Angelina” são belas canções, que tiveram um tratamento especial para o cd, principalmente para os efeitos vocais que Mallu criou para Angelina, barulhos de trem e outras brincadeiras que viram detalhes sérios e muito interessantes. Depois de escutar umas 10 vezes a nova versão de “J1″, fiquei na dúvida entre a melhor de todas que já ouvi, mas com certeza essa tem um algo a mais, um ponto gostoso que não se encontra na nova versão de “Get to Denmark”, versão que chegou a irritar o blogueiro que vos escreve tamanha a “forçassão” de barra que foi por essa música nesse cd, versão pífia.
A revelação musical brasileira, Mallu magalhães.
Mais um animado e vigoroso rock passa por esses ouvidos insanos, “Vanguart” anima, e anima ainda mais ao vivo, não como “Dry Freezing Tongue” e “Swalk”, onde se pode ouvir o que muitos julgaram ser a parte mais chata de Mallu, suas músicas lentas. Cheguei a ler resenhas que j jjulgavam ser inaudíveis suas baladas, digo não serem as suas melhores, mas ainda dá para gostar. No Jazz “Noil” e na música de encerramento “It Takes Two the Tango”, Mallu mostra a potência de sua voz, as suas nuancias e onde sua juvenil voz pode chegar, belas músicas.
Em si, o seu querido autor não curtiu muito o cd, um tanto decepcionado, vi Mallu largar o lado simplista e a beleza de sua música descompromissada com o mainstream penderem a um lado profissional e mais detalhista, que faz este blog aqui se sentir seu gosto muito “semestre passado”. A profissionalização da música que esta estrela sofreu foi rápida de mais para mim, pois isso o que sinto é apenas saudade dos shows mais bagunçados, das infantilidades de Mallu e facilidade de achar suas músicas “fofas”.