+ O guitarrista do My Morning Jacket, Carl Broemel, está lançando seu segundo álbum solo dia 31 de agosto. Enquanto a data não chega, Broemel colocou em seu myspace os dois primeiros singles, “Heaven Knows” e “Carried Away”.
+ Mallu Magalhães gravou uma versão “Nossa Canção”, do Roberto Carlos para a trilha sonora do filme O Bem Amado. Por aqui é possível ver uma entrevista com a cantora sobre como foi gravar uma canção do ‘rei’. Já para conferir a canção, somente depois do dia 23 de julho, quando o filme estreia nos cinemas.
+ O Ting Tings anunciou seu segundo disco de inéditas. O duo revelou que Kunst tem um clima mais sombrio que seu antecessor We Started Nothing, mas ainda com o clima pop da banda. Apesar de pronto, o álbum, que foi produzido pela própria dupla, ainda não tem data de lançamento.
+ O Of Montreal teve uma faixa de seu novo disco, False Priest, liberada para streaming. A divertida “Hydra Fancies” pode ser ouvida logo abaixo:
A idade e o tempo mudam o artista e trazem um público diferenciado, onde nem sempre o resultado é o mais feliz ou a qualidade é a mesma. O tempo ainda é novo para Mallu Magalhães, e talvez agora o bom uso dele se faz presente na nova empreitada da pequena notável.
Mallu Magalhães é o segundo álbum da moça; segundo sem nome (o que vem causando alguma confusão); segunda chance de suprir o fraco álbum de estréia; segunda tentantiva de mostrar que o hype não era passageiro, que a garota tem um tal talento e competencia.
Com produção do mago carioca do samba-rock Kassim (o mesmo que produziu o clássico álbum brasileiro dos anos 00, Ventura do Los Hermanos), e o mesmo estilo Ao Vivo de gravação de Sou (de Marcelo Camelo, namorado), II – como foi apelidado – mostra a pequena se aventurando num mar de estilos variados, contrastando texturas musicais com letras que equilibram o português e inglês; indo da Jamaica aos Estados Unidos, de Bob Dylan a Mogwai, sem medo do que críticos e blogueiros meia boca tem a dizer ou a berrar contra seu talento.
O rock ainda é a tônica de seu estilo, sempre em união ao bom e velho folk, como ouvimos em “My Home Is My Man” (com toda sua afetação e gritos) e “Nem Fé Nem Santo” – essa cheia de detalhes técnicos de gravação perfeitos, coisa que o produtor do primeiro álbum (Mario Caldato Jr) se isentou de fazer. O primeiro single é o reggae ‘Bobmarleyano’ “Shine Yellow”. Talvez escolhida mais pelo susto de ver a pequena se aventurando nas praias jamaicanas do que por sua superficial beleza, já que o belíssimo samba rock “Versinho de Número Um” e a singalong “Make it Easy” seriam, de longe, uma escolha mais acessível e acertada.
Clipe de “Shine Yellow” e Mallu de biquini para os pedófilos
Algumas músicas não tem um ar tão inspirado do que essas primeiras, como o folk ‘maisdomesmo’ “Ricardo”, a repetitiva “Compromisso” e a indecisa “Soul Mate”. Já outras dão um recheio mais saboroso a trilha, como o quase tributo ao seu namorado “Te Acho Tão Bonito”, a animada e criativa “Bee On The Grass” e o folk de “You Ain’t Gonna Loose Me” – que não é tão boa quanto sua prima do primeiro álbum, “Don’t You Look Back”, mas consegue animar com sua guitarra velho oeste.
Tudo isso passa e o final tem como aguardo a orquestração em meio a bossa nova de “É Você Que Tem”: Surpreendente canção de sentimento aflorado em suas notas e solos de violino, um tiro certo ao erro e um acerto quase inacreditável. E “O Herói, O Marginal”, com arranjo escrito pela banda Jennifer Lo-Fi, num encerramento épico e quase inacreditável para alguém que se rendeu ao experimentalisto e momentos da tropicália, trazendo de volta momentos clássicos da música brasileira e indo além do que nosso país tem dado – com ajuda de novas promessas sonoras.
É importante destacar as linhas vocais de Mallu nesse álbum e o novo foco de suas letras, mostrando maturidade e estudo. A produção, escolha das músicas e os detalhadíssimos arranjos também estão inovadores. A união com uma gravadora, segundo a própria pequena, se deu após a gravação do álbum e outras músicas foram também gravadas mas não entraram na bolacha, sem deixar rastro pro futuro.
Em meio a inúmeros acertos e raros erros, o que faltou foi exatamente um hit radiofônico para fazer a diferença na bolacha. Com base no que se ouve, a briga entre inocência e maturidade, é ganha pela qualidade. Só nos resta saber, se dessa leva sairão mais músicas ou os hits continuarão com nomes esquisitos, como “Tchubaruba” ou “J1″.
Ao chegar em casa por volta das 2 e meia da matina, por curiosidade resolvo abrir o meu MSN para espiar meus fiéis companheiros de madrugada. Pouco tempo depois, Daniel, um grande amigo, resolve me bipar e após perguntar pelas novidades me informa:
- Nossa Guilherme, teve uma resenha que destroçou o disco novo da Mallu [Magalhães].
Embora eu não seja exatamente um entusiasta da cantora, pedi para o Daniel me repassar o link com tal crítica. Entrei no site e no mesmo instante fiquei particularmente indignado. O motivo? Uma tendência que ocorre frequentemente no jornalismo musical de simplesmente tecer críticas sem argumentação sólida.
Há mais uma preocupação efetiva de se questionar a repercussão do fenômeno Mallu Magalhães do que propriamente em observar se ela de fato tem ou não alguma qualidade musical. Não acho Mallu genial. E eu diria até que ela teve sorte por ter caído nas graças do titio Lúcio Ribeiro. No entanto, seu trabalho deve ser analisado de maneira coerente com críticas consistentes sobre O DISCO, pois de fato elas hão de existir realmente.
Por outro lado chama a atenção o fato do mesmo jornalista traçar um panorama demasiadamente limitado das grandes canções de 2009, colocando em primeiro lugar em seu top “Wilco, The Song”, da “Wilco, The Band”, além de colocar “I’m Throwing My Arms Around Paris”, do Morrissey, na quarta posição. Não porque sejam músicas ruins, o que de fato não são, senão por carecerem de relevância – alguém falou em “Crazy/Forever” do Japandroids, “Criminals”, do Atlas Sound ou “Silver Moons” do Sunset Rubdown?
“Wilco The Song” Live
Verdade seja dita, a coisa mais difícil para um fã é admitir que seus grandes referenciais perderam a mão há algum tempo. Morrissey, que hoje tem mais valor mítico, apenas atualiza seu choro copioso – o que pode ser até “divertido” em dias nublados, mas só. O Wilco, por sua vez… Ah, o Wilco… Que saudade!
O principal motivo do Wilco ter se tornado referência em termos de importância e reconhecimento é o próprio “RG” da banda: sua trajetória musical marcada por constantes processos de ruptura e reinvenções. Não que toda banda tenha necessariamente de se modificar a cada novo trabalho. Às vezes, esse pode até mesmo ser um problema – oi Strokes!
No entanto, quando a sua marca registrada são as freqüentes alterações de percurso, a frustração acaba sendo enorme quando ficamos com a sensação de “já ouvi isso antes…” e pouco depois constatamos estupefatos “na própria discografia da banda?!”. Pior do que isso é podermos até mesmo dizer de onde o repertório foi derivado. Isso sem falar na decepção de notarmos que a canção foi plagiada de outro artista!
E este é o principal problema de “Wilco, The Album”, último petardo lançado pela banda em meados deste ano. E olha que na opinião deste escriba não se trata sequer do pior trabalho da banda, que fica a cargo do insosso Sky Blue Sky, de 2007. Mas pelo menos em Sky Blue Sky ainda havia ao menos uma ambição: a de ser chato. Não por acaso, o “álbum do camelo” – cuja capa, vamos combinar, é horrorosa – passou praticamente despercebido mesmo entre os mais antenados.
Pois bem, tirem vocês mesmos a prova dos 9: (mais…)
+ Wayne Coyne, vocalista do Flaming Lips, anunciou que sua banda irá regravar o clássico álbum The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, na integra. Essa bolacha só deve ser lançada no ITunes e contará com a participação de Henry Rollins e da cantora Peaches. Me lembrou o Record Club do Beck.
+ Alisson Mosshart entrará no estúdio de Jack White de novembro ao Natal para finalizar o segundo álbum do The Dead Weather. A idéia é lançar o álbum ainda esse ano, o que é meio impossível…
+ Segundo um desacreditado Matt Tong, baterista do mal vistoBloc Party, sua banda ou dentra de férias o quanto antes ou ocorrerá o fim do grupo. A turnê tem datas até o fim do mês e um show isolado no Japão, dia 19 de novembro.
+ A revista Rolling Stones Br está completando 3 anos de vida. Para comemorar, no dia 22/10, na Bourbon Street, em São Paulo, vai rolar um show fechado para 700 convidados. Macaco Bong abre a noite, mas a atração principal será o primeiro show completo de Mallu Magalhães e Marcelo Camelo, com mais de uma hora de duração, onde tocarão as parcerias e músicas inéditas. Veja abaixo a já clássica “Janta”.
Mallu Magalhães já tem seu segundo álbum gravado. Assim como seu namorado (Marcelo Camelo) fez em seu primeiro álbum solo, a pequena decidiu gravar a bolacha ao vivo no estúdio. A produção ficou a cargo de Kassim, o mesmo produtor do clássico album Ventura, do Los Hermanos. Pode aparecer alguma participação especial e o disco deve sair ainda esse ano. Pelo que eu ouvi, vocês irão se surpreender.
Rapidinhas:
- O Animal Collective não para. Depois de marcar um relançamento e um misterioso novo álbum, a banda acabou de lançar o single de “Brothesport” em vinil de 10″, via Domino. A faixa, que pertence ao atual álbum Merriweather Post Pavilion, virá com o b-side ao vivo de “Bleeding”. Confira a capa aqui.
- Todos já podem ficar calmos. Foi confirmado o Coachella 2010 e inclusive já tem datas: de 14 a 16 de abril. Vamos guardar dinheiro!
- Mais uma reedição do The Smiths: Agora todos os quatro discos da banda serão relançados em vinil de alta qualidade, via Rhino. Os quatro discos já estão nas lojas euroéias e americanas.
+ Meus amigos, sei que é curioso, mas arrumaram uma música inédita de sir Paul McCartney, que na época era dos Beatles, e colocaram na voz de Mallu Magalhães. O resultado nós só saberemos quando a coletânea Beatles 69 (selo Discobertas) sair. Organizada pelo pesquisador Marcelo Fróes, a coletânea trará ainda as bandas Capital Inicial, Ultraje a Rigor, Ivan Lins, Milton Nascimento, dentre outros, e sai ainda este mês.
+ Os shows no Brasil estão pipocando: Pet Shop Boys confirmam Belo Horizonte (9/10), Brasília (11/10), São Paulo (13/10) e Rio de Janeiro (14/10). Os ingressos começam a serem vendidos pela internet a partir de 7 de setembro. Já o Bon Jovi (sim, ele mesmo) anunciou shows dias 7 e 8 de novembro, em São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, mas setembro só de 2010!
+ O Kaiser Chiefs não acabou, mas vai dar uma parada legal e não anunciou quando voltará a fazer shows. Eles querem tirar um tempo para criarem sozinhos e descansarem. A banda faz turnês seguidas há 5 anos, incluindo a abertura de shows do Green Day e U2, e três álbuns. Nesse meio tempo, o vocalista da banda já quebrou desde costelas e até teve problemas no joelho, entre outras coisas.
+ Carl Barat continua empacando a volta do Libertines. Além dele ser o único que até o momento não aceitou o retorno do grupo, anunciou para o ano que vem o lançamento de seu primeiro álbum solo. O disco vem sendo composto desde o ano passado e o cantor negocia qual gravadora terá a sorte de lançá-lo.
+ Depois de uma gostosa brincadeira de ‘caça ao tesouro’, o Mombojó disponibilizou a primeira faixa oficial de seu novo trabalho, chamada “Casa Caiada”. Você pode fazer o download gratuitamente aqui. A música faz parte do terceiro álbum da banda, Amigo do Tempo, que deverá ser lançado em outubro, contando 11 canções. Dá só uma olhada em outra faixa que estará no álbum, uma versão ao vivo de “Triste Demais”.
Criativos e inteligentes, o Ecos Falsos começa a mostrar seu novo álbum, previsto para sair ainda este ano. E o primeiro single da empreitada é a já conhecida “Spam do Amor”. O clipe da música é baseado em vários vídeos onde você, seguindo as ordens que aparecem na tela, consegue vê-lo perfeitamente, caso não, você pode escutar cada instrumento separado ou simplesmente rir com o jeitão dos músicos! Clique aqui e se divirta!
Rapidinhas:
- PJ Harvey, mesmo tendo acabado de lançar um dos melhores álbuns do ano em parceria com John Parish, já dá indícios de novos trabalhos e a volta ao seu estado solo. A cantora se apresentou sem John e tocou duas canções novas: “The Last Living Rose” e “Let England Shake“.
- Depois de encerrar sua primeira turnê mundial no Brasil, em 2007, Lily Allen retorna as terras tupiniquins em setembro para mais dois shows: um em São Paulo, no dia 16, no Via Funchal e outro no Rio de Janeiro, no dia 17, na HSBC Arena. Maiores detalhes em breve.
- The Young Veins é o nome do grupo que Ryan Ross e John Walker formaram assim que saíram do Panic At the Disco. Para começar bem, a banda criou seu perfil no myspace e postou sua primeira música, “Change”.