Linda, jovem e sensual. A garotinha Mallu está se tornando um verdadeiro mulherão, conforme podemos ver em seu novo clipe, “Velha e Louca”, retirado do elogiadíssimo álbum Pitanga, de 2011.
O vídeo foi rodado em um terraço, em São Paulo e em um grande apartamento, contando ainda com participação da nova banda de Mallu, que inclui Davi de Miranda Bernardo (guitarra), Thiago Consorte (baixo), Rafael de Miranda Bernardo (bateria) e Marcelo Camelo (conga e violão) – este último é o esposo e produtor do álbum.
O clipe de “Velha e Louca” estreiou primeiramente nas salas de cinema, no início das sessões de “As aventuras de Tintim”, animação de Steven Spielberg, em dez salas de exibição no país. A direção do clipe é Paulo Gandra, da Hungry Man.
Baixo Augusta, novo álbum da Cachorro Grande, deve ganhar nossos ouvidos em breve. Porém, um teaser foi divulgado para adoçar nossa boca. O disco sai pela Trama e o primeiro single se chama “Difícil de Segurar” – que inclusive já tem até clipe. Além desta canção, outras duas já foram divulgadas através de shows, como a faixa título e “Improvável, Mas Não Impossível“.
Em setembro estive em Curitiba e conversei com o Heitor, da Banda Gentileza sobre o clipe novo e de qual seria. Pois é, apareceu um teaser do que será o segundo clipe oficial da banda. A faixa escolhida é “O Estopim” e foi gravada durante um casamento em que a banda foi convidada a tocar como atração. Além disso, o vídeo foi todo feito em VHS, para dar aquele clima ainda mais ‘caseiro’.
Gustavo Black Alien, criador do grande hit “Babylon By Gus” está a 7 anos para lançar seu segundo álbum solo. Mr. Niterói: A Lírica Bereta dá continuidade ao trabalho do ex-Planet Hemp e virá acompanhado de um documentário que conta a tragetória de seus 18 anos de carreira. O pessoal do Nego Dito postou ma mixtape uma canção nova do Black Alien. Clique aqui para conferir.
Um bom exemplo de um teaser que poderia virar clipe é esse vídeo que a Mallu Magalhães criou para divulgar seu novo álbum, Pitanga. Filmado por Marcelo Camelo e editado pela própria Mallu, o belíssimo vídeo é rodado na praia e ao som de “Sambinha Bom”, melhor canção do novo álbum da cantora – que já foi resenhado aqui. Pitanga já está nas lojas de todo o país.
Ouça: “Sambinha Bom”, “Baby, I’m Sure” e “Olha Só, Moreno”
Foram dois anos desde que o segundo disco chegou aos ouvidos brasileiros e dois que mudaram a vida da jovem cantora. Agora estabelecida no Rio de Janeiro, frequentadora do Baixo Gávea, dos supermercados de Copacabana e das praias cariocas, Mallu vem assimilando a rotina de seu namorado e transformando esses momentos em música cada vez mais plural, mais brasileira. Não que seja um Caetano lançando um novo Cê, ou um Marcelo trabalhando num novo 4, mas sim uma mulher ainda descobrindo novas formas de trabalhar e mostrar seu trabalho.
Pitanga, em sua primeira ouvida, é claramente influenciada pelo detalhismo nos arranjos de Marcelo Camelo, produtor e namorado da jovem, gerando inclusive comparações prévias principalmente com Toque Dela, recente álbum solo de Marcelo (ouça “Cena” e “Velha e Louca”). Mas basta algumas ouvidas a mais que logo se descobre que ali, definitivamente, existe aquela Mallu jovem, usando o banjo, melodias vocais com espaços entre uma palavra e outra, o assobio característico, voz por vezes rouca, em outras doce, de afinação peculiar, entre outros detalhes.
(foto por Marcelo Camelo)
Existe uma mudança de preferências e estilos nas músicas. O folk, que a tornou uma figura pública, agora se esconde por trás de pianos adocicados, percussões baseadas em inúmeros tipos de chocalhos e barulhos distintos, que enchem nossos ouvidos e escondem os violões simples que antes ouvíamos (ouça “Highly Sensitive” e “Lonely”). O principal trabalho de Marcelo e Victor Rice (co-produtor e arranjador) neste disco é elevar os arranjos e criar novas opções de trabalho, ajudando a formar um novo vínculo sonoro para a cantora e sua nova fase, lapidando suas canções para algo além do simples folk que um dia já lhe foi veiculado.
A realidade é que estes arranjos apontam uma maturidade musical e confiança maior no trabalho. Um sentimento de poder se arriscar mais facilmente, provavelmente pela companhia de seu amado, tomou a gravação vocal do disco e transformou em memoráveis momentos que vão além da voz emotiva para a surpresa: Mallu alcançou novos tons agudos ainda não explorados e acabou proporcionando os melhores momentos do disco, exatamente em passagens vocais que um dia já foram tão criticadas (ouça “Sambinha Bom” e “Olha Só, Moreno”).
A guitarra estridente agora aparece apenas em viagens dentro do arranjo – muito pela influência que o produtor Kassin inseriu nos ouvidos brasileiros através de suas produções – e somente como acompanhamento (ouça “Velha e louca” e “Youhuhu”). Os solos de guitarra, para não dizer que foram abolidos, aparecem trocados por passagens simples e abafadas no violão ou metais. Neste ponto, o rock se mistura com o folk e o folk se torna rock, fazendo as músicas do disco ganhar cara própria e amadurecendo o estilo que a pequena lançou em 2008.
“Velha e Louca” versão voz e banjo para a Revista Alfa
Ao contrário do segundo trabalho solo de Camelo, o piano é usado de maneira decisiva em Pitanga. Em “In The Morning”, as teclas – que por vezes parecem tortas, desafinadas – dão o ar que uma música de ninar precisa, que ao se juntarem com os efeitos de brinquedos infantis, nos remetem à crianças e nossa infância, num dos mais belos momentos do disco. A faixa de encerramento, “Cais”, é uma curta camada sonora inebriante, sentimental, solitária e surpreendente, criada através de sinos, piano, microfonia de guitarra e uma voz calma e contemplativa. Basicamente, um post-rock à brasileira.
A facilidade que Mallu tem de conseguir exprimir seus sentimentos nas letras, colocando-as diretamente em palavras de fácil entendimento pode, inclusive, assustar. “Velha e Louca” não foi escolhida para ser o primeiro single do disco por puro acaso. Nesta canção, Mallu Magalhães demonstra em frases como “pode falar que eu não ligo / agora amigo / eu to em outra“ ou “pode falar que eu nem ligo / agora eu sigo o meu nariz” a afirmação de entrada em uma nova fase, desquite por críticas vazias, e inclui até a sua paixão pela moda.
Esta também é a canção que mais se aproxima do clima e arranjos de Toque Dela, o que marca a participação maior de Marcelo Camelo, junto com “Baby, I’m Sure”, faixa que Camelo empresta sua voz para o backing vocal do refrão. A influencia do namorado também é facilmente impressa nas letras do álbum – quando não totalmente diretas. Duas faixas do disco se referem a alguém como Moreno (“Youhuhu” e “Olha só, Moreno”), assim como Marcelo sempre se refere à sua musa como Morena – fora o fato de algumas melodias vocais se embrenharem no jeito espaçado que Camelo gosta de cantar. O tempo curto das músicas, os timbres intimistas e a preocupação em deixar as canções mais objetivas, nem que isto custe um refrão ou base, também é marca que seu namorado soube impor.
(Foto por Marcelo Camelo)
A ala samba do disco, apesar de ter timidamente duas canções, traz o memorável momento musical chamado “Sambinha Bom” e toda a sua importância dentro do contexto do álbum. Se a canção, tranquilamente o melhor momento de Pitanga, não for escolhida como single, assim como “Versinho Número 1” não foi no álbum passado, deixaremos de ver pela tevê o momento em que uma cantora jovem de folk sobe ao estandarte de mulher da MPB, marcando de vez a transição dentro da sua curta, porém vitoriosa carreira.
E é bem isso que esse álbum representa: a transição da jovem promessa para a mulher da música brasileira, que como poucos consegue se reinventar e mudar o pensamento das pessoas. O que preocupa é o tempo que esta transição está demorando – já vindo do álbum anterior – e quando ela vai se estabelecer. Dizer que é um álbum maduro ainda é precipitado, até porque o estilo das músicas acabou de ser modificado e sabe-se lá como irá influenciar as próximas canções, porém mostra um bom caminho e metas a serem seguidas.
Pode parecer aquela história que até hoje sombreia o Live Through This, segundo disco da banda americana Hole, liderada por Courtney Love e composto enquanto ela ainda era casada com Kurt Cobain, gênio que um dia liderou o Nirvana. Ali, dizem que Kurt deu a voz (oficialmente), o caminho, guitarras e até composições para que Courtney fizesse um álbum que marcasse a banda e abrisse um novo caminho pela frente (em seguida a banda lançou Celebrity Skin e explodiu no mundo). Se os ventos fortes da inspiração baterem na janela daquele prédio da Zona Sul carioca, deveremos ouvir um novo Cê, um novo 4, ou melhor, um histórico disco da Mallu Magalhães em alguns anos.
Talvez o mais esperado álbum do ano, Pitanga, novo disco da eterna prodígio Mallu Magalhães vem ganhando seus contornos finais para o lançamento. Este será o terceiro disco de Mallu e o primeiro gravado sem os arranjos da sua banda de apoio, o que aponta novas direções.
Através de mecanismos de pesquisa em lojas de música, descobrimos as informações que faltavam sobre o novo álbum de Mallu Magalhães. Pitanga foi produzido por Marcelo Camelo e co-produção de Victor Rice, que juntos de Mallu, arranjaram as 12 faixas que farão parte do álbum – todas gravadas no estúdio El Rocha pelo engenheiro de som Fernando Sanches.
A capa foi criada pela própria Mallu e virá estampada ao álbum já no dia 30 de setembro, data de lançamento do disco, que já está em pré-venda em diversos sites de música em formato Digipack (aquela caixinha de papelão diferente do acrílico que está sendo inutilizado). O disco teve participações de Kassin e M.Takara e deverá mostrar a cantora numa nova fase musical, ainda mais variada. A gravadora é a Sony/BMG.
Alguns teasers já foram lançados, inclusive um com imagens que Marcelo Camelo gravou de Mallu Magalhães sobre o doce som do piano da música “Todo o Sentimento”, a única gravada a não entrar no tracklist final do disco (veja o teaser aqui). Abaixo você confere um trecho do primeiro single do disco, a faixa “Velha e Louca” e o tracklist da obra:
Mallu Magalhães – Velha e Louca (Teaser)
Pitanga (2011, Sony/BMG)
1. Velha E Louca
2. Cena
3. Sambinha Bom
4. Olha So, Moreno
5. Youhuhu
6. Por Que Voce Faz Assim Comigo?
7. Baby, I’m Sure
8. In The Morning
9. Lonely
10. Highly Sensitive
11. O, Ana
12. Cais
+ Não tem nem duas semanas que eu comprei meu primeiro disco da Superguidis, o incrível A Amarga Sinfonia do Superstar. Olhei o disco e disse: “Esse será o primeiro de muitos.” Errei. A banda anunciou fim de carreira na última semana por questões pessoais de cada integrante. Mais uma grande banda que deixa a cena brasileira por força maior.
+ Vem aí o disco novo do Wado. Samba 808 é o sucessor do elogiado Atlantico Negro e tem lançamento esperando ainda para esse ano. O disco vem recheado de participações especiais, incluindo Mallu Magalhães e Marcelo Camelo juntos, Zeca Baleiro, Chico Cesar, Fábio Goes, Andre Abujanrra e vários outros.
+ Rodrigo Barba, que segura as baquetas para o Canastra, Projeto Bloco do Eu Sozinho, Go East Orkestar, Me & The Plant e as vezes até aparece como baterista do Los Hermanos, agora é oficialmente o novo membro do Ramirez. Lembram deles? Pois é, a banda voltou de uma longa reformulação e já tem até foto com os novos integrantes.
+ O novo disco da Mallu Magalhães se chamará Pitanga. As gravações terminaram na semana passada e foram produzidas por Marcelo Camelo, com participações nos arranjos por Victor Rice, o próprio Marcelo, e em certos momentos por M. Takara (Hurtmold) na bateria e André Lima no teclado. A previsão de lançamento marca para outubro.