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Listas: As 10 Vozes Mais Gozantes da Música Atual

Você sabe, né? Quando nós não temos nada para fazer naquele final de semana chato e chuvoso, as idéias ou brotam em quantidade absurda, ou então nos entregamos ao ócio total. Acho que na maioria das vezes, eu me encaixo no segundo grupo e, por causa disso, tive uma certa conversa um tanto suspeita:

- Você ainda está aí? – Disse ela.
- Sim, estou. – respondi, secamente.
- Qual é a voz mais gozante pra você?
- Ah, eu não sei! Assim você me pega desprevenido! Acho que o carinha lá do Pet Shop Boys.
- Pergunta pro Alex Correa, do Move That Jukebox!

É, o Alex me respondeu, o Christian do Instiga também.
Po, interessante, mas… “O que é voz gozante?”, me pergunta o 2tdias. E eu respondo: “Gozante, no sentido que, quando você escuta te passa algo muito bom, seja uma voz sexy ou uma poderosa voz que te arrepia, sabe, AQUELA VOZ!”, como eu disse para o Wall Rocha, representante do cinema Ponto Cine e parceiro do blog.
Mas, daí para a Nina Cairo, o Pedro Cotta ou o Rui, produtor musical de São Paulo, me responderem, foi um pulo. Até a Mari, do blog amigo Mandando Um Trotsky, deu seu veredito!

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Mas vai me dizer que você nunca viu aquelas listagens toscas que sempre saem na Rolling Stone com algo tipo “A melhor banda de rock de três notas de 1930″? Então, o Rock In Press também se acha no direito de fazer sua listinha, e digo mais, mensal e com representantes fixos!

Temos 10! Repito: DEZ nomes mais votados, e só vale os ‘em atividade’, eleitos pelo juri Rock in Press de listas loucas! E não adianta reclamar que o Chris Martin não está aqui, ou que o Brandon Flowers foi esquecido. Vote você aí nos comentários e mês que vem faça parte do júri, para a próxima lista.

- E aí, quem ganhou o quê?
- Rá!

10º Lugar

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Rodrigo Amarante (Los Hermanos / Little Joy)

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Como é contraditório, né? O principal vocalista dos Hermanos perdeu lugar para o Rodrigo Amarante aparecer na 10º Posição. Cá entre nós, depois do álbum 4 dos Hermanos e do Little Joy, Rodrigo realmente mostrou que sua voz de bêbado é maravilhosa. Agradeçam ao Alex Correa, do Move That Jukebox, que votou nos 3 integrantes do Little Joy para a voz mais gozante, inclusive no Fabrício Moretti!

9º Lugar

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Jónsi (Sigur Rós / Riceboy Sleeps)

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Jón Þór Birgisson, ou simplesmente Jónsi, tem uma das vozes mais enigmáticas da música mundial. Só não entendo o porquê de Jónsi lançar o projeto instrumental Riceboy Sleeps. Mesmo assim, é inegável a presença de sua voz agudíssima nessa listagem. Só nos resta agora aguardar o retorno da banda em nossas terras, o que já está mais do que na hora!

8º Lugar

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Beth Gibbons (Portishead)

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Introspectiva, voz sensual e cara de velha, Beth é o símbolo do trip-hop e do Portishead. Pouco se sabe sobre ela, porém sua voz arrebata milhões de fãs que com certeza ficaram decepcionados com a curta turnê de retorno do Portishead, no ano passado. O aplaudidíssimo álbum Third com certeza foi o maior motivo dessa posição, que cá entre nós, foi muito merecida.

(mais…)

Especial: Just A Fest

Um verdadeiro esquema foi montado pelo blog para fazer a cobertura do novíssimo festival Just a Fest, que fez Rio e São Paulo balançarem nesses últimos 20 e 22 de março ao som de Los Hermanos, Kraftwerk e Radiohead. Confira agora o que a melhor cobertura da internet pode te oferecer:

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Os Shows:

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“O Brasil certamente entrou no ranking de shows mais inesquecíveis da carreira consagrada do Radiohead. (…) Os vovôs do Kraftwerk pareciam mais animados que no Rio de Janeiro e fizeram todo mundo dançar ao som de “The Man Machine” e seus espetáculos de luzes, imagens e tecnologia. Para quem não conhecia, uma grata surpresa. Mesmo! (…)”

Leia tudo aqui.

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O Festival:

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“O que nós presenciamos nesse final de semana foi, sem dúvida, algo acima da expectativa. Foram 54 mil pessoas em duas cidades berrando suas emoções, escorrendo suas lágrimas e o seu suor. E ninguém melhor que uma pessoa que foi nos dois shows para fazer uma avaliação técnica da primeira edição deste que promete ser um novo festival anual. (…)”

Leia tudo aqui.

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A Aventura:

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“(…) esse final de semana superou tudo. A minha maior peripércia foi ir no Just a Fest. No Rio e em São Paulo. Bem, para começo de história, no domingo antes do show do Rio eu nem ia mais. Não tinha ingressos, afogado em dívidas e sem sorte, por enquanto. Numa virada de mesa surpreendente (?) consegui convencer nosso querido colaborador Decotignies a comprar o passaporte para o paraí… não, pro Just a Fest!(…)”

Leia tudo aqui.

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Los Hermanos e Krafwerk:

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“Eu não sei o que o DJ estava na cabeça quando sua discotecagem antecedia os shows, mas eu não aguentava mais ouvir aquelas músicas bizarras e gostaria de ter o prazer de ver o primeiro show do Los Hermanos na minha vida. (…) Já isso eu não digo do Krafwerk. O futuro deles é o mesmo do passado. O que não quer dizer que cansa. É simplesmente surpreendente.(…)”

Leia tudo aqui.

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Radiohead:

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“A noite era doce. Avisos no minúsculo telão davam conta de ‘pedidos’ do Radiohead contra mosh e flashes, palavras em inglês não? O que mais aguardamos assistir, ver e sentir a não ser as feições ‘weird’ de Thom Yorke, um ‘Nós somos Radiohead’ em sonoro português e as primeiras batidas de “15 Steps”? Assim começava o primeiro, e tão esperado show do Radiohead no Brasil.(…)”

Leia tudo aqui.

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Agradecimentos:

A toda a equipe Rock in Press que participou e ajudou no evento, Bazar Cairo, Excursão de Minas Gerais para o show em São Paulo, Caio da banda Jennifer Lo-Fi, Clara, Gabi, o Cambista, Muse Brasil, Vinicius, Bia e Sami, e todos que leram e participaram de alguma forma dessa loucura divertida recheada de sonhos.

Just a Fest: Los Hermanos e Kraftwerk

Eu não sei o que o DJ estava na cabeça quando sua discotecagem antecedia os shows, mas eu não aguentava mais ouvir aquelas músicas bizarras e gostaria de ter o prazer de ver o primeiro show do Los Hermanos na minha vida. É, acabou que foram os dois primeiros…

Para mim, essa apresentação hermana representou uma única coisa: Decepcionante. Não senti a força que a banda está acostumada a passar, ainda mais em sua terra, o Rio. Já em São Paulo, o quarteto parecia mais animado e feliz, usando brincadeiras que a banda fazia em suas músicas e não utilizaram na tímida apresentação carioca.

Mas vamos lá, vai me dizer que não foi bonito começar com a banda toda, incluindo os músicos de apoio, na música de encerramento de tudo, “Todo o Carnaval Tem Seu Fim”? Vai me dizer que não foi ótimo ouvir os clássicos “Último Romance”, “Além do que se vê”, “O Vento” e todas aquelas músicas que todos já haviam ouvido ao vivo e só eu que não? É, foi, mas eu, que esperava derramar 5 litros de lágrimas, sai de lá mordido com a fraca apresentação no Rio e um tanto irritado com a força que a banda se mostrou na frente das câmeras da Multishow, em São Paulo. Mas vá lá…

O público cativo estava lá, marcando presença e fazendo seu barulho. Cantando, dançando e chorando. A menina Gabi, já citada num post mais em baixo, já entrou na Chácara do Jóckey chorando de emoção. Outra pessoa citada, a uruguaia Clara, também gostou muito do som dos Hermanos, e com isso cativando mais os fãs da refinada banda (?). Agora, o que teremos deles daqui para frente é que é o grande mistério da humanidade…

Já isso eu não digo do Krafwerk. O futuro deles é o mesmo do passado. Se vocês gostaram do show, procurem o DVD Minimun Maximum, de 2004, do quarteto alemão. É exatamente o que você assistiu no Rio e em São Paulo, as mesma imagens, as mesmas montagens, as mesmas músicas e tudo. O que não quer dizer que cansa. É simplesmente surpreendente.

Os pais do eletrônico não estão de pé até hoje por acaso. Esse show é um apanhado de músicas e álbuns que já batem seus 30 e muitos anos, mostrando a nata do grupo. Kraftwerk é, como nosso amigo Decotignies definiu, “Uma droga viciante”. Sim, vicia. Acredita que eu lembrei mais do show do Kraftwerk e das músicas do que do Radiohead? Tem como não sair de lá com a letra de “The Man-Machine” na cabeça? ‘Man Machine/ Semi-Human / Begin/ Man/ Machine Machine Machine Machine Machine Machine Machine Maaaaachine / MACHINE’. Aquela batida de “Tour de France”, A voz abafada de “Aero Dinamik” e a não-letra, cantada muda (?) de “Computer World”, onde um efeito faz um som que lembra as palavras, mas você só sabe que é aquilo lendo a gigante letra mostrada no telão.

(mais…)

Just a Fest: Os Shows

O Brasil certamente entrou no ranking de shows mais inesquecíveis da carreira consagrada do Radiohead. Se a apresentação do dia 20 já havia sido incrível, a do dia 22 conseguiu o impossível: ser ainda melhor! Ed O’Brien estava surpreso com a reação do público, apaixonado e enlouquecido com o poder das músicas do grupo. Jonny Greenwood chegou até mesmo a conversar brevemente com a plateia, pouco antes de tocar a mansa Faust Arp. A banda inteira ficou admirada com o carinho do público, tanto que o resultado foi um terceiro bis com a clássica Creep.

As discussões de melhor show/set list já pipocam no Orkut (na maioria das vezes gerando um bairrismo imbecil) e estou com a turma que votou na segunda apresentação. O público em transe, animado e cantando a grande maioria das músicas, a qualidade técnica do som, a chuvinha que caiu no fim do Los Hermanos. A única reclamação da edição paulista foi com os vendedores ambulantes que cobravam bem mais de R$5 por garrafinha d’água e demoravam muito para atenderem os que estavam mais próximos do palco. Sem falar no quanto foram grosseiros. Depois da entrada traumatizante no show carioca, não quis correr o risco de enfrentar um novo arrastão e cheguei um pouco depois do começo do show dos cariocas do Los Hermanos, que repetiram as mesmas músicas da apresentação do Rio e novamente, sem nenhuma canção do primeiro (e melhor) trabalho da banda.

Os vovôs do Kraftwerk pareciam mais animados que no Rio de Janeiro e fizeram todo mundo dançar ao som de “The Man Machine” e seus espetáculos de luzes, imagens e tecnologia. Para quem não conhecia, uma grata surpresa. Mesmo!

Quanto ao Radiohead, é realmente dificil chegar e falar alguma coisa sobre os dois shows. Não consigo colocar em palavras ainda e talvez seja melhor assim, para preservar aquelas quase 5 horas mais especiais da minha vida de caçador de shows. O de São Paulo é o número 1 de minha lista, superando U2, Silverchair e Muse. Sinto imensamente por quem não conferiu. Perderam a melhor coisa que o Brasil já teve a sorte de receber e novamente, sou um maldito sortudo por ter conferido os shows. E melhor ainda foi fazer parte da aventura do Xi (que vocês já, já, irão ler). Esse aí sim foi guerreiro!

por 2tdias

Curtas: Oasis, The Clash, Los Hermanos, Bat For Lashes, Mallu Magalhães e One Day As A Lion

Hoje vai o clipe do projeto de Zach De La Rocha (Rage Against the Machine) com o John Theodore (ex-The Mars Volta), chamado One Day As A Lion e vem com idéias meio doidas e a mesma atitude de sempre! Confiram!

“Vou tirar um por fora!”, foi o que Liam Gallagher, vocalista do Oasis, pensou na hora de criar a empresa Pretty Green (nome de uma música do The Jam). A empresa vai lançar roupas e acessórios sob o desing de Liam e outros estilistas, mas tudo aprovado pelo cantor. Vai ter de tudo: calçados, calças jeans, tricôs, jaquetas, parcas, blusas, chapéus, cachecóis e acessórios. A coleção sai em junho e em edição limitada. Confira um vídeo das peças aqui.

Um coleção de livros, revistas, álbuns, pôsteres, ilustrações de desenhos, gravações, roupas de palco e letras de música fazem parte da exposição Biblioteca Pública do Rock’n'Roll, montada com o acervo do ‘colecionador de ‘qualquer coisa’ Mick Jones, também conhecido como guitarrista do The Clash. Isso aqui do lado, na galeria pública de Chelsea, na Inglaterra, até o dia 18 de abril e de graça! Cadê meu jatinho particular?

Rapidinhas:

- Quer dar uma espiadinha nos ensaios do Los Hermanos para sexta e domingo? Clique Aqui.

- Charlotte Hatherley, ex-guitarrista do fabuloso Ash, anunciou que esse ano encerra sua participação na banda da queridíssima Bat For Lashes. Ano que vem ela deve lançar um álbum solo.

- Já a Mallu Magalhães toca de graça dia 29/03 no shopping Metrô Tatuapé, às 13:00, com repertório a ser escolhido na hora.

Bizarro:

G1: Justiça determina que ex-namorado mantenha distância de Britney Spears.
Eles temem pelo bem-estar do rapaz…

Uol: McFly marca mais um show em SP; turnê brasileira passa por outras cinco cidades.
Isso era para estar no Bizarros mesmo? Sim, era…

Vazou:

Blue October – Approaching Normal
Fireworks – All I Have to Offer Is My Own Confusion
Pink Mountaintops – Outside Love
Isis – Wavering Radiant (ouvindo)
Peter Bjorn and John – Living Thing (achei meio morninho)

Clipe:

One Day As A Lion – Wild International

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