Não sei se é um show do Los Hermanos ou do Sonic Youth, mas que o Amarante cai de maduro no chão e o Camelo está louco em cima da caixa de som ao melhor estilo Kurt Colbain, bem…
Não sei se é um show do Los Hermanos ou do Sonic Youth, mas que o Amarante cai de maduro no chão e o Camelo está louco em cima da caixa de som ao melhor estilo Kurt Colbain, bem…
Se você nunca viu a foto do amigo bêbado do Pedro Cotta, então veja o vídeo dele aqui, cantando com a Orquestra Imperial.
Não é só o Amarante que sofre com jornalista desinformado, mas no caso do Camelo, eu acredito que os figuras nem jornalistas são, tamanha a desenvoltura dos repórteres.
Vou fazer uma semana só de vídeos do Los Hermanos, onde, mesmo que você não seja fã ou mesmo odeie eles, vai querer assistir!
Adriana Calcanhotto – Deixe o Verão (o solinho tosco é do Medina)
Você sabe, né? Quando nós não temos nada para fazer naquele final de semana chato e chuvoso, as idéias ou brotam em quantidade absurda, ou então nos entregamos ao ócio total. Acho que na maioria das vezes, eu me encaixo no segundo grupo e, por causa disso, tive uma certa conversa um tanto suspeita:

- Você ainda está aí? – Disse ela.
- Sim, estou. – respondi, secamente.
- Qual é a voz mais gozante pra você?
- Ah, eu não sei! Assim você me pega desprevenido! Acho que o carinha lá do Pet Shop Boys.
- Pergunta pro Alex Correa, do Move That Jukebox!
É, o Alex me respondeu, o Christian do Instiga também.
Po, interessante, mas… “O que é voz gozante?”, me pergunta o 2tdias. E eu respondo: “Gozante, no sentido que, quando você escuta te passa algo muito bom, seja uma voz sexy ou uma poderosa voz que te arrepia, sabe, AQUELA VOZ!”, como eu disse para o Wall Rocha, representante do cinema Ponto Cine e parceiro do blog.
Mas, daí para a Nina Cairo, o Pedro Cotta ou o Rui, produtor musical de São Paulo, me responderem, foi um pulo. Até a Mari, do blog amigo Mandando Um Trotsky, deu seu veredito!

Mas vai me dizer que você nunca viu aquelas listagens toscas que sempre saem na Rolling Stone com algo tipo “A melhor banda de rock de três notas de 1930″? Então, o Rock In Press também se acha no direito de fazer sua listinha, e digo mais, mensal e com representantes fixos!
Temos 10! Repito: DEZ nomes mais votados, e só vale os ‘em atividade’, eleitos pelo juri Rock in Press de listas loucas! E não adianta reclamar que o Chris Martin não está aqui, ou que o Brandon Flowers foi esquecido. Vote você aí nos comentários e mês que vem faça parte do júri, para a próxima lista.
- E aí, quem ganhou o quê?
- Rá!
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Como é contraditório, né? O principal vocalista dos Hermanos perdeu lugar para o Rodrigo Amarante aparecer na 10º Posição. Cá entre nós, depois do álbum 4 dos Hermanos e do Little Joy, Rodrigo realmente mostrou que sua voz de bêbado é maravilhosa. Agradeçam ao Alex Correa, do Move That Jukebox, que votou nos 3 integrantes do Little Joy para a voz mais gozante, inclusive no Fabrício Moretti!
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Jón Þór Birgisson, ou simplesmente Jónsi, tem uma das vozes mais enigmáticas da música mundial. Só não entendo o porquê de Jónsi lançar o projeto instrumental Riceboy Sleeps. Mesmo assim, é inegável a presença de sua voz agudíssima nessa listagem. Só nos resta agora aguardar o retorno da banda em nossas terras, o que já está mais do que na hora!
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Introspectiva, voz sensual e cara de velha, Beth é o símbolo do trip-hop e do Portishead. Pouco se sabe sobre ela, porém sua voz arrebata milhões de fãs que com certeza ficaram decepcionados com a curta turnê de retorno do Portishead, no ano passado. O aplaudidíssimo álbum Third com certeza foi o maior motivo dessa posição, que cá entre nós, foi muito merecida.
Um verdadeiro esquema foi montado pelo blog para fazer a cobertura do novíssimo festival Just a Fest, que fez Rio e São Paulo balançarem nesses últimos 20 e 22 de março ao som de Los Hermanos, Kraftwerk e Radiohead. Confira agora o que a melhor cobertura da internet pode te oferecer:

“O Brasil certamente entrou no ranking de shows mais inesquecíveis da carreira consagrada do Radiohead. (…) Os vovôs do Kraftwerk pareciam mais animados que no Rio de Janeiro e fizeram todo mundo dançar ao som de “The Man Machine” e seus espetáculos de luzes, imagens e tecnologia. Para quem não conhecia, uma grata surpresa. Mesmo! (…)”

“O que nós presenciamos nesse final de semana foi, sem dúvida, algo acima da expectativa. Foram 54 mil pessoas em duas cidades berrando suas emoções, escorrendo suas lágrimas e o seu suor. E ninguém melhor que uma pessoa que foi nos dois shows para fazer uma avaliação técnica da primeira edição deste que promete ser um novo festival anual. (…)”

“(…) esse final de semana superou tudo. A minha maior peripércia foi ir no Just a Fest. No Rio e em São Paulo. Bem, para começo de história, no domingo antes do show do Rio eu nem ia mais. Não tinha ingressos, afogado em dívidas e sem sorte, por enquanto. Numa virada de mesa surpreendente (?) consegui convencer nosso querido colaborador Decotignies a comprar o passaporte para o paraí… não, pro Just a Fest!(…)”

“Eu não sei o que o DJ estava na cabeça quando sua discotecagem antecedia os shows, mas eu não aguentava mais ouvir aquelas músicas bizarras e gostaria de ter o prazer de ver o primeiro show do Los Hermanos na minha vida. (…) Já isso eu não digo do Krafwerk. O futuro deles é o mesmo do passado. O que não quer dizer que cansa. É simplesmente surpreendente.(…)”

“A noite era doce. Avisos no minúsculo telão davam conta de ‘pedidos’ do Radiohead contra mosh e flashes, palavras em inglês não? O que mais aguardamos assistir, ver e sentir a não ser as feições ‘weird’ de Thom Yorke, um ‘Nós somos Radiohead’ em sonoro português e as primeiras batidas de “15 Steps”? Assim começava o primeiro, e tão esperado show do Radiohead no Brasil.(…)”
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Agradecimentos:
A toda a equipe Rock in Press que participou e ajudou no evento, Bazar Cairo, Excursão de Minas Gerais para o show em São Paulo, Caio da banda Jennifer Lo-Fi, Clara, Gabi, o Cambista, Muse Brasil, Vinicius, Bia e Sami, e todos que leram e participaram de alguma forma dessa loucura divertida recheada de sonhos.

Eu não sei o que o DJ estava na cabeça quando sua discotecagem antecedia os shows, mas eu não aguentava mais ouvir aquelas músicas bizarras e gostaria de ter o prazer de ver o primeiro show do Los Hermanos na minha vida. É, acabou que foram os dois primeiros…
Para mim, essa apresentação hermana representou uma única coisa: Decepcionante. Não senti a força que a banda está acostumada a passar, ainda mais em sua terra, o Rio. Já em São Paulo, o quarteto parecia mais animado e feliz, usando brincadeiras que a banda fazia em suas músicas e não utilizaram na tímida apresentação carioca.
Mas vamos lá, vai me dizer que não foi bonito começar com a banda toda, incluindo os músicos de apoio, na música de encerramento de tudo, “Todo o Carnaval Tem Seu Fim”? Vai me dizer que não foi ótimo ouvir os clássicos “Último Romance”, “Além do que se vê”, “O Vento” e todas aquelas músicas que todos já haviam ouvido ao vivo e só eu que não? É, foi, mas eu, que esperava derramar 5 litros de lágrimas, sai de lá mordido com a fraca apresentação no Rio e um tanto irritado com a força que a banda se mostrou na frente das câmeras da Multishow, em São Paulo. Mas vá lá…

O público cativo estava lá, marcando presença e fazendo seu barulho. Cantando, dançando e chorando. A menina Gabi, já citada num post mais em baixo, já entrou na Chácara do Jóckey chorando de emoção. Outra pessoa citada, a uruguaia Clara, também gostou muito do som dos Hermanos, e com isso cativando mais os fãs da refinada banda (?). Agora, o que teremos deles daqui para frente é que é o grande mistério da humanidade…
Já isso eu não digo do Krafwerk. O futuro deles é o mesmo do passado. Se vocês gostaram do show, procurem o DVD Minimun Maximum, de 2004, do quarteto alemão. É exatamente o que você assistiu no Rio e em São Paulo, as mesma imagens, as mesmas montagens, as mesmas músicas e tudo. O que não quer dizer que cansa. É simplesmente surpreendente.

Os pais do eletrônico não estão de pé até hoje por acaso. Esse show é um apanhado de músicas e álbuns que já batem seus 30 e muitos anos, mostrando a nata do grupo. Kraftwerk é, como nosso amigo Decotignies definiu, “Uma droga viciante”. Sim, vicia. Acredita que eu lembrei mais do show do Kraftwerk e das músicas do que do Radiohead? Tem como não sair de lá com a letra de “The Man-Machine” na cabeça? ‘Man Machine/ Semi-Human / Begin/ Man/ Machine Machine Machine Machine Machine Machine Machine Maaaaachine / MACHINE’. Aquela batida de “Tour de France”, A voz abafada de “Aero Dinamik” e a não-letra, cantada muda (?) de “Computer World”, onde um efeito faz um som que lembra as palavras, mas você só sabe que é aquilo lendo a gigante letra mostrada no telão.