Lembro bem do movimento que foi o Beirutando na Praça. Baseado no estouro que foi o Beirut no Brasil após a difusão da música “Elephant Gun” como abertura da mini-série Capitu, alguns amantes da pura arte que Zach Condon faz resolveram se unir em vários estados brasileiros e, no meio da rua, fazer suas versões de Beirut, com os instrumentos que tem.
O evento aconteceu simultaneamente em vários locais do Brasil, em praça pública, para todo mundo ouvir, ver e participar. Houveram ensaios, organizou-se um site, criou-se uma comunidade no orkut e no dia 2 de fevereiro de 2009 começou um movimento que foi parar até na Spinner e ganhou versão até em Lima, no Peru. No final, o pessoal do Beirutando alcançou o seu objetivo: A banda veio para o Brasil para uma série de shows concorridíssimos e ainda tiveram o prazer de tocar com a banda, num workshop oferecido um dia antes do show no Rio de Janeiro.
Separei alguns vídeos pela boa lembrança que foi o movimento e lembrar que como aconteceram em outras capitais, podem haver várias edições, sempre. Afinal, quem não gosta de celebrar uma boa música com os amigos?
A Sunday Smile na Estação da Luz, em São Paulo
Forks and Knifes em Lima, Peru
Cliquot no Parque Penhasco Dois Irmãos, Rio de Janeiro
Estava vagando pelo Youtube e flagrei alguns vídeos que me obrigaram a mostrar a vocês, caso ainda não tenham visto. É uma coleção de participações especiais do Arcade Fire com artistas consagrados, como David Bowie, Bruce Springsteen,U2 e outros. Dá um confere logo abaixo:
“Keep The Car Running” com Bruce Springsteen num show em outubro 07, no Canadá. O show era do Bruce e só Win e Régine participaram. Eles também tocaram “State Trooper” de Bruce. Mais tarde, em algum outro lugar, eles tocariam ainda “Dancing in The Dark” e a clássicassa “Girls Just Wanna Have Fun”, de Cindy Lauper. (repare no nível de desafina da Régine em “Girls”)
Fãs confessos dos canadenses, o U2 tinha o Arcade Fire como banda de abertura na sua turnê no Canadá, em 2006. Num desses shows, de improviso, as duas bandas se juntaram para tocar a clássica “Love Will Tear Us Apart”, do Joy Division. (Repare no Bono lendo a letra da música toda e engrossando a voz para parecer o Ian Curtis).
David Byrne também não escapou e dividiu “This Must Be The Place (Naive Melody)”, de sua ex-banda, os Talking Heads. As participações rolaram em Nova Iorque e em Los Angeles, que é essa acima, e isso tudo no iniciozinho de 2005. Ah! E tem esse vídeo aqui deles tocando “Crazy in Love” da Beyoncé!
Épica mesmo ficou essa versão de “Wake Up” com participação de David Bowie, no programa Fashion Rocks, em 2005. Eles ainda tocaram no mesmo dia a canção “Five Years“, de Bowie. Em “Wake Up” eles conseguem a proeza de fazer a todos levantarem na apresentação e aplaudirem de pé.
Outro épico é esse vídeo que junta Arcade Fire, Beirut e Final Fantasy no mesmo palco, tocando “Gulag Orkester”, do Beirut.
Nos últimos dias, só o que se tem comentado nas rodas indies é a primeira turnê brasileira do Beirut. Uma turnê que começou conturbada em Salvador e agora seguiu para o Rio, numa intimista apresentação em um teatro mais do que abarrotado, e repleto de pessoas de todos os tipos e gostos, idades e tamanhos, com o único objetivo de apreciar a banda que praticamente acabou de nascer para os brasileiros.
Zach Condon, vocalista e homem de frente da banda, estava visivelmente muito animado – talvez por culpa de umas bebidas a mais, como já está conhecido – e falador. O músico intercalava seu singelo português até então ‘entendível’ com um inglês corrido e muitas vezes incompreendido pelos expectadores. Os músicos que o acompanhavam, em alguns momentos, chegavam a ofuscar o jovem noivo de 23 anos, principalmente Jason, tecladista e trompetista, que assumia os vocais em gritos mais altos onde a voz cansada de toda uma apresentação e turnês que Zach faz/fez não conseguiam mais chegar. Voz que falhava, letra que errava, nada que não fosse uma grande diversão e lotado de sorrisos vindos da banda.
O set list escolhido foi um simpático apanhado pela discografia da banda, que ainda nos deixou órfãos de algumas músicas sensacionais como “East Harlem”, e um foco maior no recém lançado EP duplo, chamado March Of The Zapotec / Realpeople Holland. Claro que a tão esperada da noite, “Elephant Gun”, que é a canção que trouxe o grupo ao conhecimento do público brasileiro, foi tocada e cantada em uníssono, e outras grandes músicas foram executadas, como “Nantes”, “Postcards From Italy” e “A Sunday Smile”. Teve espaço também para a bela versão em inglês de “Brazil”, que em seu formato original é reconhecida pela voz de Gal Costa, e uma palhinha à capela de “Leãozinho”, de Caetano Veloso. Zach estava se sentindo em casa, definitivamente.
O público se esforçou para cantar as músicas, mas ainda faltou algo além das palminhas em cada introdução de música. Pouco se viu do público cantando, em alguns momentos só refrão, outras só primeiras frases das músicas. Mas em compensação houve muita animação, gritos histéricos de arrancar risadas e conversas com os músicos, por parte do público. O som foi um caso a parte. Apesar de uns momentos que a voz estava muito alta ou uma ou outra microfonia, a qualidade do som foi surpreendente, além da casa ser muito bonita e aconchegante. Pena que quem pagou mais caro ou barato para ficar em alguma posição, não ajudou em nada, o corredor ficou livre para trânsito e deu para chegar a vários locais do público e mais perto do palco com facilidade. Aliás, os bancos só serviram para ocupar espaço: Todos de pé, do início ao fim da apresentação.
Acredito que tentar resumir a beleza do show será um tanto inútil. Aquele arrepio quando se escuta os primeiros acordes de “Gulag Orkestar”, ou gritar pro Zach parar de beber foram sensacionais. A precisão que cada vez que os trompetes de Jason e Zach tocavam, sem mesmo precisar de microfone, espantava tanto quanto é real aquela voz de barítono e aquela carinha de garotinho que o senhor Condon tem. Ao final, um saldo de treze músicas, mais duas de dois bis e ainda uma a mais a pedido dos próprios músicos, plenamente satisfeitos pela grande apresentação da noite.
Entre brincadeiras de Zach, como um grito dele mesmo por ‘Toca Raul’, ou ‘cavaquinho’, essa foi uma bela e sincera apresentação, que, somada a bela recepção por parte do público, define que o lugar do Beirut é o Brasil. Povo que acolheu o som do grupo tão rápido quanto a passagem dos capítulos da mini-série Capitu, e que deve fazer a trupe de Zach Condon voltar o quanto antes as terras tupiniquins. (mais…)
O Porão do Rock confirmou outras atrações. Além de Eagles Of Death Metal (Estados Unidos), El Mato A Um Policia Motorizado (Argentina), Angra, Sepultura, Cachorro Grande, Super Stereo Surf, Orgânica, Mugo, Belle e The Pro, agora acertou com Raimundos, Paralamas do Sucesso, Little Quail, Móveis Coloniais de Acaju, Detrito Federal, Rafael Cury & The Booze Bros., Kanela Seka, Bootlegs, Blazing Dog, Cassino Supernova, Soatá e Na Lata. O festival rola nos dias 19 e 20 de setembro, na Esplanada dos Ministérios, e terá entrada totalmente gratuita.
Rapidinhas:
- Nem La Roux, nem Glasvegas, nem Bat For Lashes e nem nada do que você imaginar. Quem ganhou o concorridíssimo Mercury Prize 2009 foi Speech Debelle. Se você não conhece, clique aqui.
- Se você foi mais um que não conseguiu ingressos para assistir HOJE (9/9/9) ao show do Beirut, o Circo Voador criou uma petição para que Zach e sua trupe façam um show extra na casa no dia 15/09, pelos mesmos 60 reais, só que com mais espaço e em pé. Se tudo der certo, será o melhor show da turnê! Assine aqui a petição!
- Outro festival que deu mais confirmação, foi o Planeta Terra. Agora, o polêmico músico Patrick Wolf que tem o nome certo para o Festival. A organização dá a entender que já estão praticamente certas também a vinda do Yeah Yeah Yeahs e Kings of Leon, fechando assim o quadro de bandas internacionais.
- Mais uma banda confirmada por essas terras: O Prodigy trás seu ‘metal-eletrônico’ a terras tupiniquins nos dias 23 de outubro (Via Funchal, São Paulo) e 24 do mesmo mês (Citibank Hall, Rio de Janeiro). Mais infos aqui.
Bem, o papo do final de semana foi o primeiro show da turnê brasileira do Beirut, em Salvador, Bahia. Zach Condon estava completamente bêbado, segundo relatos, e fez um show bizonho, principalmente depois que ele mesmo pediu para que os fãs, em português razoável, invadissem o palco. Resultado: Um microfone e um pandeiro roubados e muita vergonha alheia. O blog estará no show carioca da banda, que rola nesta quarta.
Rapidinhas:
- A agência Alavanca e o Coquetel Molotov, se juntaram a revista O Grito! para lançar a coletânea O Grito! – Ano Dois, que tem download gratuito nesse link, e junta diversos artistas independentes brasileiros, numa seleção espetacular. Alguns artistas inclusos são: Thiago Pethit, Juliana R., Holger, Rômulo Fróis, The Name e muitos outros de altíssima qualidade. Aproveite!
- Keep Calm and Carry On é o nome do sétimo disco de carreiro do ótimo Stereophonics. A bolacha chega as lojas no dia 16 de novembro. Um pouco antes, no dia 2/11, sai o primeiro single, para a música “Innocent”.
- Nos próximos meses, o The Dead Weather deve entrar em estúdio para gravar novas músicas. Segundo o baterista e multi-homem Jack White, o quarteto já tem mais de uma dezena de músicas novas prontas, inclusive uma já estaria gravada.
School Of Seven Bells – Alpinisms (to seco pra ouvir!)
Sean Kingston – Tomorrow
The Clientele – Bonfires on the Heath
Kid Cudi – Man On The Moon: The End of Day