Final de semana, descanso, preguiça, assistir uns videos para distrair e ler as intrigas alheias. Essa é a vida que eu não tenho, por isso estou tentando realizar seu sonho e coloco mais quatro clipes que figuraram entre as estréias da semana: os hypados The Drums e JJ, além dos já bem conhecidos Sunset Rubdown e Goldfrapp. Aproveite!
Na calada da madrugada desse sábado fomos surpreendidos por um episódio intrigante e levemente constrangedor envolvendo o conteúdo dessas linhas. Chamaremos o episódio de ‘incidente’, para evitar possíveis mal-entendimentos.
Uma das costumeiras pesquisas do CheFí resultou em um post do blog O Informômetro, com um texto que chamaremos de ‘resenha’ sobre o show do Coldplay na Apoteose. Nada demais, se não fosse uma estranha coincidência: o texto do Informômetro parecia divinamente inspirado pelas impressões pessoais de Jairo Borges e sua resenha. Veja a estranha semelhança entre as resenhas e tire suas próprias conclusões:
O ‘incidente’ despertou a nossa curiosidade e nos levou a uma… pesquisa de opinião. Alguns leitores/seguidores leram os dois textos e nos mandaram suas opiniões. O resultado foi esse:
Diante do óbvio, contatamos os responsáveis através de comentários no famigerado post. Confrontados e sem uma explicação razoável para o ‘incidente’, o post se transformou nisso. Sim, a postagem foi excluída e seguida de um esclarecimento sobre o “incidente” (apagado na tarde desse sábado). Aplaudimos a nobre atitude da equipe d’O Informômetro, por assumir seu erro e tentar repará-lo – embora isso não elimine as horas de constrangimento diante de seus leitores e de vocês, leitores dessas linhas.
Depois de quase nos afogarmos nesse mar de vergonha alheia, resolvemos escrever esse post como o nosso esclarecimento sobre o ‘incidente’ e como um modo de ensinar algumas lições a todos que lerem:
1) mesmo que você seja desprovido de criatividade, não copie;
2) se copiar, dê créditos;
3) se não der créditos; se certifique de que o autor do material não te segue no twitter.
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Marcos Xi, vulgo CheFí, assumindo:
Pela manhã desse sábado, o autor do post se manifestou via twitter com nossa equipe mostrando arrependimento e com um pedido para que esse post que vocês lêem seja retirado do ar.
Por enquanto, ele ficará aqui, até a próxima reunião dos administradores. A grande questão, é que, não foi a primeira vez que tivemos um caso desses em nossas linhas. A lei configura que a reprodução de qualquer fragmento de um texto de outro autor, sem a permissão do mesmo, é crime – mesmo tendo créditos. Já aconteceu antes aqui, e mesmo depois que entrei em contato, não mudaram nada e já ocorreu em outro lugar, mas o site – que copiou uma resenha do último álbum do Ben Kweller – acertou as diferenças e ficou tudo certo.
Não podemos ficar calados enquanto coisas assim ocorrem, situação semelhante ocorreu aqui com o blog amigo da Anaphylaxxya, que nem ela citou nos comentários desse post. Bons exemplos ocorrem quando o pessoal do Nagulha entrou em contato conosco para reproduzir um texto nosso em seu site, ou mesmo quando uma revista de alta circulação também fez o mesmo – mas nesse caso nao a publicou. Infelizmente, essa ocorrencia virará exemplo, pelo menos por enquanto, e mostrará a todos que estamos de olho.
Amanhã ou na próxima madrugada, deverá acontecer uma nova reunião. Veremos o procedimento a seguir.
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- Agravante: Post de resposta apagado na tarde desse sábado.
Precisa ouvir: “Hyph Mngo”, “BRKLN CLLN” e “Tentative Bidding”
Aonde: Londres, UK
Roupa transparente porque: Joy Orbison fará você dançar ao som de uma complexa e sofisticada música eletrônica, pois harmonia e técnica são o seu forte. Com um pouco de house, disco e o melhor do dubstep Joy deixa tudo com cara de balada Hype ao misturar tudo com o melhor da influência shoegaze, dando uma atimosfera super fuzz eletrônico ao seu som. Isso tudo aliado a umas pausas e batidinhas de palmas impremem um tom bem divertido e dançante em suas músicas.
Tem uma história: Introduzido ao mundo dos clubs ingleses pelo seu tio, Peter O’Grady (seu nome original) começou a fazer música desde os 13 anos, trabalhando como DJ. Posteriormente mudou para produção onde algum tempo depois começou a misturar house e disco com bandas como My Bloody Valentine, Josef e The Beach Boys. Peter tornou-se vanguardista do gênero dubstep ao lançar seu incrível single “Hyph Mngo”, que foi seguido por outras maravilhosa músicas como “Wet Look” e “Hold Me”.
Yay: Umas das grandes promessas da BBC para 2010, Joy Orbison lançou recentemente o EP The Shrew Would Have Cushioned e já participou de vários mixs da Fact Magazine. O rapaz que está overhipado nos clubes londrinos pormete muitas novidades para este ano.
Já havíamos falado das péssimas versões de “We Are The World”. Pois é, saiu a versão latina com tops tipo Shakira, Glorian Stefan, Rick Martin, Juanes e outros. Não, o Maná não está na lista e nem o El Mató A Una Policia Motorizado. Já sabem o resultado, né? Confiram as versões todas juntas:
Edição Latina
Versão feita por cantores do Youtube e editado pelo site.
Muitas vezes um álbum nos cativa pelo nome que o assina; outras vezes um nome nos cativa pelo resultado do álbum que assinou. Este é o caso de Oito Mãos, quarteto campineiro formado em 2005 por Leandro Publio (guitarra e vocal), Felipe Bier (baixo e vocal), André Leonardo (guitarra e vocal) e Adhemar Della Torre (bateria). Depois de um disco de demos lançado no mesmo ano e alguns singles no decorrer dos quatro anos seguintes, a banda lançou em fevereiro deste ano seu primeiro álbum de estúdio, liberado primeiramente em versão virtual e disponível no site oficial da banda.
Vejo Cores Nas Coisas foi gravado ao longo de um ano em home studio próprio, o que proporcionou detalhes e peculiaridades que os diferenciam, garantindo uma marca própria. São esses detalhes, como a gravação de rádio em “Ninguém” e o som da chuva em “Marina”, que expressam certa dose de experimentalismo e personalidade e nos aproximam do universo de cada música.
Mas não é só em experimentalismo que é baseado o som da banda. Oito Mãos é uma banda de rock com tudo o que vem agregado ao título, mas passeia entre o britpop, com influências confessas como Travis e Coldplay, e esbarra na MPB, além dos vocais simultâneos que soam como uma bela ode aos garotos de Liverpool. Com três compositores e cada um com suas influências, o álbum possui diversidade criativa e dinamismo, ao mesmo tempo em que a sintonia entre eles garante unidade ao conjunto.
A tríade guitarras + bateria + baixo cumpre muito bem seu papel, com momentos de riffs leves que se aproximam ainda mais do rock sessentista. Os vocais arrastados trazem ares quase britânicos, enquanto as letras simplistas e líricas imprimem uma atmosfera singela que remete à MPB.
Em “Ninguém” pode-se notar o máximo de experimentalismo do disco, com vocais quase ininteligíveis e a inserção de trechos de gravações aleatórias, como de um programa político de rádio. Todo esse experimentalismo é contrabalanceado pela sonoridade pop e o refrão fácil de “Alguém”.
“Encontro de Almas”
“Encontro de Almas” ganha destaque pelos riffs repetitivos à ‘60s e pelos vocais simultâneos, aqui em sua melhor forma, aliados ao lirismo dos versos. Esse lirismo é mantido em “Passarinho” e acentuado pelos acordes suaves e os vocais quase preguiçosos, que dão à música uma atmosfera de sonho e nostalgia. “Claire” “Café” e “Verniz” chamam a atenção pela quebra de ritmo, enquanto “Marina” ganha destaque pela atmosfera simplista, com seu violão, gaita e ruído da chuva. “Quando eu for pro mar” carrega em seus versos poéticos uma melancolia que encerra o disco com saldo positivo.
A doçura de Vejo Cores Nas Coisas faz com que este seja o tipo de álbum para ser degustado e ouvido repetidamente, com a certeza de que as faixas ganharão uma cor diferente a cada audição e que a experiência será sempre plenamente satisfatória.
O álbum solo de Jónsi, vocalista do Sigur Rós, virá com uma generosa versão deluxe, contendo um link para download do álbum, Cd, DVD com apresentação acústica completa do álbum e a participação de Jónsi no show do Nico Muhly no London’s Bethnal Green, e mais algumas surpresas. Go chega as lojas dia 5 de abril e tem mais detalhes aqui.
Rapidinhas:
- Finalmente a incrível bolacha Dark Night Of The Soul, formada por Danger Mouse, Sparklehorse e David Lynch sairá da ilegalidade e ganhará as lojas ainda esse semestre. Houve uma briga judicial com a EMI que não permitiu o lançamento. A bolacha tem participações de peso e já foi vazada.
- High Violet. Esse é o nome do novo álbum do The National, sucessor do aclamado The Boxer. A bolacha sai no dia 11 de maio. (via We All Want Someone To Shout For)
- Ótima notícia: Belle And Sebastian está de volta, em estúdio e gravando um novo álbum. A banda está em Glasgow produzindo novas canções e depois parte para Los Angeles para grava-las. O grupo – que ainda não conta com a beldade Isobel Campbell – também já tem 3 datas agendadas para shows.