Apesar de certos incidentes, o nosso mascote está de volta e como sempre sem pudores e sem papas na língua! Veja as novas do Hipster Cat antes que fique muito mainstream.
Por Jairo Borges
Por Andressa Muniz
Quem quiser participar das frases do gato mais indie do Brasil, mande um comentário ou envie um email para ele mesmo: hipstercat@rockinpress.com.br
Final de semana, descanso, preguiça, assistir uns videos para distrair e ler as intrigas alheias. Essa é a vida que eu não tenho, por isso estou tentando realizar seu sonho e coloco mais quatro clipes que figuraram entre as estréias da semana: os hypados The Drums e JJ, além dos já bem conhecidos Sunset Rubdown e Goldfrapp. Aproveite!
Na calada da madrugada desse sábado fomos surpreendidos por um episódio intrigante e levemente constrangedor envolvendo o conteúdo dessas linhas. Chamaremos o episódio de ‘incidente’, para evitar possíveis mal-entendimentos.
Uma das costumeiras pesquisas do CheFí resultou em um post do blog O Informômetro, com um texto que chamaremos de ‘resenha’ sobre o show do Coldplay na Apoteose. Nada demais, se não fosse uma estranha coincidência: o texto do Informômetro parecia divinamente inspirado pelas impressões pessoais de Jairo Borges e sua resenha. Veja a estranha semelhança entre as resenhas e tire suas próprias conclusões:
O ‘incidente’ despertou a nossa curiosidade e nos levou a uma… pesquisa de opinião. Alguns leitores/seguidores leram os dois textos e nos mandaram suas opiniões. O resultado foi esse:
Diante do óbvio, contatamos os responsáveis através de comentários no famigerado post. Confrontados e sem uma explicação razoável para o ‘incidente’, o post se transformou nisso. Sim, a postagem foi excluída e seguida de um esclarecimento sobre o “incidente” (apagado na tarde desse sábado). Aplaudimos a nobre atitude da equipe d’O Informômetro, por assumir seu erro e tentar repará-lo – embora isso não elimine as horas de constrangimento diante de seus leitores e de vocês, leitores dessas linhas.
Depois de quase nos afogarmos nesse mar de vergonha alheia, resolvemos escrever esse post como o nosso esclarecimento sobre o ‘incidente’ e como um modo de ensinar algumas lições a todos que lerem:
1) mesmo que você seja desprovido de criatividade, não copie;
2) se copiar, dê créditos;
3) se não der créditos; se certifique de que o autor do material não te segue no twitter.
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Marcos Xi, vulgo CheFí, assumindo:
Pela manhã desse sábado, o autor do post se manifestou via twitter com nossa equipe mostrando arrependimento e com um pedido para que esse post que vocês lêem seja retirado do ar.
Por enquanto, ele ficará aqui, até a próxima reunião dos administradores. A grande questão, é que, não foi a primeira vez que tivemos um caso desses em nossas linhas. A lei configura que a reprodução de qualquer fragmento de um texto de outro autor, sem a permissão do mesmo, é crime – mesmo tendo créditos. Já aconteceu antes aqui, e mesmo depois que entrei em contato, não mudaram nada e já ocorreu em outro lugar, mas o site – que copiou uma resenha do último álbum do Ben Kweller – acertou as diferenças e ficou tudo certo.
Não podemos ficar calados enquanto coisas assim ocorrem, situação semelhante ocorreu aqui com o blog amigo da Anaphylaxxya, que nem ela citou nos comentários desse post. Bons exemplos ocorrem quando o pessoal do Nagulha entrou em contato conosco para reproduzir um texto nosso em seu site, ou mesmo quando uma revista de alta circulação também fez o mesmo – mas nesse caso nao a publicou. Infelizmente, essa ocorrencia virará exemplo, pelo menos por enquanto, e mostrará a todos que estamos de olho.
Amanhã ou na próxima madrugada, deverá acontecer uma nova reunião. Veremos o procedimento a seguir.
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- Agravante: Post de resposta apagado na tarde desse sábado.
Precisa ouvir: “Hyph Mngo”, “BRKLN CLLN” e “Tentative Bidding”
Aonde: Londres, UK
Roupa transparente porque: Joy Orbison fará você dançar ao som de uma complexa e sofisticada música eletrônica, pois harmonia e técnica são o seu forte. Com um pouco de house, disco e o melhor do dubstep Joy deixa tudo com cara de balada Hype ao misturar tudo com o melhor da influência shoegaze, dando uma atimosfera super fuzz eletrônico ao seu som. Isso tudo aliado a umas pausas e batidinhas de palmas impremem um tom bem divertido e dançante em suas músicas.
Tem uma história: Introduzido ao mundo dos clubs ingleses pelo seu tio, Peter O’Grady (seu nome original) começou a fazer música desde os 13 anos, trabalhando como DJ. Posteriormente mudou para produção onde algum tempo depois começou a misturar house e disco com bandas como My Bloody Valentine, Josef e The Beach Boys. Peter tornou-se vanguardista do gênero dubstep ao lançar seu incrível single “Hyph Mngo”, que foi seguido por outras maravilhosa músicas como “Wet Look” e “Hold Me”.
Yay: Umas das grandes promessas da BBC para 2010, Joy Orbison lançou recentemente o EP The Shrew Would Have Cushioned e já participou de vários mixs da Fact Magazine. O rapaz que está overhipado nos clubes londrinos pormete muitas novidades para este ano.
Já havíamos falado das péssimas versões de “We Are The World”. Pois é, saiu a versão latina com tops tipo Shakira, Glorian Stefan, Rick Martin, Juanes e outros. Não, o Maná não está na lista e nem o El Mató A Una Policia Motorizado. Já sabem o resultado, né? Confiram as versões todas juntas:
Edição Latina
Versão feita por cantores do Youtube e editado pelo site.
Muitas vezes um álbum nos cativa pelo nome que o assina; outras vezes um nome nos cativa pelo resultado do álbum que assinou. Este é o caso de Oito Mãos, quarteto campineiro formado em 2005 por Leandro Publio (guitarra e vocal), Felipe Bier (baixo e vocal), André Leonardo (guitarra e vocal) e Adhemar Della Torre (bateria). Depois de um disco de demos lançado no mesmo ano e alguns singles no decorrer dos quatro anos seguintes, a banda lançou em fevereiro deste ano seu primeiro álbum de estúdio, liberado primeiramente em versão virtual e disponível no site oficial da banda.
Vejo Cores Nas Coisas foi gravado ao longo de um ano em home studio próprio, o que proporcionou detalhes e peculiaridades que os diferenciam, garantindo uma marca própria. São esses detalhes, como a gravação de rádio em “Ninguém” e o som da chuva em “Marina”, que expressam certa dose de experimentalismo e personalidade e nos aproximam do universo de cada música.
Mas não é só em experimentalismo que é baseado o som da banda. Oito Mãos é uma banda de rock com tudo o que vem agregado ao título, mas passeia entre o britpop, com influências confessas como Travis e Coldplay, e esbarra na MPB, além dos vocais simultâneos que soam como uma bela ode aos garotos de Liverpool. Com três compositores e cada um com suas influências, o álbum possui diversidade criativa e dinamismo, ao mesmo tempo em que a sintonia entre eles garante unidade ao conjunto.
A tríade guitarras + bateria + baixo cumpre muito bem seu papel, com momentos de riffs leves que se aproximam ainda mais do rock sessentista. Os vocais arrastados trazem ares quase britânicos, enquanto as letras simplistas e líricas imprimem uma atmosfera singela que remete à MPB.
Em “Ninguém” pode-se notar o máximo de experimentalismo do disco, com vocais quase ininteligíveis e a inserção de trechos de gravações aleatórias, como de um programa político de rádio. Todo esse experimentalismo é contrabalanceado pela sonoridade pop e o refrão fácil de “Alguém”.
“Encontro de Almas”
“Encontro de Almas” ganha destaque pelos riffs repetitivos à ‘60s e pelos vocais simultâneos, aqui em sua melhor forma, aliados ao lirismo dos versos. Esse lirismo é mantido em “Passarinho” e acentuado pelos acordes suaves e os vocais quase preguiçosos, que dão à música uma atmosfera de sonho e nostalgia. “Claire” “Café” e “Verniz” chamam a atenção pela quebra de ritmo, enquanto “Marina” ganha destaque pela atmosfera simplista, com seu violão, gaita e ruído da chuva. “Quando eu for pro mar” carrega em seus versos poéticos uma melancolia que encerra o disco com saldo positivo.
A doçura de Vejo Cores Nas Coisas faz com que este seja o tipo de álbum para ser degustado e ouvido repetidamente, com a certeza de que as faixas ganharão uma cor diferente a cada audição e que a experiência será sempre plenamente satisfatória.