Nem só de novidade vive uma P.A.R.T.Y., algumas bandas undergrounds que não deixam de produzir coisa boa deveriam ter lugar cativo por essas linhas. É do maravilhoso e já conhecido som do Cheese People que estamos falando, a coluna de hoje aterrisa em terras russas e mostra como o som da banda está completamente renovado.
CHEESE PEOPLE
#3wordsafterparty: Aqueles Russos Fodas
Precisa Ouvir: Uaaa!, Monday, Catch U e Western
Aonde: Samara, Rússia
Roupa Transparente Porque: com um pouco de Club e Funk aliados as guitarras com ótimos rifs da banda, você vai ver que o som deles tem um que de Garage-Disco-Punk, se é que isto é possível. Baixos bem marcados aliados a elementos eletrônicos viciantes fazem a cabeça desses russos de lingua inglesa. É o som perfeito para colocar na sua na sua garagem e curtir com os seus amigos até a hora do clube da esquina abrir. A banda que é super eclética e experimental conta também com influências de Jazz, Groove e em seu novo CD até Bossa e rítimos tropicais, com tudo isso amarrado pela scream e penetrante voz de Olya Chubarova.
Tem uma história: A banda já é veterana e está na estrada desde 2003, atualmente estão consagrados como a banda mais popular de Disco-Punk em território russo da atualidade. Seu primeiro e homonimo CD lançado em 2008 na Rùssia, conta com influencias que vão desde CSS até New Pony Young Club, apesar de conter sempre uma pitada de Jazz, deixando o som praticamente indefinível. O sucesso da banda de lingua ocidental atingiu o oriente em cheio aonde eles fizeram o lançamento de seu CD em 2009, com destaque para a música “Tibet”.
YaY: A banda que já fez turnê pelo mundo todo e uma grande turnê no Japão, Agora se foca em sua turnê nacional de divulgação de seu novo álbum, que será lançado esse mês ainda. O segundo disco dos russos que chama-se Well Well Well, está bem diferente, com influências tropicais declaradas o Punk dá um slow dow e abre muito mais espaço ao Jazz, provando que com os tours muita coisa nova os influenciou. Porém a banda não abriu mão dos ritimos dançantes que contagiram a todos em seu 1º álbum. Cheese People que já é totalmente mainstream no Last.Fm, está com boa parte de seu novo trabalho disponível para stream por lá, deem uma conferida mas não deixem de curtir os antigos hits também.
Vamos desaguando mais clipes por aqui. A bolada de hoje é formada por clipes que saíram – até o momento do lançamento – com exclusividade no site Pitchfork. Os nomes das bandas são os queridinhos The Morning Benders, Best Coast, Jamie Lidell, The Flaming Lips e Efterklang.
Prepare-se para o blues da nova década. Toda a irreverência do estilo que se baseava nas guitarras que tomavam vida própria com seus desabafos veio crescendo por entre os anos e chegou a um patamar onde guitarras elétricas dão o tom para efeitos eletrônicos, grandes arranjos que misturam riffs inteligentes encravados em percussões pulsantes, e às vezes até um pouco de psicodelia. O novo disco do The Black Keys conseguiu captar tudo isso muito bem, e é talvez o exemplo mais perfeito para essa nova fase do blues.
Era só uma questão de tempo até o ápice do blues-rock finalmente dar as caras. Quando o Cream decolou em 1967 com o épico Disraeli Gears, alguns adeptos do blues clássico fizeram cara feia quando viram as guitarras ácidas e o clima psicodélico ecoando no vinil. O que eles não sabiam, é que Disraeli Gears mais tarde se tornaria um divisor de águas e influenciaria uma geração interminante de bandas – e uma delas é o Black Keys; o Cream dos anos 00.
O disco tem várias fases, mas todas estão dentro do mesmo contexto. A incrível “Next Girl”, com sua guitarra cheia de efeitos ecoantes e psicodélicos dá o pontapé inicial para a excepcional sequência de músicas que vem logo a seguir: “Tighten Up”, primeiro single do disco, vem com um ritmo sedutor, guiado pelos riffs brilhantes de Dan Auerbach apoiados com perfeição pela bateria de Patrick Carney, que se misturam num final cheio de sintetizadores.
“Howlin’ For You” traz de um lado a guitarra de Dan mergulhada em efeitos, e do outro um sintetizador que acompanha a linha de baixo ao fundo. “She’s Long Gone”, uma das melhores, vai crescendo de forma impecável, até que nos vemos no meio de um jam cheio de efeitos eletrônicos bem colocados. A faixa seguinte, “Black Mud”, é uma viagem instrumental ao passado, onde se entrelaçam teclados sessentistas, arranjos de guitarra que parecem falar, e até efeitos que deixam a bateria mais abafada e sedosa.
O clima muda um pouco mais pro final do disco. “The Go Getter” mostra um pouco disso: a melodia das guitarras se tornam mais suaves, e um sintetizador ácido que acompanha o ritmo se curva diante de Dan, que canta como um verdadeiro mestre. “These Days”, que fecha o disco, é uma das músicas mais lindas do ano. O ritmo calmo, quase sonolento, nos faz viajar em meio aos frágeis acordes de guitarra, e é o vocalista que novamente nos causa arrepios.
Brothers conseguiu retratar perfeitamente a nova era do blues, em todos seus aspectos. Se em Attack & Release (2008) eles estavam mais crus e mais barulhentos, aqui em Brothers eles estão mais técnicos, e mais atentos aos detalhes. E foi todo esse cuidado e toda a riqueza sonora que vemos neste álbum que dão à ele o título de melhor disco da carreira do Black Keys. Sem falar que qualquer álbum deles se encaixa facilmente no rótulo de “um dos melhores do ano”…
+ Finalmente o disco que Danger Mouse, David Lynch e o falecido Sparklehorse gravaram juntos e denominaram de Dark Night of The Soul, ganhará oficialmente seu lançamento no dia 12 de julho no Reino Unido e no dia seguinte na América. o Álbum foi dedicado a Vic Chesnutt, que faleceu em dezembro passado e ajuda a escrever o álbum.
+ Courtney Love não perdeu o amor, nem o parentesco com o Wagner Love e eu as piadinhas sem graça. Segundo um representante da vocalista do Hole, Courtney manterá seu nome de trabalho e acusou a NME de mudar o contexto da entrevista, causado toda uma confusão.
+ O Vampire Weekend deverá lançar material inédito ainda esse ano. Segundo o vocalista Ezra Koening, o grupo já começou a planejar o terceiro álbum desde o lançamento de Contra, no início do ano. Estima-se que mais B-sides devem aparecer em breve, mas será que podemos sonhar com um Ep?
+ Com pesar que a banda The Fratellis anunciou despedida por tempo indeterminado hoje. Os integrantes estão focados em projetos diferentes e o anuncio do fim pegou de surpresa quem dava por certo um próximo álbum ainda esse ano. A banda nasceu em 2005 e lançou dois elogiados discos.
Os cariocas estavam com saudades. Por isso, o Mombojó desembarca no Rio para uma mini temporada de shows na casa Oi Futuro de Ipanema, onde mostrará as canções de seus dois álbuns e mais inéditas que deverão figurar no seu próximo álbum, o aguardado Amigo do Tempo, previsto para chegar aos ouvidos ainda nesse semestre.
As apresentações serão nos dias 23, 24 e 25 de Abril e custarão apenas 15 reais. A lotação da casa é de apenas 100 lugares, então chegue cedo para garantir seu ingresso.