Neste dia 28 surgiu um misterioso crônometro em contagem regressiva no site do The Killers. Depois de quase dois dias de curiosidade, especulação e palpites, o mistério finalmente acabou. As apostas eram de que o contador trouxesse alguma boa novidade – e pelo menos a parte da novidade se revelou verdadeira.
Crônometro finalizado às 15:00 de hoje, o site revelou que Brandon Flowers lancará um disco solo, intitulado Flamingo. A revelação pôs fim a duas especulações de uma só vez, o objetivo do contador e uma possível carreira solo do frontman, que vinha produzindo rumores há meses.
Por enquanto não foram reveladas mais informações sobre o trabalho, mas na página há um espaço para assinar a nova newsletter, então estima-se que mais detalhes sejam revelados em breve.
Enquanto o Foo Fighters continua seu hiato, seus membros vem se empenhando em seus projetos individuais. O baterista Taylor Hawkins tem produzido com seu projeto paralelo, o Taylor Hawkins & The Coattail Riders.
A banda lançançará seu segundo álbum de estúdio, Red Light Fever, que conta com participações de Brian May e Roger Taylor, ambos do Queen, Elliot Easton, do The Cars, e Dave Grohl, colega de Taylor no Foo Fighters.
Agora o baterista – e nessa banda também vocalista – liberou para audição quatro faixas desse novo trabalho. O pedaço de Red Light Fever pode ser ouvido no site oficial.
A contraponto, o Foo Fighters anunciou que já tem demos prontas para o novo álbum, e apesar das ’15 ou mais’ músicas que Dave já compôs, novo álbum somente no ano que – no mínimo. Recentemente, a banda indicou entrar em hiato (que parece se extende a shows) e com isso Dave lançou o primeiro álbum do Them Crooked Vultures e, segundo dizem, prepara já a segunda bolacha da super banda.
Esses números… será que são uma dica pro final de Lost?
Fãs do Blur que ainda tinham uma ponta de esperança quando a banda lançou uma música inédita… esqueçam. Parece que o Gorillaz fará a cabeça de Damon Albarn por mais alguns anos ainda.
Em recente entrevista, o líder do já finado e reativado Gorillaz argumentou ter cerca de 80 canções prontas e levantou a hipótese da continuação do mais recente álbum da banda virtual, Plastic Beach, podendo ganhar o volume 2 e 3. Mas são planos não concretos que só saberemos em mais dois anos, tempo que Damon acredita que levaria para finalizar as canções e lançar.
Eles se consideram uma banda que não vive só de estúdio e para mostrar isso, o Gorillaz irá transmitir por aqui seu show ao vivo e já esgotado no London’s Roundhouse, na próxima sexta (30/04) às 19hs.
E abaixo segue um aperitivo, gravado na apresentação da banda no programa do Jools Holland a pouco. No vídeo, além de Albarn, você vê ex-membros do The Clash e Mos Def dando um gás na louca versão ao vivo do single “Stylo”:
Depois de passar cinco anos por debaixo dos panos e sem lançar discos, a cantora sueca Robyn volta agora em 2010 com não um, mas três álbuns para lançar em um único ano. Realizar essa façanha pode parecer difícil para muitos artistas, mas, depois de Body Talk Pt. 1, o primeiro disco da trilogia, afirmar isso é a última coisa que passa pela cabeça. Essa mulher nasceu para desafios.
Em 2009, Robyn comandou os microfones em “The Girl and The Robot”, ótima música do último disco do Röyksopp. A sonoridade e a temática dessa música se mostram escancaradas e influentes em Body Talk Pt. 1, um disco que aposta muito nas pistas, e que mesmo assim consegue reservar um lado mais intimista, mais pessoal da cantora. Grande parte das letras do álbum se baseiam em fatos da própria Robyn, que é indiscutivelmente, o centro do disco, com sua voz inconfundível.
Não vai demorar muito para músicas como “Don’t Fucking Tell Me What to Do” começarem a aparecer pelas pistas de dança do mundo inteiro. A canção é agressiva na medida do possível, com a batida firme ao fundo e a letra que relata vários fatos que estão matando Robyn. Repetitiva e genial, esta é uma das músicas mais empolgantes do ano. Logo depois dela vem “Fembot”, uma das primeiras músicas do disco a vazar, que traz a aura robótica de que Robyn tanto gosta com sintetizadores bem dançantes e alegres.
“Dancing On My On”, terceira faixa, tem um sintetizador pesado que permeia pela música inteira que empolga, mas sofre poucas variações, perdendo um pouco seu potencial. Poderia ter sido mais bem aproveitada, como foi “Cry When You Get Older”, uma verdadeira obra do dance-pop, tão doce que deixa o mundo até mais colorido. Uma outra prova de que Body Talk Pt. 1 misturou vários ingredientes é “Dancehall Queen”, que tem uma pegada bem pop e que mistura uma espécie híbrida de um reggae eletrônico, com os sintetizadores substituindo as guitarras. Esplêndido.
O Röyksopp, que ajudou na produção do disco, também ganhou uma participação em “None of Dem”, que começa com uma cara meio minimal, e que vai se mostrando linda e intensa. Lembrou bastante o debut da Fever Ray, tanto na voz quando no ritmo mais obscuro. A estética sonora muda nas duas últimas faixas: “Hang With Me”, uma doce bolacha acústica levada por um suave piano, por mais bonita que possa ser, não chega aos pés de “Jag Vet En Dejlig Rosa”, uma música tão linda, mas tão linda, que chega a doer o peito, e que demonstra as raízes suecas de Robyn.
No meio de tantas cantoras iguais, que dizem ser copiadas umas por outras, temos Robyn, uma pérola no meio de tantas decepções. Body Talk Pt. 1 é um disco irresistível, que aposta em várias vertentes e que ainda assim mantém uma originalidade intocada. É o perfeito exemplo de que a música e o universo pop podem ser mais do que simples rostinhos bonitos e efeitos computadorizados. É aí que entra o que chamamos de talento, e é ele que vence no fim das contas.
+ Steven Drozd, uma das três cabeças do The Flaming Lips, foi hospitalizado ontem. A banda foi forçada a cancelar datas de sua agenda e só voltará aos palcos parentemente no diaa 6/6, em Houston. Não se sabe o que o músico tem e nem seu estado de saúde.
+ Kele Okereke, (ex?) vocalista do Bloc Party, mostrou a primeira faixa de The Boxer, seu primeiro trabalho solo. A faixa “Tenderoni” pode ser ouvida aqui. Mais detalhes sobre o disco no mesmo link.
+ Já o Wilco começa a gravar novo material no meio do ano, em Chicago, segundo o baixista John Stirratt. As gravações devem se extender além de janeiro, em outra local apoiada pelo verão. A sonoridade deve seguir o exemplo do último álbum, o Wilco The Album. (via Rock ‘n Beats)
+ Depois de se juntar com parte do Vampire Weekend para montar o Discovery, o Ratatat se prepara para lançar o seu quarto disco, intitulado LP4. O lançamento oficial marca para 8 de junho, e a capa é essa que aparece logo abaixo: (via MTJ)