O seu blog está marcando de assistir ao show do Mombojó no Circo Voador no próximo mês… Quem sabe não rola uma entrevista hem?
O Grammy 2009 já está se formando. A edição deste ano terá apresentação de Radiohead, Foo Fighters e Paul McCartney, além de uma mega apresentação conjunta dos rappers Jay-Z, Lil’Wayne e Kanye West cantando o hit “Swagga like us”. O Radiohead teve 5 indicações para o Grammy desse ano.
Rapidinhas:
- O single novo do Oasis será “Falling Down”, retirado do último cd da banda.
- O White Lies, que resenhamos aqui, alcançou o primeiro lugar na parada britânica na semana de estréia de seu primeiro cd! Parabéns!
Se você não gosta de um bom folk, não leia este post. Esses dois artistas tem muitas coisas em comum, são vocalistas de bandas de estilos totalmente diferentes do seu projeto solo (Anthony Green é vocalista do alternativo Circa Survive e Dallas Green, do City and Colour, é vocalista do Alexisonfire), ambos tem Green de sobrenome e os dois escolheram o folk como uma bandeira para se libertar do barulho produzido por suas bandas. Larguem suas guitarras, a partir de agora, quem comanda é o violão.
Anthony Green
Anthony Green é o multi-homem a frente de muitos projetos. Comanda a banda de rock alternativo Circa Survive e uma de scremo chamada The Sounds of The Animals Fighting. Ainda sim, lançou no ano passado o seu primeiro álbum, Avalon, e vem fazendo shows com outra banda de folk, o Good Old War, que trabalha como banda de apoio. Seu som é simples e marcante. Apesar do cd de estréia soar como comercial, pelo fato de ter re-edições de bandas antigas de Anthony e demos, só para fazer número, as 12 faixas inéditas que o álbum tem são maravilhosas. Sua voz, um tanto afeminada, aliada a sonoridade que o Good Old War deram um tom bastante diferenciado ao som, bem trabalhado e que passa por diversas outras verdentes musicais, sem esquecer da voz e do violão. Os destaques fica com os singles “She Loves Me So” e “Dear Child”, além de “Stonehearted Man”, “Slowing Down (Long Time Coming)” e “Devils Song (This Feels Like A Nightmare)”. As apresentações são de outro nível. Bastante intimista e bem animados, chegam a ter quase 30 músicas por show, além das brincadeiras costumeiras de Anthony. Além disso, Anthony é muito ligado em causas sociais, tendo lançado no último mês um ep com duas músicas inéditas só para ajudar uma prima acidentada que precisava de cirurgia. Outras ações dessa já foram tomadas com sua banda principal, o Circa Survive. Um dos 20 melhores cds do ano passado, é um som para se cantar junto.
City and Colour é o projeto paralelo de Dallas Green, vocalista da banda Alexisonfire. O nome da banda vem do nome do único homem de sua formação, City (cidade em inglês) é Dallas, cidade dos EUA e Colour (cor) é Green, formando assim o nome da banda e o nome do vocalista. Ano passado lançou seu segundo cd de inéditas, ainda tem um ep e um cd ao vivo. Se vocês bem se lembram, o cd estava na segunda posição de melhores álbuns do ano na lista do nosso querido blog, tamanha a qualidade da bolacha. O som que Dallas produz é um folk tenso e emocional, com muita qualidade e uma inconfundível voz. As letras são focadas em amores perdidos e morte. Ao vivo, a banda soa mais pesada, conta ainda com um baixista, um guitarrista e um baterista. A voz de Dallas é excelente e dá o tom certo para o estilo de suas canções, tristes. O formato dos álbuns é mais intimista que no show, em grande parte do álbum a predominancia é de voz e violão, e nos singles, em sua maioria, que encontramos outros instrumentos, inclusive até um piano. São muitos destaques que posso citar, do primeiro cd eu fico com “Comin’ Home“, “Save Your Scissors” e o ao vivo de “Sometimes (I Wish)“, música que dá o nome ao primeiro álbum. Do segundo, chamado Bring Me Your Love, e de longe o melhor, dou a dica de “Confessions” e “As Much as I Ever Could“, e entre os singles, a animada “The Death of Me“, a estilo canta-junto “Sleeping Sickness” que tem a participação de Gordon Downie da banda canadense The Tragically Hip e a impressionante “Waiting…“. É som para se admirar.
Rock in Press de volta com as últimas notícias. Se alguém quiser pagar minha entrada no show do Little Joy, eu to agradecendo!
Conforme adiantamos, Damien Rice toca em Florianópolis em um show beneficente com Seu Jorge. Todo o cachê da apresentação será doado para Associação Saúde Criança Recontar. Dia 1º de fevereiro no Centrosul. Ingressos a partir de 60 reais.
O Little Quail & The Mad Birds, banda do Gabriel Thomaz do Autoramas que estourou em 94 com os Raimundos num selo fundado pelos Titãs, está de volta para um único show no festival Power Trio DeLuxe, em São Paulo no dia 1° de fevereiro pela bagadela de 12 reais.
Rapinhas:
- O Coldplay está em estúdio com Brian Eno de novo. Não sabemos para qual fim.
O nome Morrissey remete a muito. Desde o passado no The Smiths, músicas como “Suedehead” e ainda porradas ao nível de “Irish Blood, English Heart”. Morrissey é sinônimo de perseguição, sinceridade, tristeza e principalmente genialidade. A nova proposta agora é Years of Refusal, a bola da vez do especial resenhas.
Apesar de todos, ou os maiores, os problemas de Morrissey já terem ficado para trás, o inglês de sangue irlandês fez um álbum pesado, abrindo com o punk setentista de “Something Is Squeezing My Skull”. É engraçado ouvir as primeiras linhas vocal de Morrissey nesse álbum. É simplesmente o mesmo. E isso trás tanta segurança. Como uma marcha militar de um filme de guerra começa “Mama Lay Softly On The Riverbed”, o refrão é ardente, e nos faz pensar no nome das músicas do cd, cada um mais curioso que o outro. A fórmula de Morrissey já começa a se repetir em “Black Cloud”, fórmula que já pontua os seus cds desde sempre. O carro-chefe do álbum é o single “I’m Throwing My Arms Around Paris”, com um belo refrão e um ar, desculpem os fãs, bem gay, a faixa faz seu papel bem, mas não é tão empolgante quanto se espera de um primeiro single, tive que ouvir diversas vezes para gostar dela.
No rock clássico de “All You Need Is Me” contém até um ensaio até um solo de guitarra, mas a banda que, mesmo com 2 guitarristas (Boz Boorer e Alain Whyte), não demonstra concluir a idéia. Um dos melhores arranjos do álbum é a bela “When Last I Spoke To Carol”. A música que é um misto de tourada espanhola com festa cigana e um teclado meio space-rock, vê Morrissey armado com trompetes e assobios, muito boa. Já na pseudo dark-pop “That’s How People Grow Up”, Mozz (como foi carinhosamente apelidado) joga sua já manjada fórmula de compor canções pop, já que para um single, a música iria bem de vendas. “One Day Goodbye Will Be Farewell” mostra uma bateria furiosa contrastando com teclado altos e a volta do trompete, mas a faixa não chama muita atenção.
Ao invés disso, a magnífica “It’s Not Your Birthday Anymore” quebra o clima raivoso do cd e dá a primeira balada da empreitada, já na nona faixa. Uma faixa muito inspirada e totalmente na contra-mão do álbum. No começo da trinca final do álbum, podemos escutar “You Were Good In Your Time”, que é outra balada, agora regida por um belíssimo violão e linhas de cordas magníficas. A voz de Morrissey ecoa em nossos ouvidos de maneira estupenda, me colocando na posição definitiva de que Morrissey é muito melhor em baladas. Para terminar a mais-do-mesmo “Sorry Doesn’t Help” e a ótima rock-punk “I’m OK By Myself”, pontuando de forma virtuosa esse álbum nem ruim e nem bom.
Não é preciso ninguém falar da voz de Morrissey ou de sua genialidade nas letras, mas o que me incomoda nesse álbum é a raiva que ele transmite e o pouco retorno que nos dá. Uma repetição falha de algo que chamo de “fórmula do Morrissey” ouvimos fácil durante o álbum, mas nós nos apaixonamos pelas suas baladas, que só podemos ouvir apenas duas vezes. O que ele poderia fazer é mexer na ordem das faixas, investir em baladas, chamar o Johnny Marr de volta e fazê-lo largar as bandas fracas em que ele se encontra (The Cribs e Moudest Mouse) e chamar de volta o Steve Lillywhite, produtor dos seus melhores álbuns. Ou então, mais fácil, dê a ele mais umas férias de 7 anos.
Apesar de serem pouco conhecidos (a maior comunidade do Orkut tem 38 pessoas, até o fechamento desta matéria), esses australianos, que atualmente residem em Londres, já estão lançando seu segundo cd e balançando o mundo da música, como fizeram na turnê conjunta com ninguém menos que The Killers em 2007 e Placebo em 2006 nos EUA. A banda joga em seu myspace o download gratuito de “Into The Chaos” e já pôs na grande rede o vídeo de “Cities Burning Down” para a divulgação de Radio Wars, álbum da vez do especial resenhas do blog.
O álbum começa triunfante com “Treasure Hunt”. Pesada, tem como maior destaque as linhas vocais de Juanita Stein. Sem dúvida, uma das melhores cantoras de rock atualmente e mostra o poder feminino bem ao estilo Garbage e Pretenders. Já o single “Cities Burning Down” não soa como um single. A faixa tem um apelo fraco e somente um refrão bom. E esse é sem dúvida um dos maiores problemas desse cd. “It Ain’t You” me faz pensar que Juanita seria mais feliz em uma carreira solo. Na bela “Nightingale”, com base nos teclados e um riff colante tocado até a exaustão, soa um tanto superficial. Os detalhes da guitarra e teclado, junto com as palmas que seguem na música, chegam a ofuscar os vocais, o maior erro que a banda poderia cometer.
Para “Let’s Be Kids”, foi escolhido um formato semelhante a música anterior. O que salva esse cd é o apelo pop que ele tem embutido em seu som focado em Garbage e Radiohead. Em “Ms. Bell’s Song” a banda se mostra numa faceta mais folk, com violão e batida bem ao estilo. A faixa é encerrada como o épico tema “Radio Wars”, que está escondido no fim de “Ms. Bell’s Song”. Para “Golden Web” foi escolhida uma roupagem mais eletrônica. Apesar dessa diretriz ser um tanto passada, o refrão dessa música é excelente, de um jeito que cola fácil. A voz de Juanita se junta com uma guitarra e, escute bem, um assobio simples que acompanha nesses versos. Na pop “Into The Chaos” você escuta novamente o apelo pop que puxa o álbum. Sem muitas novidades. A fraca e repetitiva “Digital Hearts” e a total dor-de-corno porém bela “How Long” encerram o álbum de maneira merecedora.
O álbum é dotado de altos e baixos, com mais momentos baixos do que altos, e tem um apelo pop fervoroso e uma cantora maravilhosa entoando essas canções, mas os criadores de músicas como Low Happining sabem fazer seu trabalho melhor do que demostrado nesse mediano Radio Wars. Na minha sincera opinião, Juanita Stein seria muito mais feliz numa carreira solo.
Bem, se você entrava aqui usando www.rockinpress.vai.la, desista. Não sei o que ocorreu com esse site e não funciona mais, infelizmente. Isso ocorreu sem avisar a ninguém, então a partir de agora, você vai entrar no site usando www.rockinpress.wordpress.com, dependendo da adesão de vocês, estaremos migrando para .com ou .com.br.
Mick Harvey, fundador da banda Bad Seeds, que acompanha Nick Cave, deixou a banda. O músico vai se dedicar a “novas oportunidades”. Ele era, junto com o Nick Cave, um dos fundadores da banda. O músico multi-instrumentista tinha 25 anos com a banda e lançou seu último trabalho ano passado, o elogiadíssimo Dig, Lazarus, Dig!!! .
Felipe Barba também deixou sua banda. O Ex-guitarrista do Ecos Falsos anunciou sua nova pretenção: Um super trio indie previamente chamado de Bigode. A banda ainda conta com o Guga (baterista do Zeferina Bomba) Thiago (ex-baixista do Ecos Falsos e agora guitarrista), Ricardo Daros (irmão de Felipe no trompete) e Augusto Melo no baixo. A previsão é gravar um ep e disponibilizar no myspace.
Rapidinha:
- Quem vai abrir a turnê de volta do No Doubt será o Paramore. É para expulsar os fãs?
O vocalista Alex Kapranos, classifica o novo album de sua banda como “sair para uma balada, ficar muito doido, acordar ao lado de um total desconhecido e ir embora assistindo ao nascer do sol”. Verdade seja dita, é bem o clima do terceiro disco do Franz Ferdinand, que acaba de sair na internet e será lançado no próximo dia 27.
O album Tonight é mesmo para ser ouvido durante a preparação para a balada. O primeiro single “oficial” (digo assim entre aspas por conta do lançamento de “Lucid Dreams” no segundo semestre do ano passado) foi “Ulysses”, que é uma música que flerta com o tédio e a vontade de fazer alguma coisa. Excelente escolha para abrir o disco e a nova fase da banda, que definitivamente abraçou a disco music e seus grooves dançantes. Toda banda de indie rock tenta valorizar as linhas swingadas da Motown, mas o Franz Ferdinand é das poucas que conseguem sucesso no mix das guitarras de rock com o funk norte-americano dos anos 70.
A segunda faixa já era conhecida pelos fãs, mas recebeu uma roupagem beeem diferente da original. Os sintetizadores e baixo distorcido da introdução de “Turn it On”, acabaram sendo substituídos por uma riff de guitarra bem animada e com a pegada clássica que consagrou o Franz Ferdinand. Fácil incluir a música num top 5 dos caras. É a minha favorita até o momento.
A influência do quarteto de Liverpool é explícita na divertida faixa “Send Him Away”. O que reforça a minha tese de que os Beatles são melhores como influenciadores do que como banda. Eles servem para despertar a “criatividade” de outros artistas, mas não vamos discutir sobre isto aqui. Já “Twilight Owens” usa de efeitos diferentes e indica que o Franz Ferdinand não se prende em um padrão definido de composição. Bem interessante o resultado. “Bite Hard” é outra das velhas conhecidas dos fãs e após conferir um vídeo ao vivo da música, aposto que será um sucesso nos shows. A música “What She Came For” é a minha segunda favorita. Insinuante, soa como um começo de filme de espionagem pastelão.
A já conhecida “Lucid Dreams” ganhou uma versão de quase oito minutos. Uma grande e completa viagem da banda, que acabou deixando a faixa muito melhor do que a versão original. Música para bater de frente com os eletro-rocks atuais de gente como Daft Punk e Hot Chip.
De resto, acaba sendo uma excelente surpresa e como o esperado, um dos discos a serem superados em 2009. Tarefa que Muse, Placebo, U2 e Arctic Monkeys irão tentar conseguir. Sou suspeito para falar, mas não é algo impossível para algumas das bandas citadas… é esperar e descobrir.