+ Passion Pit disse em entrevista a revista NME, durante sua participação no V Festival, que a banda já está preparando o próximo álbum. De acordo com Michael Angelakos, vocalista da banda, o álbum que sucederá o fantástico debut Manners está com uma sonoridade muito bonita e deve sair provavelmente na primavera americana do ano que vem. A banda que se apresenta no Planeta Terra, aqui no Brasil ainda esse ano, disse ainda que deverá lançar o álbum em várias edições.
+ Tom Meighan, vocalista do Kasabian, anunciou esta semana que a banda entrará em um hiatus prolongado, após o show realizado no V Festival. De acordo com Meighan, o motivos foram as grandes turnês e o trabalho constante e exaustivo que estavam tendo, mas deixou bem claro que a banda está longe da separação, que são muito unidos e que em breve voltaram a tocar juntos. Tom disse ainda que irá investir em projetos pessoais relacionados a música, disse ele que provavelmente fará documentários para TV.
+ O disco do músico Philip Selway, baterista do Radiohead, está com o seu primeiro álbum Familial disponível para stream pelo site da NPR Music, o álbum é incrível e tem uma sonoridade muito envolvente, vale apena dar uma conferida.
+ O Duo Beach House, uma das grandes revelações da música este ano, não para de trabalhar e já estão com coisa nova para mostrar. A dupla divulgou sua mais nova música durante o EP do iTunes Sessions, que aliás está incrível. A música chama-se “White Moon” e está mais agitadinha do que o de costume do Beach House, digo que até mais interessante. Beach House – White Moon (Itunes Session)
Minha mãe é cheia das histórias. Uma delas é da primeira vez que ela ouviu Raúl Seixas e do que ela sentiu quando presenciou algo tão fora da caixa. Outra história é de quando ela foi ao primeiro show do Zé Ramalho em São Paulo, e só tinham 10 pessoas no público.
Hoje eu acho que entendo. Ao assistir o show da banda Rafael Castro e os Monumentais não dá pra não sentir que você está na presença de uma algo incomum.
Rafael Castro e os Monumentais
A falta de normalidade já começa pelo local. O Serralheria é tipo o quintal daquela família festeira do interior que todo mundo conhece. Mesas grandes, bancos com algumas almofadas e não podemos nos esquecer, é claro, dos insetos. Note to everybody: não usar perfume quando for lá. Nem decote.
Começamos a noite com o Sambarbudo Project formado pelo fofíssissimo Marcos Lauro e seu comparsa Pedro Henrique (www.sambarbudo.com.br) com um set list sensacional incluindo Cidadão Instigado, Otto e Arctic Monkeys.
Marcos Lauro (fofo) e Pedro Henrique - Sambarbudo Project
Depois tomam o palco Eles. Rafael Castro. Os Monumentais. Talento que me faz perguntar o que está rolando por debaixo dos Lençóis Paulista. Com seu blaser marrom, seu chapéu e sua voz grave, Rafael encanta com melodias e poesias absolutamente sensacionais.
Com influências claras de Raúl Seixas e do rock nacional dos anos 70, músicas como “Amor, amor, amor”, “Apagada Luz”, “Foi porque bebi” e minha favorita “Enquanto não me Notares” mostram toda a canastrice, breguice e sem vergonhice que permeia o repertório da banda.
Rafael Castro
E enquanto eu estava absolutamente seduzida pela segunda vez, (sim, essa foi a segunda vez q eu fui ver o show deles, pra vocês terem uma idéia) me veio um sentimento de revolta, pensar que as pessoas preferem ficar em casa vendo aqueles programas bosta de domingo em vez de conhecer algo diferente, prestigiar um talento. E contei as pessoas ao meu redor… eramos 10.
P.S.: Acho importante salientar, como advogada que quase sou, que os atos descritos na música “Vou te encher de Birinight” são tipificados como crimes.
Pois é, o The Swell Season irá se separar. A banda que vem ao Brasil essa semana para dois shows (27/08 no HSBC Brasil, São Paulo, e 28/08 no Vivo Rio, no Rio) tem tido uma semana turbulenta, e esses shows em nossas terras poderão não ter mais volta.
No início da semana, num show na Califórnia, a música da banda subiu a cabeça de um homem chamado Michael Edward Pickels, que saltou de cima do telhado do palco e, num mergulho acrobático, teve seu fim num encontro traumatizante ao chão do palco, ao lado do violinista. Os espectadores pensaram ser um membro do espetáculo, até vê-lo despencar de uma altura inacreditável. A música que tocava era a maravilhosa “When Your Mind’s Made Up” (vídeo antes do ocorrido) e esse vídeo mostra como foi o acidente.
Me dá arrepio essa música e na verdade, se eu fosse da banda, jamais tocaria essa canção novamente. Me recuso a mostra um vídeo que tem o jovem a pular, me deixa muito nervoso. Polêmicas a parte, sorte de quem tem a chance de nos deixar sob uma maravilhosa canção, que define muito bem o sentimento dele antes de te-lo dado fim: “Quando sua mente está decidida; Não tem porque tentar pará-la”. Leia a letra e tradução completa aqui.
A banda também anunciou que deverá entrar em um breve hiato, pois o vocalista Glen Hansard deverá voltar aos cds e turnês com sua banda original, o The Frames e a pianista Markéta Irglová deverá lançar seu trabalho solo. Segundo eles, será apenas um breve intervalo. Abaixo segue a canção inédita de Markéta, “Crossroads”:
P.S. Não estou aqui para falar de ser contra ou a favor de suicídio. Favor, antes de qualquer discussão, entenda o que digo.
Nesse sábado agora,28 de agosto, vai rolar uma iniciativa bem legal do SWU (aquele festival em Itu que vai trazer uma bandas bem bacanudas num formato sonhado por todos a uns anos).
Faz assim: Desliga tudo na sua casa e decore – ou imprima – a letra daquela música que você cantarolava por aí na sua infãncia/adolescencia. Saia linda(o), alegre e festiva(o) em direção à platéia externa do Auditório do Ibirapuera (ao lado do obelisco) e às 17hs, celebre sua atitude fazendo e cantando música com o alto-astral e a vontade de fazer o dia ser mais divertido.
A canção escolhida, por meio de votação no portal do SWU, foi “Minha Alma”, d’O Rappa. Sim, aquela que representa bem seu sentimento quantos aos dias cinzas que afetam a vida de todo o brasileiro. Mas corra, pois os 500 primeiros levam uma camiseta exclusiva do festival. Pode levar violão, chocalho, panela, mãe, sogra, sua voz e 1 Kg de alimento não perecível, pois a ONG Prato Cheio estará recolhendo doações no local.
O RockinPress terá dois representantes no Flashmob, a Vírginia Serra e o Fábio Navarro. Tire uma foto com eles (eles também levarão câmera), mande para contato@rockinpress.com.br e nós publicaremos aqui, junto com a cobertura do evento!
Para ajudar você, abaixo vai o vídeo da música e a cifra/letra completa:
Meus emails são mágicas portas para surpresas sem tamanho. Essa semana abri desconfiado um de um cara com nome de jogador de futebol inglês, escrevendo em um português onde a troca e falta de artigo, plural e conjugação verbal, deixavam claro serem vindas de um gringo ou de um spam maluco que assola a caixa de email de qualquer um desse mundo.
Depois de decodificar a mensagem e clicar no link no final do email, descobri acordes suaves de violão misturados a uma sensível e marcante voz, me dando boas vindas através do elaborado folk feito pelo irlandês Owensie. A história dele é surpreendente: Owensie morou no Brasil a anos atrás e era vocalista de uma banda de punk/post-punk chamada Puget Sound (que eu não consegui encontrar nada sobre), onde fez turnê por todo o território brasileiro em 2001 e 2004, tocando desde Floripa, Goiania, Curitiba, Porto Alegre, São Paulo e até em João Pessoa.
Agora ele pegou o violão e prepara seu primeiro álbum, a ser lançado de forma totalmente independente, em janeiro de 2011. As demos do projeto, disponíveis para download gratuito no site Bandcamp, são exemplos de música bonita, sentimental, que em vários momentos me lembram o City and Colour. Para o disco, Owensie promete usar violinos, percussão e arranjos mais complexos em sua melodia, já deixando a curiosidade crescer para o ano que vem. Legal que tem até música com nome em português: “Ronda”.
Por fim, uma turnê por essas terras é armada para um futuro próximo, e essas simples e singelas palavras que coloco aqui sobre Owensie, são os primeiros passos para a difusão de seus acordes pelo Brasil. Realmente aconselho a ouvir, baixar e divulgar o som desse cara, pois só a história já vale a oportunidade e a música vale o dia.