O Festival Maquinaria confirma seu peso e coloca para o dia 7 de novembro, além de Faith No More, Jane’s Addiction e Deftones, o Sepultura e Angra para dentro da Chácara do Jockey. Já no dia seguinte, quem sobe ao palco é Duff Mckagan’s Loaded, projeto paralelo do ex-baxista do Guns n’ Roses e atualmente no Velvet Revolver, e o anteriormente confirmado, Evanescence.
Rapidinhas:
- Nick Cave anunciou que seu projeto paralelo, o Grinderman, já tem o segundo álbum pronto e que provavelmente a bolacha sairá no ano que vem.
- Já o Weezer anunciou o nome de seu próximo álbum: Raditude saíra dia 27 de outubro. A capa será essa, e convenhamos, melhor capa do ano.
- Pulando a briga ridícula de Courtney Love + Ex’s-Nivana + Activision, no mesmo link você fica sabendo o tracklist da reedição de Bleach, primeiro álbum do Nirvana, em 89. O lançamento será no dia 2 de novembro e contará com um segundo cd contendo o show Live at Pine Street Theatre.
- O Jumbo Elektro fez no fatídico 11 de setembro o ‘lançamento mundial’ do sugestivo álbum Terrorist!?? The Last Album… A bolacha está para download em diversas formas e formatos aqui. Aproveite e compre o álbum, pois a bolacha é de primeira linha.
Essa cafoníssima capa ilustra o novo álbum do Morrissey.
A bolacha se chama Swords, e é uma coletânea de b-sides da carreira solo do cantor, que como todos sabem, ficou conhecido como vocalista do The Smiths, nos anos 80.
A bolacha tem 18 faixas, e será lançada nos formatos físico e vinil duplo. A data de lançamento aponta para o dia 26 de outubro, vulgo meu aniversário e data de lançamento do Cosmic Egg, novo álbum do Wolfmother, mas isso não tem nada haver com o Morrissey. E se forem me dar de presente, prefiro o Wolfmother, tá?
A coletânea só engloba faixas dos últimos três álbuns do cantor e as primeiras cópias da versão vinil virá com um cd extra contendo 8 músicas de uma apresentação do Morrisseyem Varsóvia, Polônia, em 2008.
O tracklist completo de Swords é:
“Good Looking Man About Town”
“Don’t Make Fun of Daddy’s Voice”
“If You Don’t Like Me, Don’t Look at Me”
“Ganglord”
“My Dearest Love”
“The Never-Played Symphonies”
“Sweetie-Pie”
“Christian Dior”
“Shame Is the Name”
“Munich Air Disaster 1958″
“I Knew I Was Next”
“It’s Hard to Walk Tall When You’re Small”
“Teenage Dad on His Estate”
“Children in Pieces”
“Friday Mourning”
“My Life Is a Succession of People Saying Goodbye”
Ryan Adams avisou que pararia com a música. Depois lançou um single e uma banda de metal. E agora parece ter criado um selo para lançar seus singles em formatos digitais e vinis. Vai entender… Pax Am Digital Single: No. 1 é o primeiro single dessa nova empreitada, e vem com as musicas “Lost and Found” e “Go Ahead and Rain” e estão à venda no site do selo Pax Americana.
Rapidinhas:
- Eu já tinha ouvido o papo, mas agora se confirmou: O Franz Ferdinand toca numa festa fechada em São Paulo, além da apresentação no VMB – isso é o oficial. O papo que eu ouvi era que seria numa casa de 400 pessoas (Vegas? Clash? Studio SP?) e rolaria no dia 30 de setembro. Nada confirmado.
- O Klaxons lança “Sweetheart”, uma versão de Suicide, no dia 1º de outubro em vinil de 10” (só 3000 cópias) e download. A faixa faz parte de um tributo aos 70 anos de Alan Vega, do próprio Suicide. The Horrors, Bruce Springsteen, Primal Scream e Peaches já deram sua contribuição, e nos próximos meses saem as de Mogwai, Iggy Pop, Spiritualized, entre outros.
- O White Lies disponibilizou no Itunes a música “Taxidermy”, que só havia saído no single em vinil de “To Lose My Life”. Você escuta a faixa completa aqui.
- E um pedaço da música principal de Lua Nova, novo filme da série Crepúsculo, já pode ser ouvido nesse link. A música é composta pelo Death Cab For Cutie e se chama “Meet Me On The Equinox” (sou mais Montauk. Quero ver quem vai entender a piada!)
Dethklok – Dethalbum II
Matthew Good – Vancouver
Pixie Lott – Turn It Up
Mark Knopfler – Get Lucky (guitarras que falam)
David Gray – Draw The Line
Nelly Furtado – Mi Plan (QUEM?)
Mika – The Boy Who Knew Too Much (ouço ou não ouço?)
- Lee Ranaldo, vulgo guitarrista do Sonic Youth, fraturou o pulso em uma partida de tênis e cancelou algumas apresentações nos EUA. O músico já está de repouso e a apresentação no Festival Planeta Terra deste ano não está ameaçada.
- O Legião Urbana quase voltou. Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos esboçaram um retorno, tocando com o apoio de uma banda uruguaia em uma turnê brasileira, tendo vocalistas convidados por show. Mas parece que a gravadora vetou.
- Liam Gallagher resolveu encarar de frente e manter o Oasis, mesmo sem o principal compositor e irmão Noel Gallagher. Vamos ver no que dá…
- E no encerramento da turnê americana do The Killers, com abertura do Wolfmother, as bandas se juntaram para tocar a clássica “Don’t Let Me Be Misunderstood”, de Nina Simone, e mais conhecida pelo grupo The Animals. Veja o vídeo:
Nos últimos dias, só o que se tem comentado nas rodas indies é a primeira turnê brasileira do Beirut. Uma turnê que começou conturbada em Salvador e agora seguiu para o Rio, numa intimista apresentação em um teatro mais do que abarrotado, e repleto de pessoas de todos os tipos e gostos, idades e tamanhos, com o único objetivo de apreciar a banda que praticamente acabou de nascer para os brasileiros.
Zach Condon, vocalista e homem de frente da banda, estava visivelmente muito animado – talvez por culpa de umas bebidas a mais, como já está conhecido – e falador. O músico intercalava seu singelo português até então ‘entendível’ com um inglês corrido e muitas vezes incompreendido pelos expectadores. Os músicos que o acompanhavam, em alguns momentos, chegavam a ofuscar o jovem noivo de 23 anos, principalmente Jason, tecladista e trompetista, que assumia os vocais em gritos mais altos onde a voz cansada de toda uma apresentação e turnês que Zach faz/fez não conseguiam mais chegar. Voz que falhava, letra que errava, nada que não fosse uma grande diversão e lotado de sorrisos vindos da banda.
O set list escolhido foi um simpático apanhado pela discografia da banda, que ainda nos deixou órfãos de algumas músicas sensacionais como “East Harlem”, e um foco maior no recém lançado EP duplo, chamado March Of The Zapotec / Realpeople Holland. Claro que a tão esperada da noite, “Elephant Gun”, que é a canção que trouxe o grupo ao conhecimento do público brasileiro, foi tocada e cantada em uníssono, e outras grandes músicas foram executadas, como “Nantes”, “Postcards From Italy” e “A Sunday Smile”. Teve espaço também para a bela versão em inglês de “Brazil”, que em seu formato original é reconhecida pela voz de Gal Costa, e uma palhinha à capela de “Leãozinho”, de Caetano Veloso. Zach estava se sentindo em casa, definitivamente.
O público se esforçou para cantar as músicas, mas ainda faltou algo além das palminhas em cada introdução de música. Pouco se viu do público cantando, em alguns momentos só refrão, outras só primeiras frases das músicas. Mas em compensação houve muita animação, gritos histéricos de arrancar risadas e conversas com os músicos, por parte do público. O som foi um caso a parte. Apesar de uns momentos que a voz estava muito alta ou uma ou outra microfonia, a qualidade do som foi surpreendente, além da casa ser muito bonita e aconchegante. Pena que quem pagou mais caro ou barato para ficar em alguma posição, não ajudou em nada, o corredor ficou livre para trânsito e deu para chegar a vários locais do público e mais perto do palco com facilidade. Aliás, os bancos só serviram para ocupar espaço: Todos de pé, do início ao fim da apresentação.
Acredito que tentar resumir a beleza do show será um tanto inútil. Aquele arrepio quando se escuta os primeiros acordes de “Gulag Orkestar”, ou gritar pro Zach parar de beber foram sensacionais. A precisão que cada vez que os trompetes de Jason e Zach tocavam, sem mesmo precisar de microfone, espantava tanto quanto é real aquela voz de barítono e aquela carinha de garotinho que o senhor Condon tem. Ao final, um saldo de treze músicas, mais duas de dois bis e ainda uma a mais a pedido dos próprios músicos, plenamente satisfeitos pela grande apresentação da noite.
Entre brincadeiras de Zach, como um grito dele mesmo por ‘Toca Raul’, ou ‘cavaquinho’, essa foi uma bela e sincera apresentação, que, somada a bela recepção por parte do público, define que o lugar do Beirut é o Brasil. Povo que acolheu o som do grupo tão rápido quanto a passagem dos capítulos da mini-série Capitu, e que deve fazer a trupe de Zach Condon voltar o quanto antes as terras tupiniquins. (mais…)