Dicas: Talma & Gadelha

Dicas: Talma & Gadelha

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Quando Luíz Gadelha e Simona Talma se juntaram para formar um projeto de disseminação musical, e formar uma banda, a coisa não tinha como dar errado.

Por serem já dois nomes conhecidos na cena musical da cidade de Natal (RN), a dupla teve a idéia de montar um projeto de áudio e vídeo que priorizasse a divulgação da música independente potiguar. A idéia virou o ‘Projeto Incubadora‘ e, bancado pelo DoSol, já inaugurou os eventos com shows das bandas SeuZé e estreou o álbum ‘Matando o Amor‘ da Talma & Gadelha.

Assim como muitos álbuns geniais na música, o disco ‘Matando o Amor’ não brotou do cimento. A partir de composições cruas e feitas só na voz e no violão de Luíz e Simona, começaram a surgir as primeiras músicas. Mas foi só quando eles praticamente doaram as letras aos competentes instrumentistas Cris Botarelli, Henrique Geladeira e Emily Barreto, que tudo ganhou vida, luz e poesia.

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Talma & Gadelha – O Roqueiro e A Hippie

Com muitas melodias que remetem ao blues a lá Cazuza – grande influência da Simona Talma – e faixas que levam os fãs da fase  ‘Please Please Me‘ dos Beatles relembrarem os tempos de brilhantina e biquini de bolinha, ‘Matando O Amor’ ilustra, na simplicidade de um baixo calmo e no peso de guitarras vigorosas, o verdadeiro significado, em todos os sentidos, do amor.

Seja ele multifacetado, contando histórias e recitando versos, complexos ou incompreendidos, seja ele alegre ou até mesmo misturado ao amargor de um copo de Whisky Blue. É o sentimento refletido tanto nas boas letras (‘Se Fosse Feio’ e ‘Porque Todo Coração É Burro’) quanto no delicioso e versátil instrumental das músicas (‘Enigma’ e ‘Bons Meninos’).

Foi quase como se tivesse predestinado para dar certo: as vozes de Simona e Luíz combinam o mesmo tom, e quando acompanhadas dos vocais dos outros integrantes da banda, tudo se encaixa. E o resultado são bons riffs de guitarra ritmados a uma bateria ritmada, e ainda garantindo refrões cantaroláveis, como em  ‘Mais Uma Cereja’ e ‘O Roqueiro e A Hippie’.

A última e faixa título do disco fecha o tracklist com a sensação de que se passou por todas as fases do amor. E, é claro, a saudade bate forte logo de cara. Então escuta de novo. ‘E cola em mim…’

5 COMENTÁRIOS

  1. Não é o meu estilo de música preferido, mas não há como negar a competência dessa turma e reconhecer neles, uma parte da nova MPB (independente) que vem florescendo a alguns anos e fazendo frente criativa aos artistas jurássicos e cansativos que ainda ocupam o posto na mídia de massa.

  2. renovação. subgênero de revolução. antene-se no passado para o futuro diferente,

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