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Resenha: Oasis @ Rio de Janeiro – 07/05/09

imagem6Oasis (foto: Daigo Oliva/G1)

Eu estava lá, naquele Citibank Hall lotado, sob as luzes de câmeras da Multishow e um calor infernal. Era a noite imponente do Rock n’ Roll mundial arrancando do Rio lágrimas e gritos, palmas e socos no ar. Essa foi a noite do Oasis.

Não tem muita firulinha, “Fuckin’ in the Bushes” é só pano de fundo para eles entrarem, pegarem os seus instrumentos e enlouquecer o público com a clássica “Rock’n'Roll Star“. Apesar de o setlist ser o mesmo em todos os shows da turnê, cada música era recebida pelo público como a grande surpresa da noite, vide “Lyla“, com socos no ar a cada vez que uma sílaba do nome da música era dita.

Impressionante a imponência que a figura de Liam mostra no palco. Ele não se move muito, as vezes vai até as pontas do palco, mas o público entra em delírio quando Liam para na frente das pessoas, e simplesmente olha para elas, de uma forma fixa e profunda que enlouquecem ao som da banda. Vestindo um sobretudo preto e ocupando o meio do palco, o vocalista era simplesmente o homem que domina o público não com a voz (que no início não estava lá muito boa), mas sim com seu olhar.

The Shock Of The Lightning

Mas quem caiu na graça do público, foi Noel. Seu nome foi gritado pela plateia 3 vezes, agradeceu com o velho e conhecido ‘Obrigado, Rio de Janeiro’ e causou um delírio coletivo com o anúncio de “The Masterplan“. O homem das composições, estacionou seu equipamento no lado direito do público e ali, quase que solitário, permaneceu durante toda a apresentação, sem nenhuma troca de olhares com o irmão Liam.

O restante da banda é simplesmente impecável. Chris Sharrock, o atual baterista, mais parece uma reencarnação de Keith Moon (do The Who). Baquetas rodam, voam e o bumbo soa como se fosse feito por pedais duplos, Chris e Liam chegavam a disputar quem chamava mais atenção. Jay Darlington, ou segundo o próprio Noel, Jesus Cristo, fez sua discreta participação nos teclados sem chamar muita atenção. O mesmo pode-se dizer do baixista Andy Bell: imóvel no palco. Pelo menos, Gem Archer mostrou umas firulinhas e se empolgou em solos de algumas músicas, dando mais movimentação no lado esquerdo esquerdo do palco.

imagem5Andy Bell e Chris Sharrock (foto: Daigo Oliva/G1)

O show é baseado na força das músicas e na iluminação. Além de 3 cortinas atrás dos músicos, os canhões de luz faziam toda a diferença na apresentação, sem nada muito especial, pois afinal, quem precisa de muito quando se tem poderosas músicas como o Oasis? O Som estava ótimo, apenas em 2 momentos uma microfonia estranha, provavelmente vinda da guitarra de Gem, atrapalhou o som. A Multishow fez a sua parte, sem atrapalhar o show.

Engraçado ver na fila pessoas com camisa dos times de coração dos integrantes, bandeiras de vários países e estados, e total estado civilizado. E fila de show lotado, vai parar lá na rua, depois do estacionamento do shopping que o Citibank Hall fica localizado. Os fãs de Oasis são mais simples que seus ídolos. Acho que pela primeira vez, eu vi palmas acompanhando a banda no ritmo certo. O público estava ligado. Pedidos incessantes de “Live Forever” chegaram o palco, infelizmente sem resposta, o que fez o povo cantar a música no fim da apresentação, tentando chamá-los de volta. Nada feito.

I Am The Walrus (Beatles Cover)

Delírio total em “Morning Glory” (Liam: ‘Get up!’), “The Importance of Being Idle” (com palminhas ritmadas) e “Champagne Supernova” (com uma interpretação impressionante de Liam). Choro e comoção em “Wonderwall” (A mais cantada), “Supersonic” e na versão acústica de “Don’t Look Back in Anger” (refrões a cargo do público oníssono). A surpresa ficou pela apatia na recepção do último single da banda, a excelente “Falling Down“. Parece que o Dig Out Your Soul ainda está sendo digerido pelos brasileiros. De restante, a plateia ficou um pouco apática, talvez pela falta de conhecimento das músicas ou mesmo pelo jeitinho carioca.

É muito interessante como o Oasis funciona. Eles entram lá, tocam o script, todos saem sorrindo e o show é sucesso total. É uma fórmula que vem sendo repetida nessa turnê, que vai ser repetida nos outros 3 shows e todos vão adorar. No fim das contas é melhor ir, ver o quanto é foda o show e dizer para todos que no Rio o Liam pegou a bandeira brasileira e se vestiu com ela. Nem tudo é previsível, é tudo Oasis.

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Todos os vídeos desse post foram retirados daqui. Esse site estará mostrando e disponibilizando para download toda a apresentação.

Especial: Just A Fest

Um verdadeiro esquema foi montado pelo blog para fazer a cobertura do novíssimo festival Just a Fest, que fez Rio e São Paulo balançarem nesses últimos 20 e 22 de março ao som de Los Hermanos, Kraftwerk e Radiohead. Confira agora o que a melhor cobertura da internet pode te oferecer:

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Os Shows:

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“O Brasil certamente entrou no ranking de shows mais inesquecíveis da carreira consagrada do Radiohead. (…) Os vovôs do Kraftwerk pareciam mais animados que no Rio de Janeiro e fizeram todo mundo dançar ao som de “The Man Machine” e seus espetáculos de luzes, imagens e tecnologia. Para quem não conhecia, uma grata surpresa. Mesmo! (…)”

Leia tudo aqui.

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O Festival:

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“O que nós presenciamos nesse final de semana foi, sem dúvida, algo acima da expectativa. Foram 54 mil pessoas em duas cidades berrando suas emoções, escorrendo suas lágrimas e o seu suor. E ninguém melhor que uma pessoa que foi nos dois shows para fazer uma avaliação técnica da primeira edição deste que promete ser um novo festival anual. (…)”

Leia tudo aqui.

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A Aventura:

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“(…) esse final de semana superou tudo. A minha maior peripércia foi ir no Just a Fest. No Rio e em São Paulo. Bem, para começo de história, no domingo antes do show do Rio eu nem ia mais. Não tinha ingressos, afogado em dívidas e sem sorte, por enquanto. Numa virada de mesa surpreendente (?) consegui convencer nosso querido colaborador Decotignies a comprar o passaporte para o paraí… não, pro Just a Fest!(…)”

Leia tudo aqui.

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Los Hermanos e Krafwerk:

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“Eu não sei o que o DJ estava na cabeça quando sua discotecagem antecedia os shows, mas eu não aguentava mais ouvir aquelas músicas bizarras e gostaria de ter o prazer de ver o primeiro show do Los Hermanos na minha vida. (…) Já isso eu não digo do Krafwerk. O futuro deles é o mesmo do passado. O que não quer dizer que cansa. É simplesmente surpreendente.(…)”

Leia tudo aqui.

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Radiohead:

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“A noite era doce. Avisos no minúsculo telão davam conta de ‘pedidos’ do Radiohead contra mosh e flashes, palavras em inglês não? O que mais aguardamos assistir, ver e sentir a não ser as feições ‘weird’ de Thom Yorke, um ‘Nós somos Radiohead’ em sonoro português e as primeiras batidas de “15 Steps”? Assim começava o primeiro, e tão esperado show do Radiohead no Brasil.(…)”

Leia tudo aqui.

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Agradecimentos:

A toda a equipe Rock in Press que participou e ajudou no evento, Bazar Cairo, Excursão de Minas Gerais para o show em São Paulo, Caio da banda Jennifer Lo-Fi, Clara, Gabi, o Cambista, Muse Brasil, Vinicius, Bia e Sami, e todos que leram e participaram de alguma forma dessa loucura divertida recheada de sonhos.

Just a Fest: Radiohead

A noite era doce no Rio de Janeiro. Avisos no minúsculo telão davam conta de ‘pedidos’ do Radiohead contra mosh e flashes, palavras em inglês não? O que mais aguardamos assistir, ver e sentir a não ser as feições ‘weird’ de Thom Yorke, um ‘nós somos Radiohead’ em sonoro português e as primeiras batidas de “15 Steps”? Assim começava o primeiro, e tão esperado show do Radiohead no Brasil.

Um desfile único de músicas inovadoras tocadas pelos seus próprios criadores no meio de uma multidão de apaixonados pelo som delirante do Radiohead no Rio de Janeiro. Pérolas como “There There” e “Idioteque”, fizeram o público tremer e cantar a plenos pulmões cada verso da música. Aquele palco jamais foi tão bem aproveitado como no primeiro show da banda em nossas terras. Quem não ficou em êxtase ao ver o brilho de “The National Anthen” ou “The Gloaming”?

O público foi um caso a parte. Apesar de eu achar que estava um tanto fraco, parece ter agradado fácil Colin Greenwood, que não parava de pular com seu baixo em punho. O set-list foi muito bem dividido, arrisco dizer que até melhor que o de São Paulo, trazendo “Air Bag”, “Street Spirit (Fade Out)” e “Just”, verdadeiros hinos da banda. Ainda, claro, teve o feito já corriqueiro dessa turnê, que foi a execução de todas as músicas do In Raibowns, último álbum do grupo. Dou destaque para “Nude” e a iluminação dos cilindros, “Faust Arp” e o duo Thom e Johnny, “All I Need” com as palmas do público terminando a música junto com Thom e a guitarra, e “Bodysnatcher”, que me fez parar na frente do palco, DANÇANDO!

Não dá para esquecer o coro emocionado de “Karma Police” – e o público acompanhando junto o fim da música – a emoção de ouvir “No Surprises”, a loucura de poder gritar em “Paranoid Android”, ver Thom errar a letra de “Everything in it Right Place” e terminar, de maneira esplêndida, com o clássico “Creep”, que é simplesmente uma música imortal.

São duas horas e vinte minutos de show. Foram 25 músicas. Acabou por volta das 01:00 e alguma coisa da madrugada, quando eu já não me importava se eu ainda estava vivo, mas ainda dava tempo de ir para São Paulo e ouvir isso tudo de novo… E eu fui…

Depois de mais ou menos uma hora escutando reggae e vendo os últimos preparativos sendo feitos no palco, as pernas já dormentes, o show do Radiohead, no Festival Just a Fest em São Paulo, finalmente começa, por volta das 22h da noite do último domingo. Começando novamente com “15 Step”, o público gritou em êxtase, quase que soando um “finalmente”, depois de anos de espera por aquele momento. Com um “Boa Noite” do Thom, a banda seguiu com “There There” – foi aí que os malditos telões deram defeito – e depois com “The National Anthem”, onde nesta entrou trechos de algumas rádios locais da cidade, causando estranhamento em algumas pessoas ali presentes.

Também tiveram músicas de álbuns mais antigos, como “Karma Police” e “Paranoid Android”, o público cantou em coro forte junto com a banda. No fim desta última música, os fãs puxaram o trecho ” Rain down, rain down/Come on rain/down on me/From a great high/From a great high…high..”, enquanto Thom Yorke vinha com a última estrofe da canção, fazendo um back vocal perfeito. Foi lindo. Ainda mais quando veio na sequência “Fake Plastic Trees”, deixando todo mundo louco de emoção. O primeiro bis foi, sem dúvida, um dos melhores momentos do show.

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Just a Fest: Los Hermanos e Kraftwerk

Eu não sei o que o DJ estava na cabeça quando sua discotecagem antecedia os shows, mas eu não aguentava mais ouvir aquelas músicas bizarras e gostaria de ter o prazer de ver o primeiro show do Los Hermanos na minha vida. É, acabou que foram os dois primeiros…

Para mim, essa apresentação hermana representou uma única coisa: Decepcionante. Não senti a força que a banda está acostumada a passar, ainda mais em sua terra, o Rio. Já em São Paulo, o quarteto parecia mais animado e feliz, usando brincadeiras que a banda fazia em suas músicas e não utilizaram na tímida apresentação carioca.

Mas vamos lá, vai me dizer que não foi bonito começar com a banda toda, incluindo os músicos de apoio, na música de encerramento de tudo, “Todo o Carnaval Tem Seu Fim”? Vai me dizer que não foi ótimo ouvir os clássicos “Último Romance”, “Além do que se vê”, “O Vento” e todas aquelas músicas que todos já haviam ouvido ao vivo e só eu que não? É, foi, mas eu, que esperava derramar 5 litros de lágrimas, sai de lá mordido com a fraca apresentação no Rio e um tanto irritado com a força que a banda se mostrou na frente das câmeras da Multishow, em São Paulo. Mas vá lá…

O público cativo estava lá, marcando presença e fazendo seu barulho. Cantando, dançando e chorando. A menina Gabi, já citada num post mais em baixo, já entrou na Chácara do Jóckey chorando de emoção. Outra pessoa citada, a uruguaia Clara, também gostou muito do som dos Hermanos, e com isso cativando mais os fãs da refinada banda (?). Agora, o que teremos deles daqui para frente é que é o grande mistério da humanidade…

Já isso eu não digo do Krafwerk. O futuro deles é o mesmo do passado. Se vocês gostaram do show, procurem o DVD Minimun Maximum, de 2004, do quarteto alemão. É exatamente o que você assistiu no Rio e em São Paulo, as mesma imagens, as mesmas montagens, as mesmas músicas e tudo. O que não quer dizer que cansa. É simplesmente surpreendente.

Os pais do eletrônico não estão de pé até hoje por acaso. Esse show é um apanhado de músicas e álbuns que já batem seus 30 e muitos anos, mostrando a nata do grupo. Kraftwerk é, como nosso amigo Decotignies definiu, “Uma droga viciante”. Sim, vicia. Acredita que eu lembrei mais do show do Kraftwerk e das músicas do que do Radiohead? Tem como não sair de lá com a letra de “The Man-Machine” na cabeça? ‘Man Machine/ Semi-Human / Begin/ Man/ Machine Machine Machine Machine Machine Machine Machine Maaaaachine / MACHINE’. Aquela batida de “Tour de France”, A voz abafada de “Aero Dinamik” e a não-letra, cantada muda (?) de “Computer World”, onde um efeito faz um som que lembra as palavras, mas você só sabe que é aquilo lendo a gigante letra mostrada no telão.

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Just a Fest: O Festival

O que nós presenciamos neste último final de semana foi, sem dúvida, algo acima da expectativa. Foram 54 mil pessoas em duas cidades berrando suas emoções, escorrendo suas lágrimas e o seu suor. E ninguém melhor que uma pessoa que foi nos dois shows para fazer uma avaliação técnica da primeira edição deste que promete ser um novo festival anual.

A primeira coisa que me vem a cabeça foi, com certeza, a qualidade do som apresentado no Festival. Sem dúvida, de um nível muito maior que o de outros festivais brasileiros. Todos os instrumentos estavam ali, totalmente audíveis a qualquer distância. Mas também não foi perfeito. No Rio, o som dos Hermanos estava muito baixo, com a caixa abafada, além do microfone de Camelo falhar na primeira música da banda. Ainda houve pequenas microfonias e eu ouvi algumas pessoas dizerem que a voz de Thom estaria baixa… mas nesse caso eu acredito que o público era que estava cantando alto de mais…

Eu não entendi o porque das luzes da Apoteose terem sido acendidas antes do fim da apresentação do Kraftwerk. Também me aborreci quando, num local sem elevação no terreno e com 30 mil pessoas, como foi em São Paulo, ter o telão, durante o show da banda mais importante do evento, desligado por falha técnica em metade do show. No Rio, o telão da esquerda estava falhando as cores durante o show do Kraftwerk. E por último nessa questão do telão, não entendi porque de telões tão pequenos, com o tamanho do público e o apelo visual das atrações internacionais. Esses telões externos auxiliam, e muito, quem está mais longe. E ainda me assusta o fato de que eles eram menores que, por exemplo, o telão do Canecão.

Os banheiros no Rio estiveram em um momento superlotados, e numa condição meio complicada (vazos entupidos), mas a fila não demorava muito a andar e logo chegava sua vez. Já em São Paulo, o banheiro ficava um pouco longe do palco, mas em grande número. Um detalhe que não me esqueço, é quem em São Paulo, a fila dos homens estava enorme e nem tinha fila nas mulheres, daí alguns homens (+ ou – homens…) foram no banheiro das mulheres… E Deus, que preços foram aqueles? Água = 3, Cerveja = 4 e Refri = 5???

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