O Rancore e o R.Sigma são bandas irmãs. Ambas sobem ao palco concentradas e sentindo a música correr por entre seus dedos, condensando a força e transformando-a em sentimento. Nesta quarta, o representante carioca e a representante paulista, se apresentaram no Espaço Sérgio Porto com a missão de passar a sua mensagem da maneira mais clara possível, deixando o público flutuar sobre as palavras e sentir a música pulsar.
A noite vinha com o nome do Rancore, pois era o lançamento oficial de Seiva, terceiro álbum de inéditas da banda, lançado recentemente pela Deck. Por isso, a banda resolveu desfilar o álbum na integra e em sua ordem original, encerrando a apresentação com 3 faixas de Liberta, álbum anterior. Teco já segura o microfone sorrindo, seguro de que bons momentos se esticarão durante o tempo que os amplificadores estiverem ligados.
O show empolga. Passa uma sensação bonita e uma eterna vontade de gritar, pular no palco e cantar junto com a banda. Todos os músicos dominam com maestria as músicas e seus arranjos, tornando uma banda bastante segura e inteligente, procurando sempre fugir da mesmice dos arranjos pops e transformando-os em novidades. Metade do Seiva poderia ser de singles. A outra metade nunca será compreendida por quem só escuta música como hobby, sem saber o que é sentimento.
Apesar dos arranjos serem executados da maneira exata como consta no álbum, algumas músicas se destacam, como “Transa” e outras perdem força como “Mulher” e principalmente “5:20”, que não combina com o clima e começa de maneira arrastada, estranhando o público. Alias, os fãs presentes não parecem ter ouvido o Seiva o bastante e permaneceram tímidos durante o show, inclusive na porrada “Escravo Espiritual”, Já nas faixas de Liberta a roda de pogo e os coros do público acabaram empolgando ainda mais o Teco, mantendo seu sorriso até o fim da última música.
Logo em seguida, o R.Sigma toma seu lugar. Todos estão com calças cortadas como shorts, sem camisa e com uma marca de mão vermelha no peito, na altura do coração. Esta marca só é feita pela vocalista Castello-Branco, que entra em palco só após o início do show, totalmente pilhado e com sua mão esquerda ainda suja de tinta, passando um pouco da cor vermelha para a bermuda desbotada. É como um ritual, uma passagem de sentimento ou uma forma de tocar um ao outro. Faz sentido com o que vemos no palco.
A banda é inquieta. Não deixa um arranjo antigo em versão normal, trabalhando nele cada vez mais e fazendo uma lapidação cada vez maior, trocando os ritmos, os solos e as passagens. Uma eterna renovação do mesmo repertório, que aos poucos vai dando espaço para canções além das presentes no álbum Reflita-Se e no EP Borboletas. Uma primeira amostra do novo trabalho entrou no repertório do show e mostrou já o interesse da banda em trabalhar em novas texturas de guitarra com repetidores sonoros. Interessante.
O show, além de ter sido aberto pelo Rancore, também foi o que arrastou mais público. A união dentro da banda surpreende, decidindo cada acorde, passagem ou jam com apenas olhares e intuição. A certa altura do show, Castello-Branco já participava do arranjo de bateria, desistindo quando conseguiu quebrar uma baqueta tocando chimbal. O público ainda ficou pedindo “Furacão”, último single da banda, mas não deu tempo, o horário já pedia o fim da apresentação.
Uma noite para gritar e presenciar. O peso e a velocidade, os não rótulos e força, não impedem o sentimento de imperar dentro de um mesmo recinto, de uma mesma música, ou em algumas palavras. Foi bem bonito.
Eu estava conversando com o Titi (@TomateMaravilha) e o Felipe Puperi (guitarra e voz do Wannabe Jalva) e chegamos a uma conclusão: público é foda. Noite agradável de quinta-feira. Temperatura amena, sem transito no caminho e com promessa de um evento lindo. No lineup, bandas que por si só já dizem muita coisa na cena atual. No público, bandas, produtores, imprensa e amigos. Estava ali quem realmente se interessava por uma cena mais intensa, fervorosa e sabe o sentimento e realização de ver uma casa cheia de pessoas para ver bandas indies.
Os fãs é que faltaram dar as caras. Os que querem conhecer novos sons – que era a proposta do evento – não compareceram. Foram poucos gatos pingados dispostos a ver as disparidades da cena independentes, os improvisos e a magia de subir no palco e tocar com uma boa iluminação, um som com qualidade e, quem sabe, um público insandecido. O Dorgas, atração de abertura, parece não ter entendido o clima do lugar e tocou suas músicas enquanto lutava com problemas técnicos. A banda parecia murcha e encerrou seu show quando a fonte da guitarra de Gabriel Guerra quebrou, terminando com o ânimo dos outros músicos. As novas músicas começam e tomar, de vez, conta dos shows.
Já o Wannabe Jalva estava cheio de energia, simpático e atencioso. Só faltou ter baterista, pois Fernando Paulista teve problemas pessoais e voltou correndo para sua cidade natal. O músico ainda tentou embarcar e pegar o show da noite, o que acabou não acontencendo, sepultando o primeiro show da Wannabe Jalva em terras cariocas. Poderiam ter voltado para casa mais cedo, mas a banda preferiu ficar na cidade e acompanhar o evento, como todo bom músico deveria fazer.
Com a falta, quem subiu ao palco na sequencia do Dorgas foi o Eskimo, trazendo meia tonelada de equipamentos, praticamente. Violões, guitarras, cavaco, inúmeros pedais e teclas, acabaram por dificultar a vida do técnico de som e trazer muita microfonia aos ouvidos. Patrick Laplan colocou seu baixo no talo e por vezes tapou o volume vocal e da bateria. As músicas são algo quase pagode e perto do metal, sem muito poder definir o ponto determinante com um simples rótulo. Os arranjos são a cereja de um bolo sonoro doce, como o vocal de Cauê Nardi, mas com recheio surpresa, dependendo de onde a música irá te levar.
Sobre a última banda, posso encher a boca e dizer com gosto: O R.Sigma foi belo. Tanto quanto eles me deixaram na primeira vez que os vi ao vivo, tanto como todos os shows da banda. É incrível o sentimento real que cada acorde torto das guitarras passa, cada movimento quase coreografado do vocalista Castello-Branco consegue exprimir de ser corpo; cada improviso que a banda insere em suas músicas. Tudo é muito interessante, acompanhado por um tímido coro que, ao diminuir a música, torna-se mais fácil de entender.
Castello-Branco canta como se recitasse um mantra ao mesmo tempo que estivesse possuído pelo espírito da música, sem se intimidar nas improvisações inesperadas que a banda consegue criar. Interessante como olhares e sentimento momentâneo decidem a duração dos solos e consequentemente das músicas, fazendo com que cada show seja algo único, confirmando o porque da promoção do evento em dar entrada vip para quem não conhecer o som da R.Sigma. Eu não estou enchendo a boca para falar isso porque eles são os donos do evento. Estou dizendo que o que eu vi foi realmente algo sincero e verdadeiro, como o discurso sobre a cena independente que Tomás Troia (guitarra) e Castello-Branco declamaram.
Verdadeiros são aqueles que estiveram lá, acreditaram no evento e nas bandas. Deram a sua contribuição. Sei que muita gente vai dizer que estava sem dinheiro, que a mãe morreu, que tinha que trabalhar no dia seguinte ou que foi levado por um disco voador. Foda-se. O evento tem várias edições já prontas e marcadas, com bandas tão legais quanto tiveram nesta noite e tenho certeza que você não vai se arrepender de presenciar shows tão legais quanto os que eu já vi/verei no R.Sigma+1.
Dia 25 de junho, sábado pós-Corpus Christi, oito horas da noite. Clima ameno e noite agradável em Curitiba. Do lado de fora do Teatro Paiol, uma fila de vários metros premeditava o show de lançamento do álbum de estréia do Humanish, que começaria ali dentro em poucos instantes. Com a entrada franca mas restrita a convidados e, pelo visto, grandes fãs, a casa estava repleta de um clima familiar e agradável.
Ponto turístico de Curitiba e marco da vida artística da cidade, o Paiol é um teatro pequeno. Em uma sala circular em formato de anfiteatro, o público fica muito perto do palco: gera-se uma sensação de proximidade e intimidade com o artista. Por lá já passaram grandes nomes da música nacional, como Toquinho e Vinícius no show de inauguração do local. Logo na entrada, cada pessoa que chegava recebia uma raspadinha. Quem tivesse sorte poderia ganhar o recém-lançado disco físico do Humanish, walkmans com a fita do mesmo disco ou até mesmo LPs selecionados pelos integrantes da banda.
Quando a banda veio ao palco, nenhuma palavra de Oi ou qualquer coisa do tipo. Também nem precisava. A primeira nota da guitarra de Marano, um dos vocalistas, fez as honras por ele. E o show começou com tudo, pesado, denso. O som estava mal regulado no começo, mas já na segunda música ficou tudo certo. Cabelo caindo nos olhos, Allan Yokohama tocava a outra guitarra, cantava berrando e se entregava ao show. Balançava o corpo com energia e não perdia a linha de seus riffs. O show do Humanish parece muito entranhado: seus integrantes estão ali, fazendo aquilo de corpo e alma, sentindo suas músicas e as entregando de coração a quem quiser gostar delas. É genuíno. E há ainda o fato de eles estarem tocando no Paiol, o que, segundo o próprio Marano, é uma emoção e uma honra. Chega a ser encantador ver os caras ali.
Pelo lado técnico, o Humanish se configura de uma forma diferente: não há baixista. Os graves alternam entre os sintetizadores de Igor Ribeiro e as guitarras cheias de efeito de Yokohama. Dá uma dinâmica diferente ao show, tanto no aspecto sonoro quanto até mesmo no visual – e é sempre bacana saber que é possível fugir do convencional formato guitarra-baixo-bateria sem nenhum prejuízo. Nas baquetas, Fabiano Ferronato, fazendo caretas, balança o corpo, toca com força e dá peso ao som. A banda ainda contou com várias participações especiais durante a apresentação, destacando-se a do produtor Carlos Trilha nos teclados (que além desse disco, produziu dois álbuns de Renato Russo e chegou a tocar com a Legião Urbana nos shows).
O público estava ganho desde o começo do show: muitas palmas e gritos efusivos ao final de cada música. E, depois de cada execução, os aplausos só aumentavam. Muita gente balançando a cabeça e cantando todas as letras, e repetindo as expressões de emoção de Marano e Yokohama. Cada música finalizada parecia uma conquista, como se fossem partes significativas de um grande objetivo a ser alcançado – seja ele o duro parto de álbum inteiro ou a superação de uma história musical meio complicada. Ao final do show, dava para ver em cada músico a sensação de dever cumprido (ou até mesmo de alívio). Que o diga Yokohama, que depois de a banda ter encerrado o bis com “The one”, ergueu sua guitarra para o alto e gritou: “Tá lançada essa porra!”
Um grande show, evidenciando uma grande banda. Pesado, gostoso, emocionante. Dá-lhe Humanish.
Foi bem como vi o Circo Voador naquela sexta que eu queria sempre ver os shows independentes no Brasil. A lona verde e branca da Lapa estava abarrotada, não para ver uma banda internacional hypada qualquer, mas sim para prestigiar cinco bandas independentes e esforçadas que vieram de várias regiões do país para se apresentar no Festival Fora do Eixo Rio de Janeiro.
Ainda esquentando o público e abrindo as portas da casa, a Mr. Jungle impregnou no palco uma energia contagiante, fora do comum, trazida de Roraima, terra natal do quarteto. Ainda que o público estivesse chegando, aos poucos alguém ia batendo o pézinho ou balançando a cabeça no blues/hardrock que a banda propõe. Não foi difícil ver pessoas chegando na barraquinha de itens independentes, depois do show, perguntando qual era o nome da banda e se tem cd para vender.
A Gloom, representante do Centro-Oeste brasileiro, chegou já com alguns fãs no pé do palco e com as letras na ponta da língua. Rapidamente conquistaram outras pessoas que estavam ali pelas outras bandas e foram enchendo a pista do Circo música a música. O primeiro e auto-intitulado álbum da Gloom é tocado quase que perfeitamente ao vivo, causando o melhor efeito que uma banda pode querer de um público: que todos dancem!
Maglore
Já com público cativo e a moral de ter tocado no mesmo Circo Voador um mês antes, a Maglore fez aquilo que se acostumou a ver em cada apresentação que faz pelo país: conquistar e trazer o público presente para eles. A cada canção, mais e mais pessoas chegavam perto do palco para ver a banda, chegando a um momento onde se via o Circo cheio de gente sorrindo, balançando a cabeça, perguntando qual é o nome da banda ou rindo do grupo de fanáticos que pulavam, dançavam e inventavam coreografias para as músicas da Maglore no canto direito do palco.
Cada vez mais coesos e certeiros, a banda Tereza já pegou um Circo Voador faltando espaço para andar e dançar. O público – que misturou os fãs da Tereza, Maglore e a massa gigante que veio pela banda seguinte – acabou ficando um tanto impossibilitada de dançar e assistiu o lançamento do single de ‘A Cidade Pega Fogo’ com olhos fixados na performance de Vinícius, o vocalista da banda. Um pouco mais focado em cantar perfeitamente e não errar os efeitos no synth, sua presença de palco acabou um tanto prejudicada, mas a banda compensou com impressionantes arranjos. É o Tereza cada vez melhor.
O Teatro Mágico
Maior nome da noite, O Teatro Mágico já tinha ganho o público antes mesmo de Daniel Domingues (um dos criadores da Ponte Plural, organizadora do Festival) anunciar a entrada da banda. No Rio, essa foi a última vez que o show do álbum Segundo Ato foi apresentado. Esta turnê, eleita pela Folha como o melhor show de 2010, perde a força quando você já assistiu alguma vez. A apresentação é dividida em 3 atos onde, principalmente no primeiro, as palavras, arranjos, músicas, danças e atuações são repetidas, com pequenas reagrupamentos das músicas. Salvo as duas músicas inéditas que a banda executou pela primeira vez na história, a apresentação fica com aquele gosto de ‘já vi isso’ ou ‘ele falou exatamente isso na outra vez e agora vai acontecer isso’ – até as piadas são as mesmas. Por parte do público, um show a parte aconteceu, como já era previsto.
Acima de tudo, ainda me vejo desnorteado em lembrar aquele público que nem cabia embaixo da lona do Circo e teve que se contentar com o telão do lado de fora. A banquinha do Teatro Mágico abarrotada, a vendinha de cds independentes oferecendo raridades do Superguidis e do Ronei Jorge a incríveis 8 reais, enquanto se esgotavam os cds da Maglore e da Gloom. O indie carioca é chic. Compra cd barato, lota show sem precisar de um mainstream fechando e ainda se apresenta na mais histórica e representativa casa de show brasileira: o Circo Voador.
Já era mais de 10 da noite quando ‘a banda do cantor sem impostação vocal”, assim como uma pessoa da platéia definiu, terminou a apresentação de abertura da noite. A banquinha de goodies já havia sido desmontada e a lotação da casa esgotada. As cadeiras vazias na platéia logo seriam explicadas pelo pessoal animado em pé na frente do palco. Era o Apanhador Só no Oi Futuro 6 anos depois da última vinda ao Rio de Janeiro.
O show foi uma luta entre a animação descabida da maioria do público contra problemas com o amplificador da guitarra de Felipe Zancanaro. Do lado do público, os mocinhos desse musical no teatro, estavam fãs afinados com as letras descabidas dos nem-tão-jovens gaúchos, cantando ao microfone que o vocalista Alexandre virou para eles e aplaudindo a cada solo frustrado de Felipe. Era fácil ver ali pessoas que esperaram meses, talvez anos, até verem o Apanhador ao vivo, principalmente com o lançamento do primeiro disco e ainda com o excepcional Acústico-Sucateiro, presente nos melhores sites de download e em Fitas K7. (Sim, fita k7. Leve 5 em bom estado e com capinha e troque pela do Acústico-Sucateiro, com encarte e capa.)
Do outro lado da batalha, fazendo parte da brilhantemente coesa trilha sonora da noite, estava aquele amplificador Fender, modelo Frontman 212R (em média, um desses custa R$1.900 reais), valvulado, brilhando e com sérios problemas emocionais. Parecia que o ampli sentiu um ar sentimental bem ilustrado nos solos que Felipe deu e resolveu pifar inutilmente no meio do show. Na regra era: funciona quando quer e para quando der. Nos solos, passagens e todo o momento onde Felipe começava a brilhar com sua guitarrinha quase no pescoço, o amplificador resolvia sabotar seu dedos e enlouquecer a todos na banda – que incrivelmente segurou o som de maneira precisa sem deixar um buraco nas músicas.
Depois de uma fileira de canções, desde de as do primeiro cd e inéditas já preparadas para um próximo lançamento, a banda faz aquela pose de quem vai embora: anuncia a última música e faz aquele bate-volta no camarim para dar o bis, porém a avançada hora e a cortina que se fechava denunciaram a despedida precoce da show, sob gritos óbvios de ‘mais um’. Um discurso sentimental do vocalista, uma tentativa de segurar a cortina e tudo foi em vão. Até a banquinha que seria montada no saguão do teatro Oi Futuro teve que ser suspensa para o fechamento total da casa. Foi daí que veio o início da vitória total.
Quem ficou até o final viu o anuncio que Alexandre fez, em tom de grito de guerra, mostrando a solução para os fãs e a casa, o fim de uma batalha: “Vamos para a rua e vamos continuar o show lá!”. Aproveitando as intervenções que a banda andou fazendo nas ruas de São Paulo, levando o formato do Acústico-Sucateiro para todos os públicos, o Apanhador Só sentou-se na frente de uma banca de jornal em frente a praça General Osório, em Ipanema, ao lado do Metrô, e começou a segunda parte do show lá. Da maneira que mais próxima ao público que poderia ser.
“Nescafé” na General Osório
O povo foi aglomerando, chegando mais gente e olhando o que acontecia naquela roda. De dentro de uma mala saiu um surdo; de dentro do surdo saíram várias caixinhas; e de dentro das caixinhas vários briquedinhos e sucatas, que com um pouco de talento, iam fazendo sons que desenharam o final da noite de terça – que já era quarta – em praça pública. A primeira a ser tocada foi exatamente o bis que não ouvimos no Oi Futuro: “Vila do 1/2 Dia”, seguida dos gritos por “Prédio”, “Nescafé” e ainda uma versão improvisada de “Maria Augusta”, cheio de versos rimados na hora e com participação do público.
No final, a barraquinha se encheu de novo. Os cds, camisas, botons e as fitinhas passaram de mão em mão, ganhando novos donos, enquanto o baixista Fernão distribuía adesivos a esmo aos presentes. Aquela bicicletinha que tanto marca a banda só foi tocada na genial “Bem-Me-Leve”, mas a mesma bicicleta estilizada foi como marca nas mesmas camisas, botons e as fitinhas para a casa de algumas dezenas de cariocas, que deverão lembrar com muito carinho dela ali no meio do palco, esperando ser tocada, contemplada e ovacionada como toda a boa música deve ser, seja num teatro e sentado ou seja na rua e em pé.