Imagine o que é ouvir uma pessoa muito querida (e que raramente valoriza algo nacional) dizendo que você precisa ouvir o disco de um certo artista chamado Cícero. As insistências diárias acabaram sendo o suficiente para que, depois de uma longa viagem de nove horas, eu finalmente fosse apresentado ao som da banda sensação do momento. Os leitores do Rock in Press já estão cansados de ouvir falar da banda, que realmente comove o público de uma forma que há muito tempo não acontecia nos palcos brasileiros.
O Teatro Odisseia, uma das casas alternativas da cidade maravilhosa, é realmente um lugar interessante, apesar do calor absurdo. Talvez a proximidade com a Lapa tenha um efeito mais alucinógeno no público, que acaba entrando com força nas ideias oferecidas pelas bandas. Quem se deu bem ao aproveitar a situação foi a banda Mohandas, que com uma ousada versão de “Lotus Flower”, do Radiohead, abriu a noite. Uma feliz surpresa descobrir que a canção da banda de Thom Yorke estaria bem representada se virasse um desses clássicos do baião. Logo depois foi a vez de “Hombre Maquina”, versão de “The Man Machina”, do Kraftwerk. Mas o Mohandas não ficou apenas nas duas covers que abriram a apresentação, ainda que, apesar da empolgação de alguns integrantes, o show não tenha tido outros momentos tão brilhantes – exceto na cativante faixa homônima “Mohandas”.
Seus instrumentistas variam entre diversos instrumentos, o que acaba deixando de ser um elemento diferente e atrativo, visto que a maioria das bandas independentes anda apostando na versatilidade de seus membros, mas essa multiplicidade dos membros da banda não é nem de longe um ponto negativo. As músicas autorais são criativas, com direito a belos arranjos de vozes, mas pelo menos na apresentação no Teatro Odisseia a impressão era que faltava algum instrumento na banda. Sem explorar muito o lado artístico da apresentação, a banda preferiu concentrar esforços nos seus instrumentos ao invés de trabalhar numa performance visualmente atrativa para o público. É quase como se eles estivessem animados, mas fossem tímidos para mostrar mais deles mesmo naquele momento. Foi uma boa apresentação de uma banda promissora, mas que ainda precisa de um pouco de vitamina para preencher todos os espaços vazios em algumas canções.
É preciso admitir que não entrei no Teatro Odisseia contaminado pela febre envolvendo o ex-vocalista da banda Alice. Os comentários positivos (além da insistência da minha amiga) poderiam acabar sendo prejudiciais no final das contas, afinal criar expectativas é sempre um perigo. Cícero subiu ao palco, sentou num banquinho e começou sua apresentação. O público se espremia na frente do palco, o que lembrou bastante a devoção com que as pessoas acompanhavam as apresentações do Los Hermanos na época pré-Ventura, quando a banda havia tentado abandonar um pouco da fama conquistada com “Anna Julia” e se afastou um pouco da mídia durante a turnê do disco O Bloco do Eu Sozinho. Curioso notar que o cantor se apresenta num clima totalmente MPB, com voz e violão e os olhos fechados para manter a concentração, enquanto a banda quebra tudo. Destaque especial para a pegada brutal do baterista.
A química do violão com a distorção é realmente surpreendente. Cícero consegue misturar suavidade com uma pegada de fazer muita banda de rock repensar suas bases. O grande momento do show não foi na hora em que bossa-nova nova de “Ensaio Sobre Ela” encantou o coração dos apaixonados, não foi quando os primeiros acordes de “Tempo de Pipa” fizeram o público sambar alucinado, ou do momento em que “Açucar e Adoçante” me levou para aquele mundo semi-insconsciente que apenas algumas músicas são capazes de nos transportar, e nem mesmo quando ele tocou qualquer outra de suas belas “canções de apartamento”, um retrato tão singelo da solidão. O barato da apresentação do Cícero foi entender os motivos que fizeram essa minha amiga, tão defensora de artistas internacionais, se apaixonar pelas dissonâncias do cantor. De olhos fechados, simplesmente sentindo a música no meio daquela sauna carioca.
Independente de ser ou não unanimidade no meio alternativo, a apresentação do cantor foi o suficiente para pensar no quanto a música brasileira ainda pode oferecer para o seu público carente. Cícero ainda tem muito para mostrar, mas com apresentações simples, objetivas e sem firulas, deixa claro que pode ir muito longe e nem precisou apelar para as barbas.
out 31st 11
Postador por Valentine Herold em Shows
“Nasci pra poesia, das sensações, do sol, nasci pro dia”. Este verso da faixa “Lá em casa” do primeiro disco solo de Tibério Azul, Bandarra, descreve perfeitamente o cantor e compositor. E foi inclusive com esta música que o vocalista da banda Seu Chico iniciou seu primeiro show depois do lançamento do CD, no último dia 29, no Recife. Depois de emendar com a música “Veja só”, Tibério tomou a palavra e explicou que a ideia do show era transformá-lo em no mais intimista possível, e que a plateia era muito bem-vinda para fazer perguntas.
E como se fosse planejado para combinar com as influências de ritmos regionais na música de Tibério, alguém permitiu-se dizer o placar do clássico dos clássicos pernambucano: Náutico X Sport. “Foi 2 a 0 pro Naútico!”. Após brincar com a decepção do resultado, o cantor rubro-negro disse que “como dizem, azar no jogo…”, e sorriu timidamente. Tibério entoou “Trabalho”, “Vamos ficar sol” e “Alquimista Tupi”, entre outras, junto aos músicos e amigos, além de musicar o famoso poema de Carlos Drummond de Andrade, “E agora José?”.
O “Alquimista Tupi”, quinta faixa do disco, tem curiosamente a mesma melodia que Bandarra. A música que originou o nome do CD surgiu de uma brincadeira de mesa de bar com o pianista e companheiro da Seu Chico, Vitor Araújo. Tibério gravou escondido a melodia improvisada pelo amigo e escreveu uma letra para ela. Depois de mostrar o resultado final, Vitor quis aprimorar mais a melodia e Tibério decidiu compor outra letra, que denominou de “O Alquimista Tupi”.
Entre uma música e outra, duas crianças arriscaram perguntar o que devia estar passando pela cabeça de muitos: afinal, o que é Bandarra? Tibério riu e elogiou a pergunta que, na verdade, ilustra também uma das faixas do CD. Em “Abóbora”, sob o fundo musical do guitarrista e amigo do cantor, Yuri Queiroga, os dois sobrinhos de Tibério compartilham suas teorias sobre o que seria esta tão misteriosa Bandarra. Entre raça de cachorro japonês e um tipo de gripe suína, a verdadeira origem do título do disco vem de um poema de Manoel de Barros.
Ao tentar explicar melhor, o também fundador da banda Mula Manca & a Fabulosa Figura se deu conta da confusão que poderia estar causando na cabeça das duas jovens ouvintes. “A música e a poesia tem que ser um pouco confuso mesmo. Não pode ser como a matemática não, que é pra gente entender por nós mesmo”, concluiu o cantor para a alegria das meninas, e de todos os adultos presentes também.
Um público, aliás, privilegiado. A plateia não contava com mais de 100 pessoas e a proximidade física com os músicos permitiu criar o clima intimista que Tibério tanto queria. Afinal, segundo ele mesmo disse antes de revelar a surpresa que havia sobre algumas cadeiras um pedaço de um poema e passar o microfone para os seletos sortudos lerem seus trechos, a música é a melhor igreja que existe, pois ela tem a força de unir as pessoas. E foi isso que eu – e tenho certeza todos que estavam presentes naquele dia – me senti durante cada minuto em que Tibério cantava e falava.
Ao definir seu primeiro CD como muito orgânico, que surgiu “da mesma maneira que as plantas brotam quando menos se espera”, Tibério Azul nos mostra que ele é exatamente como sua música: natural, aberto, leve, bem-humorado e, acima de tudo, poeta.
As escadas laterais foram disputadas, não mais pelo local bem na frente do palco em que pessoas se apoiavam no chão só para ver mais de frente. Com todo o significado, o brilhante curta Le Ballon Rouge (1956), de Albert Lamorisse, o mesmo que tornou a canção “Two Weeks”, Grizzly Bear, conhecida (vídeo removido pelo criador), deu um brilhante tom inicial ao objetivo central da noite: mostrar os balões vermelhos ao vivo.
Na tela do cinema da Glória, projeções simples brigavam com as luminárias espalhadas no palco. Todos esperavam sem saber muito bem o que ouvir ou o que ver, afinal, o que esperar de um primeiro show de um primeiro cd de uma banda ainda se conhecendo? Não por acaso o sol voltou a aparecer fervoroso no céu carioca justamente neste dia tão esperado.
“Todos ganharam o cd?” “Não entregaram os bottons?” “Cadê o técnico de som?” “Errei a letra de novo, desculpa.” “Cara, eu to MUITO nervoso.” “E foi assim que nasceu o Canções de Apartamento.” Falador, talvez pelo visível nervosismo de quem coloca um filho no mundo, ou pelo curto tempo de duração das 10 canções do álbum e consequentemente do show, Cícero tem pela frente um recomeço de carreira e o reencontro com o palco. É como se tudo fosse novo ali, tanto para ele, para os músicos e até para o público.
foto por Cassius Augusto
Tímido, voz falha, guitarra ruidosa e um violão doce. Cícero não sabia se estava mais incomodado com o nervosismo do show ou com o pedal de voz recém comprado e ainda em fase de experimento. Cada música torna-se um movimento de conhecimento, de encontro com a resposta que ele só viu ocorrer pela internet, o fim das dúvidas de que se todo aquele sentimento criado dentro de um apartamento realmente poderia sair por aí e tocar pessoas aleatórias nas ruas.
O tímido canto da seleta platéia – pouco mais de duzentas pessoas – por vezes era contrariado por jovens mocinhas apaixonadas que arriscavam gritinhos no início das músicas. Enquanto brigava com a afinação, Cícero explicava como nasceu o álbum, brincava com os músicos e deixava-se soltar mais, fazendo o show correr mais tranquilo que o nervosismo inicial – o mesmo que o fez esquecer a letra de algumas músicas e acordes, mas nada que o público não pudesse ajudar.
Algumas canções ganharam novos arranjos e até acompanhamentos inusitados, num movimento de aceitação de influências como em ”João e o Pé de Feijão”, que ganhou introdução de “You Don’t Know Me”, de Caetano Veloso, e “Eu Não Tenho um Barco, disse a Árvore”, que foi introduzida por “Videotape”, do Radiohead. Assim como acontece em shows do Móveis Coloniais, Teatro Mágico e Los Hermanos, o público também deu seu show e surpreendeu trazendo balões vermelhos que começaram a pipocar durante “Tempo de Pipa”, em alusão ao clipe da música.
foto por Cassius Augusto
Para alguns foi bem difícil coordenar as palmas e cantar o refrão de “Ponto Cego”, mas foi muito mais gratificante literalmente fazer parte da música em “Laiá Laiá”, canção que encerrou o show. As longas palmas de pé apenas pareciam um agradecimento do público ao sentimento bom que as músicas proporcionaram, que este show nos apresentou e os sorrisos que a noite ganhou.
Daqui pra frente, depois deste show de estréia, o que podemos esperar é um público cada vez mais visceral, participativo e um Cícero mais seguro de mostrar suas Canções de Apartamento. Cícero agora não é mais do AP, mas sim de onde seu show for chamado, chegando até aos ouvidos de quem se dispõe a deixar algumas lágrimas correrem ao ouvir uma boa música ao vivo – como vi vários naquele domingo.
Dessa vez não podemos dizer que vimos pelo youtube. Estavamos lá, ao vivo, conferindo tudo sem perder nenhum detalhe. Este lá citado se refere ao site do G1 e da Multishow e o próprio canal de TV da Multishow, que por si só gerou shows a parte com os terríveis apresentadores escalados. Eu, Marcos Xi, comentei o Rock in Rio diretamente do meu perfil pessoal no twitter durante os 4 últimos dias do evento. Juntei todas as impressões que recebi da tela do meu computador e escrevi aí embaixo, para você ler e comentar:
29/09
1- Talvez um dos melhores shows do evento, o tributo à Legião Urbana mostrou o inimaginável: É possível refazer os arranjos criados por Renato Russo e fazer com que eles sejam, inclusive, melhores que a original. A versão de “Índios” poderia virar o novo hino nacional, graças ao arranjo arrepiante que a Orquestra Sinfônica Brasileira criou. Incluo aí, que se originalmente os arranjos fossem esses criados para o evento, orquestrados e tal, hoje estaríamos comemorando 25 anos do álbum Dois com um cd tributo com participações de The Killers e Strokes. Ponto baixo foram os vocalistas: Rogério ‘arroz de festa’ Flausino todo desafinando, Tony Platão virando trend topics porque imitou a voz do Renato no dvd de homenagem e no Rock in Rio e mesmo assim não conseguiu sustentar o tom, Pitty cantando em um tom muito baixo para ela e como sempre, Hebert fazendo bem feio com a voz.
2- O Baile do Simonal soou plenamente forçado e sem a manha que o pai tinha. Uma bela homenagem, mas que não estava tão legal assim no palco.
- Alias, este Rock in Rio evidenciou um problema forte na música brasileira: Vocalistas que mal conseguem cantar. Hebert Viana, Marcelo Camelo, Tony Platão, Fernando Catatau, Jupiter Maçã e Edu Falaschi proporcionaram momentos de terror nos auto falantes da cidade do Rock.
30/09
3- Marcelo D2 foi o polegar opositor do evento. Enquanto aquela campanha falsa anti-drogas que a produção do evento criou infestava nossas tvs e internet, D2 foi lá e colocou 100 mil pessoas para dizer que ‘obteram a graça depois que fumaram maconha’ – ao vivo pra o mundo. Grande show.
4- Jota Quest e Ivete Sangalo fizeram o que já estão acostumados: colocar o público para pular. A inesperada versão de “More Than Words” que Ivetão improvisou ao vivo valeu pela surpresa e audácia.
5- Cidade Negra, Martinho da Vila e Emicida fizeram um apoteótico show no Palco Sunset, sem parar um segundo para respirar. A integração entre os 3 artistas assustou e todos pareciam estar se divertindo horrores. De cantar junto do início ao fim.
01/10
6- O que foi aquele muleque (o filho do Frejat) solando em “Malandragem”? O garoto mandou mais em poucos segundos do que metade dos artistas ‘rock’ do evento!
7- Skank, com toda a sua experiência com públicos monstro, foi um show DO CARALHO. Nível histórico, destacando ainda mais os artistas brasileiros diante dos internacionais. Orgulho? É pouco!
8- Cidadão Instigado e Júpier Maçã formaram a união da música superestimada brasileira. Duelo de quem é mais desafinado e monótono. O que era para ser um show de boas vindas, acabou desanimando. E a Tiê não segurou a barra. A cantora se apresentou depois e fez um show que parecia nem estar morno, mas sim requentado em banho maria e por vezes salvo pela simpatia de Jorge Drexler, seu convidado.
- Maroon 5 ficou por 3 horas nos TT’s mundiais como ‘Marron 5′, provando o quanto os fãs da banda a conhece bem. Coldplay foi bonito, não mágico. Metade das músicas novas entraram, a outra metade deu para dormir.
02/10
O que era para ser um apoteótico final de evento se tornou no pior dia de shows, com ameça de terminar somente no Natal.
9- Mutantes e Tom Zé foram perfeitos no porre. Primeiro porque as bandas tocaram separado, fazendo shows conjuntos fictícios e completo pelo sangue na história dos Mutantes – cortesia de Sérgio Dias.
10- Marcelo Camelo não cantava, grunhira palavras ritmadas alternando com falta de fôlego, tom e desespero. Bonito ver ele tocar Los Hermanos, mas a precariedade de sua voz fica mais evidente ainda quando o The Growlers executava suas músicas próprias com primazia. Mas todos nós já sabemos que Marcelo é alguém para ficar dentro do estúdio, pois ao vivo é melhor deixar o público cantar.
11- Titãs e Xutos & Pontapés fizeram um show incrível, divertido, sem falsas promessas e mostrando o que é Rock n’ Roll. Mesmo que os Titãs já tenham tocado no palco mundo com os Paralamas, mereciam novamente se apresentar na área principal.
12- A Pitty lançou um show que evidenciava que o palco estava maior que ela. O público ajudou e a crescer, mas ficou apenas como ‘trabalho feito’.
13- O melhor da noite foi o Detonautas. E isso não é piada. Com discurso de 5º série, Tico Santa Cruz se comunicou com seus fãs à altura, fazendo uma performance quase teatral, mezzo Zorra Total. O público respondeu muito bem, o show engrenou e até o fim do Evanescence, tinha sido o melhor show da noite. Quando os Detonautas mexem com público mais que Marcelo Camelo cantando Los Hermanos, algo está errado na música brasileira.
Como escrever uma resenha de algo que você não viu? Essa pergunta já foi respondida por jornalistas como Humberto Finatti, mas nós resolvemos pelo menos buscar no youtube. E ficou assim a nossa cobertura do Rock in Rio: 10 comentários sobre o que conseguimos ver lançados no site somente para não passar em branco o acontecimento.
23/09
1- Sacanagem é, depois de 5 shows no Palco Sunset, 6 horas de música ao vivo já rolando, fazer a abertura do evento no Palco Mundo. Puta desrespeito. Pior: Existe estragar uma música, existe piorar, existe jogar no lixo, existe destruir, existe o pisar e cuspir. Mas Milton Nascimento elevou (desceu de vez) o nível na horrorosa versão de “Love of My Life” do Queen. Aquilo foi uma tentativa de assassinato ao vivo! Quero meu dinheiro de volta!;
2- Paralamas e Titãs são sempre relevantes, em qualquer momento, com ou sem Maria Gadu, Milton Nascimento e orquestra. Ainda bem que ambos se concentraram em tocar seu hits, fazendo um puta show, porque se tocassem coisas de seus últimos álbuns, os sonolentos Brasil Afora e Sacos Plásticos, teriam sido mais vaiados que o Nx Zero;
3- O pessoal da Rumpilezz parecia que estar improvisando na hora e que não tinha ensaiado nada com o Móveis Coloniais. A Mariana Aydar mais pareceu uma coadjuvante de atração. Infelizmente o público era bastante pequeno, mas aquelas coisas nas mãos do povo deu um caldo interessante ao show. A versão de “Lucy in The Sky With Diamonds” ficou realmente boa e com a cara de todos os envolvidos;
4- O combo Ed Motta, Rui Veloso e Andreas Kisser poderiam fácil sair do palco do Rock in Rio e ir tocar em algum karaokê da Augusta. E isso não foi um elogio;
24/09
5- O Nx Zero tava mais perdido do que a própria organização do lineup. Fizeram um set curtíssimo, 100% vaiado e não foram espertos o bastante para colocar versões e fazer um set ininterrupto. Resultado: apanharam do público do início ao fim. E sejamos honestos: o Di Ferrero tem boa voz e fôlego, mas só será respeitado no nicho adolescente deles.
6- O Capital Inicial tirou onda. Até porque o público brasileiro é cabeçudo e burro. A mesma FM que toca o Red Hot e Capital Inicial, toca o NX Zero. Público burro, preconceituoso e volúvel.
7- Do Tulipão com a Nação poucos vídeos encontrei, mas o que pareceu é que as vozes do Jorge Du Peixe e da Tulipa não se encaixaram nem por nada. Espero que tenha sido só impressão…
25/09
8- Quem disser que o Glória estava deslocado no #RiR é porque não conhece o som da banda. A vaia é porque o público brasileiro é preconceituoso. Aposto que se os caras tocassem tudo em inglês, o público brasileiro ia olhar eles de outra forma. Fora que um dos melhores momentos da noite foi quando eles tocaram “Walk” do Pantera.
9- Dois pontos do show do Angra: 1- O Edu Falaschi foi a personificação da vergonha alheia tentando cantar visivelmente sem voz, sem fôlego e desafinado. Os falsetes davam nervoso de tão imprecisos que eram. 2- O violinista deles é da Família Lima. Apesar da história da banda, os fatos indicam que o Detonator e seu Massacration mandariam bem melhor, e isso não é piada.
10- Por fim, o Sepultura fez um bom show – para eles. As sucessões de músicas do novo álbum não empolgaram, mas o negão continua mandando muito no vocal e animando o público com um português bizarro. Pena que a transmissão corta exatamente na hora que o Jean Donabella começa a tocar a mortal “Territory”.