Sabe aquela expressão que diz que quanto maior a altura maior é a queda?! Pois é! O sucesso conquistado e uma vez carregado por quem conquistou quando não levanta, derruba. Isso porque as expectativas sempre são altas pós sucesso mesmo quando a perspectiva é atingir novos horizontes. Quando atingido, as diferenças entre passado e presente são colocadas na mesa e logo as lembranças do sucesso anterior são acionadas automaticamente para atormentar esse novo momento.
Digamos que Paul Smith não suportou a pressão de seu próprio êxito junto ao Mäximo Park em seu álbum solo, Margins. Seguindo o que vem sendo a lógica, no descanso de uma banda o vocalista segue carreira sozinho, Paul procurou preencher o espaço deixado pela banda com um trabalho leviano ofuscado pela credibilidade que o cantor carrega merecidamente enquanto frontman do Mäximo Park. Sozinho…falta expressão!
Um voto de confiança deve ser dado pelo fator ousadia, ou decisão pessoal do cantor pra ser menos expressivo, por tentar seguir um rumo a margem da sua banda não sendo um mero sanguessuga tendo o grupo como utilitário ou abstraindo pouca substância dele. Porém Margins está aquém de qualquer disco que Paul ajudou a produzir no Mäximo Park. Embora o começo com ‘North Atlantic Drift’ e ‘The Crush and the Shatter’ sugiram uma aproximação entre o dito cujo e o conjunto, a realidade nada mais é que uma saída de emergência, com Paul Smith incrédulo tentando esboçar uma reação.
Sem estabelecer uma meta precisa, Paul Smith ás vezes tem lapsos e tenta retornar ao passado com ‘Strange Friction’ indeciso com sua instrospecção na calada de ‘While You’re In The Bath’. Dando pinta de que já percorreu uma considerável distância entre o antes e o depois ele tenta enraizar-se no ambiente acústico com ‘This Heat’, ‘I Drew You Sleeping’ e ‘Alone, I Would’ve Dropped’. Uma tentativa frustrada de modificar sua gênese, de tentar acalmar todo seu entusiasmo. Percebendo ou não que isso é quase um erro Paul Smith tentar relutar com ‘Dare Not Dive’ esbanjando um pouco mais da energia parkiana. Só é difícil não hibernar com violões fazendo cócegas no seus ouvidos na sequência. Ainda é preférivel ficar desperto com a euforia de antes.
Clipe de “Your Lady of Lourdes“
Quem sabe se ele tivesse explorado mais a viela do post-punk que ‘Our Lady Of Lourdes’ revela o disco ficaria mais contundente e condizente consigo mesmo. Dentre as demais Paul Smith tropeça na própria vontade de dissipar qualquer vestígio que envolve seu labor no Mäximo Park. Um erro ou um acerto?! Talvez se ele não tivesse fugido tanto de si mesmo e buscado um certo refúgio de onde ele saiu, mesmo sendo redundante, Margins talvez penetrasse melhor em nossos ouvidos. Não é a toa que as melhores faixas são as que ele ainda respira um pouco do ar de outrora!
out 18th 10
Postador por Guilherme SantAna em Álbuns, Resenhas
Pra começo de conversa, coloquemos os pingos nos is: nunca fui fanático por Sufjan Stevens. E ainda não sou. Além disso, definitivamente não estou ao lado daqueles que consideram Come on! Fell the Illinoise!, lançado em 2005, uma obra-prima da música alternativa da última década. De qualquer maneira trata-se de um bom disco, que revela em alguns momentos a grande versatilidade deste compositor ao conseguir transitar com igual fluência – e por que não dizer maestria? – tanto pela ternura contida (“John Wayne Gayce, Jr”) quanto pelo barroquismo (“Chicago”, “Jacksonville”) sem perder o apreço pela melodia pop perfeita.
Cinco anos depois, cá estamos nós novamente diante de um novo disco cheio de Sufjan. Em que pese o demorado hiato, certas coisas não mudam. De maneira geral tendo a antipatizar com pessoas muito ambiciosas. Brincando de Freud, eu diria que tal pretensão na maioria das vezes serve apenas para mascarar uma fragilidade inerente e não raramente acaba resultando apenas em arrogância vazia. Paradoxalmente, porém, o que me faz simpatizar com Sufjan Stevens é precisamente a sua ambição em ser grandioso, que realmente transmuta para a arrogância, mas pasmem: ele tem algo verdadeiramente importante a nos oferecer!
O rapaz que um dia prometeu escrever um disco para cada um dos cinqüenta e um estados dos Estados Unidos (o que gerou aqui em terras brasileiras mais uma piada sem graça conhecida pelo nome de Sebastião Estiva, fraude incessada pelo grande Lúcio Ribeiro) e que em agosto foi responsável pelo lançamento de All Delighted People, um EP de 60 minutos (?!), volta à cena com o corajoso The Age of Adz. Pode ainda não ser a obra-prima de Sufjan Stevens, mas certamente é uma das bolachas mais preciosas de 2010.
O disco começa com a candura de “Futile Devices”, faixa que estabelece uma espécie de transição entre o clima predominantemente folk de Illinoise e The Age of Adz. Logo em seguida uma interferência simbólica rompe (parcialmente) com o passado e aponta os novos rumos musicais da atual encarnação do músico. Não há como passar imune pela trinca “Too Much”, “Age of Adz” e “I Walked”. A influência das sandices eletrônicas do Radiohead fase Kid A é muito clara. Porém aqui o desespero e o caos, tão caros à interpretação de Thom Yorke, dão lugar à doçura quase infantil do cantar de Sufjan. Do choque entre o clima robótico e por vezes etéreo dos arranjos, com as reminiscências redentoras de Illinoise o resultado é letal: emoções à flor da pele.
Como não poderia deixar de ser, a megalomania do compositor americano acaba fazendo com que The Age of Adz por vezes peque pelos seus excessos. “Now That I’m Older” e “Vesuvius”, por exemplo, possuem um tom celestial diabético. Já “All For Myself” padece do problema oposto, a completa falta de açúcar. Mas em ambos os casos os erros são apenas pequenos detalhes no conjunto da obra e devem ser perdoados. Ainda mais porque estes deslizes são completamente abafados pelo caos hipnótico de “I Want to be Well” e, sobretudo, por “Impossible Soul”, ato final – ou seria melhor chamar de atestado de insanidade? – de Sufjan Stevens: uma deliciosa balada sensual que sofre infindáveis mutações e acaba por se transformar em um delírio progressivo com pouco mais de 25 minutos (?!). Coisa de louco mesmo! (O mais incrível é que a música ainda assim consegue se manter ótima!).
Mas como já bem cantou o poeta português Fernando Pessoa ‘sem a loucura o que é o homem’? Sufjan Stevens, devo dizer, é dos raros.
Geralmente um disco novo sempre causa certo impacto e animação, principalmente se você é fã da banda em questão. Para evitar julgamentos apressados (só vale a pena ser impulsivo quando se tem algo bom a dizer) e injustos, passei o dia todo prestando atenção no novo trabalho do Kings of Leon.
A ocasião é quase perfeita, já que o Brasil vai conferir um dos últimos shows da turnê de Only by the Night no próximo dia 10. Porém, a cereja do bolo, que é o lançamento do album Come Around Sundown, deixou um pouco a desejar e diminuiu o gostinho especial da festa. Ou seja, o novo disco não é melhor que o anterior e provavelmente vai passar longe das listas de melhores do ano.
O Kings of Leon evoluiu demais nos últimos anos. De uma banda country disfarçada de indie rock para um supergrupo mundial. Existem aqueles que detestam os dois primeiros trabalhos e existem um grupo ainda maior daqueles que odeiam os dois últimos albuns. Toda essa discordância parece ter incomodado a banda favorita dos pombos norte-americanos e o que se pode ouvir em Come Around Sundown é uma ousada tentativa de mesclar as duas fases da banda com uma pegada mais leve.
Essa decisão acaba demonstrando maturidade e a vontade de mostrar que a banda não quer ficar estacionada em uma única fórmula vencedora, mas que não tem medo de misturar os ingredientes vencedores. Talvez o quinto album soe melhor depois de algum tempo, mas em tempos onde as canções com mais de quatro minutos são facilmente descartáveis, não se pode insistir demais em um disco e tentar se apaixonar por osmose.
A princípio, o disco começa evocando o material de Only by the Night. A faixa “The End” (que ironicamente abre o disco) tem uma equalização semelhante à de “Closer”. A bateria e a guitarra recheadas de reverb somam-se ao riff do baixo e o resultado é, de longe, uma das melhores canções do cd. O refrão extremamente comercial faz todo mundo cantar junto (na primeira vez que ouvi, detestei. Achei que tinham estragado a música).
Na sequência, a guitarra mostra seu poder de fogo e lança uma viciante riff em “Radioactive”. A música, que foi escolhida como primeiro single, é a que melhor ilustra esse mix do KoL com suas raízes. Com uma letra mística sobre os efeitos de se beber a água de onde viemos (vai entender filosofia religiosa de fazendeiros hippies que ficaram cool?), o clipe mostra a banda em uma vila e confirma a pegada gospel da canção.
Clipe de “Radioactive”
“Pyro” é até interessante, mas só fica boa a partir do solo (que lembra um pouco o som de bandas oitentistas). “Mary” é demasiadamente country disfarçada de indie. Destaque para a linha de baixo poderosa de Jared Followil (especialmente no final do primeiro refrão) e para um dos melhores solos de guitarra da discografia da banda.
A partir de “The Face” começam os altos e baixos de Come Around Sundown. A faixa é bem parecida com os momentos de menos brilho de Only by the Night e Because of Times, além de usar a tática manjada de muito reverb na bateria e guitarra e um riff chamativo no baixo. Espera-se que a banda não insista nessa jogada nos próximos discos… A melhor surpresa do album é a bela balada “Back Down South”. Talvez o melhor momento do disco, os Followil fizeram a sua parte folk-gospel falar bem alto e não ficou nada feio.
Felizmente o Kings of Leon guarda cartas na manga, e mesmo que os meninos realmente abusem da sorte e paciência de seus fãs mais críticos, e a dobradinha “No Money” e “Pony Up” (minha favorita até agora) salva o disco de ser um fiasco completo. A primeira música começa com uma riff de baixo recheada de distorção e tem uma das letras mais divertidas da nova empreitada da banda. O refrão “I got no money, but i want you so” pode ser bem adolescente, mas quem se importa? Não estamos falando de uma música do Restart ou do Hori, o Kings of Leon pode fazer (quase) tudo, por enquanto. Já a segunda vem com outra riff criativa no baixo e com uma bateria esquisita, digna das coisas antigas do Incubus. Impossível não gostar.
Come Around Sundown ainda tem mais outras três faixas, das quais apenas “Mi Amigo” merece ser mencionada. Trata-se de mais uma tentativa de misturar a pegada antiga da banda com a atual. Se continuarem assim, a banda perde a chance de ser a maior do mundo, mas vai ganhar uma verdadeira legião de fãs de fazendeiros hippies disfarçados de indies.
O saldo final de Come Around Sundown é que Caleb Followil economizou na sua cantoria lascívia; Jared Followil deu uma verdadeira aula de como se deve tocar um baixo elétrico numa banda de rock dos anos 2010; Matthew Followil continua criando riffs envolventes na sua guitarra; e Nathan Followil continua investindo no velho estilo de tocar fácil, sem inventar demais e abusar dos contratempos. Esse é um disco maduro e melancólico. Alguns fãs podem torcer o nariz e outros podem simplesmente amar. A dificuldade vai ser saber distinguir os fãs antigos dos novos na turma que elogiar o trabalho…
set 30th 10
Postador por Jairo Borges em Álbuns, Resenhas
“I know a spell… That would make you well…Write about love, It could be in any tense, but it must make sense.” E nós dizemos: sim! Faz todo o sentido do mundo! Escrever sobre amor nunca foi tão escasso e necessário. Enquanto outras bandas tentam a cada dia se renovar, conceituar seus álbum, investir cada vez mais no experimentalismo, no que é tendência; Belle & Sebastian continua a nos provar que nunca foi tão fácil fazer o bom e velho índie rock.
É difícil falar de Belle & Sebastian por que eles são mais que uma banda, representam todo o movimento indie em sua essência, as músicas despreocupadas, os temas juvenis e cotidianos, toda a coisa de ser alternativo, totalmente contrário à tendência rock star que o Strokes lançaria logo em seguida, a ligação deles com o Twee Pop. Enfim… Por todos esses motivos posso dizer que para os índies o regresso da banda era o mais aguardado no ano. E uma coisa é verdade: a banda mais uma vez não decepcionou.
Write About Love mostra uma face mais madura da banda, é visível que as vozes e os arranjos estão muito mais trabalhados, porém a banda não perde em nenhum momento o seu frescor. E depois de tantos anos pensando no que falar, porque não falar sobre o amor, ou sua falta, que é a causa das maiores dúvidas da humanidade. O álbum não é repleto de hits como Dear Catastrophe Waitress, mais sem dúvidas mantém a média dos melhores como The Life Pursuit e The Boy with the Arab Strap. Write About Love por vezes triste, por vezes alegre não perde a beleza e o clima leviano que toda música de B&S deveria ter.
Por falar de Amor, de situações jovens cotidianas como falta de dinheiro, falta de tempo por causa do trabalho, privação dos pequenos prazeres da vida por causa do stress contínuo, não valorização do amor, Belle & Sebastian se afeiçoa cada vez mais ao público que se identifica com a banda. A eterna jovialidade de Stuart e sua voz, nos lembra que não tem nada como degustar um álbum da banda que por tanto tempo esperamos.
Write About Love é um álbum simples como a banda se propõe a ser: os instrumentos de sopro são muito pouco utilizados, o teclado é muito mais presente do que o esperado, e o foco realmente são os vocais. Os membros do The Section Quartet de Los Angeles, convidado pela banda para fazer as vozes, realmente deram um banho nos arranjos e nos contracantos – é maravilhoso de se admirar.
“I Didn’t See it Coming”
As músicas compostas e cantadas por Sarah (“I Didn’t See It Coming” e “I Can See Your Future”) possuem um clima envolvente fantástico, nos fazendo quer ouvir várias vezes seguidas, sendo que a primeira citada, abre o álbum em grande estilo, nos convidando a dançar e nos render aos encantos da levianidade da canção e do amor.
Já “Come On Sister”, que vem logo na sequência da abertura, tem um teclado muito presente, mais comum nas músicas do Stuart. “Calculating Bimbo” é bem lenta e arrasta, com uma temática melancólica durante 4 minutos de música, mas ainda assim possui elementos vocais altamente elaborados. “Read The Blessed Pages” tem um dedilhado gostoso e uma flauta doce que é impossível de não se encantar.
“I Want The World To Stop” é energética e jovial, como uma trilha sonora. “I’m Not Living In The Real World”, a música de Stevie, parece com uma cantiga e lembra muito as músicas de Dear Catastrophe Waitress, possuindo os melhores contra-cantos do álbum.
“I Want The World to Stop”
“Write About Love” que dá nome ao álbum faz jus ao título. É a música, que em uma primeira ouvida do álbum, mais te chama à atenção. Com uns diálogos inteligentes e dignos de musical, a música expõe os problemas do amor e as reclamações cotidianas de um casal que está se confrontando, mas de uma forma bem divertida, além de contar com o vocal de Carey Mulligan.
A melhor música do álbum é “Little Lou, Ugly Jack, Prophet John”, junto com a já citada“Write About Love”. Com uma melodia de “sad folk” e uns solos de guitarra muito bem construídos, “Little Lou” é a que vai mais profundo nos sentimentos de amor e ódio do cotidiano de um casal, é emocionante e apaixonante. O álbum termina com a nem tão inspirada “Sunday’s Pretty Icons”. Essa canção, que foi composta por Stuart e Mick, tem uma guitarrinha viciante com umas distorções interessantes.
Write About Love é completo, linear, simples e cumpre em cheio todas as propostas da banda e atinge todas as expectativas que esperávamos do álbum. Por isso tudo digo tranquilamente que este é o melhor e o mais completo álbum do ano.
Fazer uma introdução sobre a situação da música atualmente é inútil. Não existem mais tendências ou preferências e o que antes era impossível agora é mais do que possível com toda a tecnologia usada a favor da música e com o “fácil” acesso à criação musical. O que dizer então, já que nada mais é complicado, de artistas que, mesmo com toda essa tecnologia, preferem gravar seus trabalhos usando um único instrumento (no geral) e deixar de lado os zumbidos do ambiente na hora da gravação onde é possível até escutar sua respiração e sua sinceridade em seus desabafos emocionantes?
Kristian Matsson, sob o pseudônimo The Tallest Man On Earth, se apoderou desta técnica em todos os seus lançamentos – desde seu lindo debut, Shallow Graves, passando por seu segundo álbum (que é deste ano), The Wild Hunt, e agora por seu novo EP, Sometimes The Blues Is Just a Passing Bird –, o que apenas aflorou toda a crueza e fragilidade de seus sentimentos cantados perfeitamente por sua voz marcante sobre os arranjos incríveis de seu violão puramente folk.
A curta discografia de Kristian é um bom e o mais simples exemplo de que este rapaz sueco de apenas 27 anos é um gênio: a mudança entre seus trabalhos é quase nula; o que diferencia instrumentalmente um lançamento de outro é adição, sempre com uma coisa nova, de instrumentos em cada álbum. Em Shallow Graves, veio o banjo; em Wild Hunt, veio o piano; e agora em seu novo e lindo EP, que (vide seu título) deixa óbvia a certa proximidade do blues, veio a guitarra. Mesmo mantendo tecnicamente a mesma fórmula durante toda sua carreira, quando algo novo vindo dele é lançado, nos vemos loucos para conhecer mais o ego de Kristian, como se este fosse um contador de histórias que nos encanta a cada novo trabalho. E é exatamente isso o que acontece.
Depois de “Little River”, linda e simplória música que abre o EP, vem “The Dreamer” com a comentada guitarra. A aura confiante da música somada à inigualável voz de Kristian cria um ambiente espontâneo e inexperiente ao redor da guitarra e de seu blues solitário – algo que não tira, e sim aumenta a beleza da canção.
Na sequência vem a faixa do meio – talvez propositalmente – que é o grande ponto alto do EP: “Like the Wheel”, uma das faixas mais belas do ano, arranca um arrepio visceral quando a voz do homem mais alto na Terra toca nossos tímpanos e chega a tirar lágrimas com versos como ‘And I say oh, my Lord! Why am I not strong like the wheel that keeps travelers travelling on, like the wheel that will take you home?‘. E olha que não é brincadeira. Olha eu chorando aqui de novo…
Nas duas últimas faixas a estética sonora muda um pouco: os arranjos folk mais complicados que marcaram principalmente o The Wild Hunt voltam e “Tangle In This Trampled Wheat” e “Thrown Right At Me” dão aquela sensação maravilhosa de aconchego e uma tranquilidade quase bucólica.
Sometimes The Blues is Just a Passing Bird só confirmou novamente o que já estava confirmado: um novo gênio trovador começou sua carreira e, no meu caso, já teve o trunfo de marcar uma época importante em minha vida. Há muito tempo não surgia um ser humano capaz de, com sua música, me fazer refletir e de certo modo mudar o rumo de uma pequena fase turbulenta de minha vida. Sem querer comparar, mas o último que fez isso (na verdade ele mudou minha vida) foi aquele tal de Ian Curtis. Já ouviram falar?