Fiz uma lista com quase 600 álbuns ouvidos por mim nesse último ano e elegi a ‘nata da merda‘ para fazer a curiosa Seleção Fail 2009. Aqui está uma coleção de fracassos de crítica, péssima qualidade e/ou total decepção, formando os piores álbuns do ano e provável o maior centro de discórdia dentro dessas linhas. Sei que não entraram os óbvios, como Cine e Nx Zero, pois eles ganhariam fácil e não tem graça dar mais um prêmio para eles – mesmo que essa faça mais sentido que todos os que eles acumulam em sua curta e chata vida.
Com toda a certeza, uma das grandes decepções do ano, porém em pequena proporção, já que as músicas passam… mas sem efeito. É, eles não estavam tão inspirados dessa vez e virão ao país, mas sei que todos estão ansiosos por material antigo.
O maior problema do ser humano é deixar que as coisas caiam no comodismo e não tentar mudar isso. O U2 achou a miraculosa forma musical do sucesso e vem repetindo ela até a última ponta. Agora amarga uma decepcionante bolacha.
Delírios neuróticos de poder rondaram o piano de Matt Bellamy de tal forma, que até os famosos riffs de guitarras ficaram esquecidos. Bolacha decepcionante, chata e tediante. Ainda salvo a faixa “Resistance”, talvez a única que preste.
Esse gerou bastante discussão no blog e agora, depois de ter explicado tudo direitinho, vou adotar o discurso idiota, porém prático: Eles se venderam! Perderam a alma! Essa bolacha é ultrajante e uma assassinato aos ouvidos dos fãs!
Acho que esse é um consenso geral, tamanha a fragilidade e a evidente falta de imaginação dos compositores nessa tediosa criação. Depois de A Melhor Banda de Todos os Tempos, os Titãs morreram de maneira triste e inexpressiva. Hora de parar.
Após quase 100 álbuns brasileiros ouvidos, muita discussão e pensamento, resolvi dar a cara a tapa em minha lista de melhores os álbuns nacionais. De todas essas bolachas, separei 20 dos melhores para apreciação dos leitores – sedentos por discordar de minhas palavras. Não farei muito alarde, para deixar as opiniões correrem contra ou a favor de minhas palavras corajosas. Os campeões são:
20 Duques – EP Collection (Independente)
19 Ecos Falsos – Quase (Independente)
18 Brothers of Brazil – Punkanova (Independente)
17 Quase Coadjuvante – Tributo ao Que Ainda Está Por Vir EP (Independente)
16 Cachorro Grande – Cinema (Deckdisc)
15 Lê Almeida – Revi EP (Midsummer Madness)
14 Yoñlu – A Society In Which No Tear Is Shed Is Inconceivably Mediocre (Luaka Bop)
13 Lulina – Cristalina (Yb)
12 Jennifer Lo-Fi – JLo-Fi EP (Independente)
11 Rockz – A Tão Sonhada Bicicleta (Independente)
A beleza do projeto está exatamente na simplicidade que passa. Letras de qualidade com um timaço de músicos, como Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra. Início de um grande projeto para desbancar o Xuxa Só Para Baixinhos – agora com guitarras.
9
Black Drawing Chalks Life Is A Big Holiday For Us (Monstro Discos)
Talvez, junto com o Móveis, a banda que mais se falou no Brasil ano passado. Forte concorrente também a música do ano, com “My Favorite Way” e clipe do ano, pela mesma música. Lembro do ótimo show que assisti deles no meio do ano.
8
Luisa Mandou Um Beijo Luisa Mandou Um Beijo (Midsummer Madness)
Mais um triunfo da gravadora carioca Midsummer, que este ano completa 15 anos de existência – e a Luisa faz parte de boa parte dessa história. Como já dissemos antes, álbum cativante e inspirado de uma das melhores bandas do Rio.
Apesar de todos os problemas envolvendo a produção do álbum, a bolacha conseguiu juntar uma sensacional coleção de músicas, desde regravações até produções novas, lideradas por um time de produtores de primeira, como Mark Ronson.
Fazendo o caminho inverso ao que as bandas geralmente almejam, o Wry saiu do comodismo em Londres e veio revindicar o trono de melhor banda de Shoegaze da história do Brasil. Além do novo e excelente álbum, a banda também abriu um bar em Sorocaba-SP.
Mês fraco de quantidade e bom de qualidade. Novembro passou rápido para o mundo da música, que parece ter investido mais em clipes do que em álbuns – fato que trouxe uma grande dúvida na categoria Melhor Clipe. Como não poderia faltar um representante brasileiro em nossa listagem, com orgulho Quase!
Menção honrosa:
Melhor Clipe
Grizzly Bear – Ready, Able
Parece que para eu gostar do Grizzly Bear tem que ser a prestação. Os dois singles anteriores a esse só foram me fazer dar atenção fora do conjunto completo da bolacha. Esse clipe redime a banda quanto as estranhos vídeos anteriores. Não que esse seja menos estranho, mas é mais bonito!
Melhor Música
Vampire Weekend – Cousins
Além de ter quase levado o prêmio de melhor clipe, “Cousins” é o energético primeiro single de Contra, o tão esperado segundo álbum do Vampire Weekend. Se as outras músicas seguirem o nível dessa, já vejo o Vampire destronando o Franz Ferdinand e até o Arctic Monkeys dos festivais.
Sem mais delongas, os 5 Melhores, o pior álbum e ainda, a maior decepção de novembro foram:
5° Lugar
Ecos Falsos – Quase
Apensar dessa psicodélica capa, o Ecos Falsos não faz parte do lado Hippie atual da música. Nem do rock, do pop e sei lá onde eles se alocam, mas Quase é a reformulação do estilo sonoro da banda em detrimento a uma facilidade de assimilação do público. Ou seja: BOM PRA CARALHO!!!!
4° Lugar
The Bravery – Stir The Blood
Depois do desastroso segundo álbum, o The Bravery volta tentando salvar sua imagem aos velhos fãs e conquistar novos mundos. Apesar de lançar clipes péssimos para os singles desse álbum, o conteúdo da bolacha é bem distribuido e interessante. Não é melhor que a primeira e muito bem desenhada bolacha, mas ainda dá para curtir bastante.
3° Lugar
Norah Jones – The Fall
Acredito que o outono de Norah Jones deve ser muito animado e bastante prolífero para suas músicas. Apesar do tão anunciado fato de Norah empunhar uma guitarra na maioria das músicas, o instrumento está escondido e pouco aparece. Esse salto de estilo fez bem a Norah, que inovou sem deixar de ser ela mesma. Um excelente bolacha. (mais…)
Depois do glorioso mês de setembro, ficou complicado para outubro superar em questão qualidade. Até que o resultado final foi um tanto surpriendente, mas nada superou o dia mais importante do ano – o meu aniversário no passado dia 26. Com um largo sorriso no rosto, vejo que o melhor álbum do mês é brasileiro, e canditado ao melhor da categoria no fim do ano…
Menção honrosa:
Melhor Clipe
Mika – Blame It On The Girls
Sempre tive um preconceito sem motivos com o trabalho do Mika. Esse último álbum pode não tem um hit no top de “Gracy Kelly”, mas contem alguns momentos de pura qualidade e genialidade. Parece que esse cuidado também se repetiu em seus clipes e esse, com certeza, é o seu melhor já feito.
Melhor Música
Weezer – (If You’re Wondering If I Want You To) I Want You To
O Weezer quase marca um recorde nessa eleição: Levar melhor álbum, melhor clipe e melhor música. Mas na reta final foi desbancado por outras bandas que realmente fizeram por merecer tal posição. Essa música demorou para cair no meu gosto, mas agora fica no player direto!
Sem mais delongas, os 5 Melhores, o pior álbum e ainda, a maior decepção de outubro foram:
5° Lugar
Dionne Bromfield – Introducing Dionne Bromfield
Ouvir a voz dessa guria de 13 anos é um convite a surpresa mais agradável em um mês onde até Creed lançou álbum. A sobrinha da Amy Winehouse tem a voz mais bela e aveludada que qualquer cantora que hoje esteja em alguma lista da Billboard. Infelizmente a bolacha não tem grandes hits, mas explica o porque do desespero de Amy em criar uma gravadora e lançar logo a guria.
4° Lugar
Wolfmother – Cosmic Egg
A desconfiança sobre essa bolacha era tão grande quanto a modificação dos integrantes da banda. Não é difícil de imaginar que está abaixo da beleza do primeiro e auto-entitulado álbum, mas a qualidade não está para trás. Faixas como “New Moon Rising”, “Cosmig Egg” e até mesmo a primeira que saiu, “Back Round”, denotam a maturidade no som da banda e o novo gás que ganharam com a nova formação. Que venham ao Brasil.
3° Lugar
Jay Farrar And Beijamin Gibbard – One Fast Move or I’m Gone Kerouac’s Big Surr
Simples, direta e bela empreitada. O multi-homem Ben Gibbard passeia pelo alternativo (no Death Cab For Cutie) e pelo eletrônico (no The Postal Service) e como no último EP (“Little Bribes”) de sua banda principal já havia dado a deixa, o country/folk tomou conta de si e refletiu na qualidade dessa bolacha, que aliada com o Son Volt Jay Farrar, prestou a homenagem certa e a trilha sonora perfeita ao poeta Kerouac. (mais…)
Mas que mês glorioso musicalmente nós tivemos! A música brotou em alta qualidade, superando qualquer expectativa e nos enxendo de surpresas pouco prováveis. A listagem foi discutida e rediscutida inúmeras vezes, mas com certeza podemos afirmar que bons álbuns ficaram de fora desse simbólico top. O importante agora é ouvir cada canção e apreciar a música boa.
Menção honrosa:
Melhor Clipe
Black Drawing Chalks – My Favorite Way
É possível que a maior injustiça do VMB 09 foi o fato desse clipe não ter levado nenhum prêmio. Lançado no primeiro dia de setembro, resistiu até o final como melhor vídeo, mas cá entre nós, essa parada já estava ganha. Qualidade gráfica estonteante, aliado a provável melhor música brasileira do ano. Divirtam-se.
Melhor Música
Porcas Borboletas – A Passeio
Sempre é ótimo colocar uma banda brasileira nessa listagem tão seleta, ainda mais uma banda pouco conhecida e com muito a oferecer. O Porcas Borboletas lançou um ótimo álbum recentimente e essa faixa-título é o inverso do que a bolacha oferece em força e diversidade. Excelente.
Sem mais delongas, os 5 Melhores, o pior álbum e ainda, a maior decepção de setembro foram:
5° Lugar
Sufjan Stevens – The BQE
E quem disse que música clássica também não deve estar aqui? Você que está acotumado com o folk e experimentações do garoto prodígio Sufjan Stevens, prepare-se para mudar de áres com essa belíssima trilha sonora instrumental. Orquestrações maravilhosas e passagens notáveis fazem qualquer um se surpreender com essa bolacha. Agora fiquei muito curioso para ver o próximo full dele, marcado para o ano que vem.
4° Lugar
Mumford and Sons – Sigh No More
Sempre penei para encontrar links de álbuns da banda, mas assim que vi o lançamento dessa nova empreitada, corri para baixar antes que o download suma. Quem não sabe, o Mumford and Sons é a banda que acompanha a menina prodígio de 19 anos Laura Marling, que é ex-Noah And The Whale. A pegada é um folk animado, com orquestrações e muito banjo, levando para o lado country sem deixar de ser pop. Recomendadíssimo.
3° Lugar
The Pains Of Being Pure At Heart – Higher Than The Stars EP
Apesar de ser um ep, e consequentimente ser bem curto, a banda apresenta de forma magnífica a maravilhosa música tema “Higher Than The Stars” e nos presenteia com o melhor de sua curtíssima discografia e um remix avassalador. Essa é um grupo que vai manter um caminho, mesmo que seja eterno no underground de Nova Iorque, mas um caminho certo de um sucesso que nunca virá. (mais…)