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Entrevista: Jennifer Lo-Fi

De amigos da internet até uma banda, o caminho foi bem curto para os jovens integrantes da Jennifer Lo-Fi. Essa loucura e união que fez a banda nascer, já os levou para abrir shows da banda americana RX Bandits, foram uma das bandas escolhidas no projeto Levi’s Music 2009 e também uma apresentação no famoso programa Poploaded, com Lúcio Ribeiro e Fábio Massari.

Desde planos futuros a ocorridos passados, Sabine Holler (vocalista) e Caio Freitas (guitarrista), nos contam um pouco do processo de criação da banda e suas metas. O grupo gravou recentemente um EP Ao Vivo em mais um Webshow que os fizeram conhecidos, além de serem os donos e a banda que executa a música “O Herói e o Marginal”, última faixa do novo álbum da cantora Mallu Magalhães. Conheçam Jennifer Lo-Fi.

Sabine, foi anunciado em um blog que você procurava uma banda para alastrar seus dotes musicais. Sabendo que o Caio não foi o único a procurar (lembro bem de um cara na comunidade da Mallu dizendo que já tava tudo certo de tocar com você e o Caio ironizando ele), como foi o processo para escolher essa banda – que tem um histórico que vai de post-rock intrumental até música eletrônica?

Sabine: Bem, um cara de Curitiba ficou fanático pelo meu Myspace e começou a me divulgar em todos os lugares da Internet, muito em massa. Ele fez várias coisas minhas: vídeos com imagens no youtube; blog; e até email! Mas eu nunca tive controle de nada disso. Enfim, eu era nova na cidade e queria montar uma banda, porque com o meu teclado e meu violão, eu não conseguia ir muito mais longe do que a “Clementine” (música da Sabine). Ele começou a me disseminar no orkut, como a nova PJ Harvey (?). E acho que na comunidade da Cat Power (atente ao comentário do Caio na segunda página e ao do Giancarlo Rufatto,do Hotel Avenida, mais a frente) o Caio leu e quis saber qual que era a minha. Várias pessoas se ofereciam pra tocar comigo, mas eu ainda não tinha sentido firmeza em ninguém, até um cara com uma mascara do Dart Vader (o Caio) postar no meu orkut.


clipe de “Michael Cane”

O grupo começou com 5 pessoas, se firmou com 4 integrantes e agora já está em 5 novamente. No início, o Muka (do Robot From 1984) saiu. O que desencadeou a saída dele e o que mudou no som da banda daí pra frente?

Sabine: Então, o Muka, participou de somente dois ensaios. Não tínhamos personalidade nenhuma como banda. Estávamos conhecendo ele e todos, então, não teve muita diferença, talvez.

Caio: É, foi muito recente. Tinha um mês de banda. A gente fez “Song 1” com ele – que foi feita no primeiro ensaio. Ele saiu porque era novo, tinha outras preocupações. Acho que não era a hora dele de mergulhar no mundo horripilante do rock! (risos)

Sabine: Ele tinha minha idade (17 anos), nada a ver isso Caio. O pai dele não deixou. Se ele não quisesse o rock, não estaria com o The Lighters. E ele mora longe

Caio: É, tem isso, ele mora longe (Santo André e a banda ensaia na Vila Madalena). Acho que é o principal motivo. Pra uma pessoa mais nova dificulta um pouco.

Sabine: E a respeito de ter entrado o Gustavo, era porque iríamos ficar mais ricos musicalmente com duas guitarras, portanto, precisávamos de um baixista. E ele era amigo do Luccas (baterista, e os dois tocavam na banda Clementina Fuego) e estava lá.

(uma curiosidade: Gustavo apareceu na banda antes mesmo de integrar oficialmente ela. No clipe de “F For Fake”, Gustavo aparece por pouquíssimos segundos tocando trompete.)

Então, falando em mudança, o som de vocês deu um salto de estilo abrupto recentemente. Saíram de uma música mais nas barbas da Mallu Magalhães e caíram num experimentalismo novo e pouco conhecido no Brasil. Podemos dizer que a Jennifer Lo-Fi encontrou seu caminho agora?

(mais…)

Entrevista e Promoção: Novo EP dos Duques

Romulo, cover de Caco Ciocler na esquerda, e na direita Ricardo Gameiro, cover de Rodrigo Amarante

Cuidar do reino de “Beatles, Elvis, Mutantes e The Who”, onde os conselheiros são “Johnny Cash, Squirrel Nut Zippers e essas bandas de revival do Rockabilly” e os súditos são conhecidos como “Roqueadores”, deve ser uma árdua missão musical. Para isso, Ricardo Gameiro (guitarra rítmica & crooner), Braulio Jorge (guitarra líder & teclas), Rômulo Collopy (Contrabaixo elétrico & crooner) e Gláucio Dapadaria (Bateira), formaram Os Duques. A banda se alto define como “bando de anão barbudo” e às vezes “Um combo de rock dançante”, dependendo da ocasião ou nível alcoólico.

Desde 2006, Os Duques refinam seu som com um único objetivo: “(…) enriquecimento ilícito, nossa mamata nas tetas do rock and roll decadente. Acima de tudo, motivo de balbúrdia e orgias nos camarins.” Não por nada, os shows são explosivos, dignos de Móveis Coloniais de Acaju: “A ‘explosão’ provavelmente veio de tanto a gente tocar com bandas Hardcore”, ‘explica’ Ricardo.

A capa da nova bolacha

A banda resolveu lançar sua nova bolacha com um ‘a mais’. O Ep Collection vem com o segundo EP da banda, chamado Roqueadores Ep, inclui também a primeira bolachinha, o Compacto Ep, e também um jogo. Esse game nada mais é que o Guitar Hero Duques. Com uma excelente jogabilidade e surpreendente arte gráfica, você realmente joga o tão famoso Guitar Hero com os novos reis do Riff. “A gente quis um jeito novo de propagar nossas canções e não vimos forma melhor que coloca-las num jogo de rock.”. Para isso, foram de 5 a 6 meses, alternando gravações e montagem do jogo.

Todo esse cuidado também reflete em outras mídias, como a maravilha de site oficial (onde você pode baixar gratuitamente o jogo, eps, fotos e release), o myspace e até um ultrapassado, mas eficiente Fotolog. Tudo produzido de forma independente, como as gravações do Duques: “Sempre gravamos em casa mesmo, sem qualquer tipo de estrutura… tratamento ou isolamento acústico.”, e não por isso a qualidade possa cair: “O estúdio da Sun Records, que o Elvis gravava, tinha um eco danado, que foi imitado por vários estúdios da época.“. Porém, tudo tem seus percalços, como “o cachorro do vizinho que late, a mãe do B.J. querendo usar o liquidificador, o ventilador de teto…”


“Tento Sempre” Ao Vivo no Teatro Odisséia

Esse gosto ‘anti-direitos autorais dos outros’, não se reflete só no jogo. A banda também gravou uma versão de “Minha Menina”, eternizada pelos reis Mutantes, há longos 30 anos atrás. Não satisfeitos, a banda usa um sampler da risada do desenho Pica-Pau na canção “Tento Sempre” e ainda cola o logo da finada gravadora CBS em suas capas – numa lembrança ao rock e country dos anos 50, característicos da banda. “Nesse ritmo, viramos um Teatro Mágico até 2011. Depois disso, ladeira abaixo… Filme 3D, Hebe… daí sai uma ‘As Loucas Aventuras dos Duques’, ‘Um Duque no Jardim de Infância’, ‘Os Duques em: Meu Vizinho Metaleiro…’”

Os Duques sobem ao palco do Circo Voador HOJE (30/10), junto com Canastra, Luisa Mandou um Beijo e outras bandas, para o tão sonhado lançamento do EP Collection. Nós, do Rock in Press, não ficamos atrás e sortearemos uma bolachinha dessa para quem mandar um email, com nome e endereço completo, para promocao@rockinpress.com.br. Resultado na sexta, dia 6/11.

Entrevista: Monograma @53HC – Belo Horizonte

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Aproveitando a última noite do 53HC em Belo Horizonte, o Rock in Press levou um papo com os mineiros do Monograma. A banda foi formada em 2006 depois de um grupo de amigos descobrirem diversas afinidades musicais. A própria banda se descreve como amigos que resolveram tocar suas músicas favoritas juntos, até que descobriram o prazer em compor e não pararam mais. Confira a entrevista logo abaixo:

1 – De onde surgiu a idéia de batizar o projeto de “Monograma”?

Essa parte é bem engraçada. Nós nos chamávamos “di meméri lee”, e adorávamos o nome, que vem da música “acabou chorare” dos Novos Baianos. Acontece que ninguém conseguia dizer ou escrever isso. Decidimos, pelo bem da banda, mudar o nome. Queríamos “Monomotor”, mas já existia. Pensamos em “Monociclo” mas também já existia. Aí olhamos no dicionário e abaixo de “Monociclo” vinha “Monograma”. Pronto! O engraçado é que nós, na época, nem sabíamos bem o que isso significava! (risos)

2 – Da primeira vez que ensaiaram juntos para o dia de hoje, véspera da apresentação na décima edição do 53HC, o que mudou no conceito do Monograma?

Ultimamente, nas nossas reuniões, gostamos de enfatizar que a Banda Monograma não é mais uma “banda de garagem”. Isso para nós significa que hoje se tem constituída uma instituição chamada Monograma, inerente às vontades individuais de cada integrante. Então, o que mudou principalmente foi a forma com que nós encaramos o projeto: estamos mais responsáveis e profissionais hoje, mas sem perder o espírito de amizade e companheirismo de sempre. Acho que hoje em dia nós nos cobramos mais, e damos mais importância a parte “burocrática” do que no começo. O Macaco Bong lançou um cd que chama “Artista igual pedreiro”, e é isso mesmo que pensamos em relação à postura que as bandas devem ter. Temos a visão que todo o processo depende de nós, e isso vai muito além de se juntar e fazer música!

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3 – Contem um pouco sobre o processo de gravação do EP.

O primeiro EP é sempre mais natural em nossa opinião. Algumas destas músicas foram compostas e arranjadas há muito tempo. E mais que isso, elas evoluíram junto com a banda. Então, o processo de composição e gravação destas músicas foram os mais tranqüilos e naturais pra gente. Gravamos no Estúdio Casulo com o Fred Chamone, que nos tratou como amigos e ouviu cada detalhe minucioso nosso, sem perder a paciência! Mas estamos ansiosos em gravar mais, pois além das 5 músicas do EP temos mais 6 músicas prontinhas! Quem for ao 53HC poderá conferir!

4 – Enquanto ouvia o disco, a faixa “Meias Trocadas” foi a que mais me chamou a atenção. Como nasceu a idéia da música? É uma autêntica canção de encerramento de shows, daquelas que o público todo canta junto. A música já nasceu com essa intenção ou foi por acaso?

Essa é outra história engraçada. Fomos pro estúdio gravar as cinco músicas do EP, e “Meias Trocadas” era nosso última opção de single, pensamos até em não gravá-la. Aí fizemos o coro no final, que foi uma idéia na ocorreu na hora, e juntamos no estúdio todo mundo que estava presente: amigos e namoradas! O resultado da gravação nos surpreendeu muito, e a recepção do público também! Desde então adoramos fechar os shows com ela, e o público faz o papel do coro. É sempre um momento muito bonito! Podemos dizer que hoje ela é uma de nossas músicas favoritas.

5 – Recentemente vocês gravaram o clipe. O que acharam? Antes vocês mesmos haviam produzido um vídeo bem indie para “Monomotor”. A experiência anterior facilitou o processo de gravação no novo vídeo?

O grande barato de ser independente, é que depois do resultado de algum projeto ou trabalho, você olha pra trás e pode falar de peito aberto: Puta merda deu trabalho, mas eu tô muito feliz por ter ficado pronto.

Os clipes surgiram de uma forma inusitada para a banda, porém muito gratificante. Tanto no primeiro com a música “Monomotor”, quanto no segundo com “Meias Trocadas”, nós tivemos ajuda de amigos, ou melhor, nós é que ajudamos um pouco a eles. Foram pessoas que ouviram as músicas, e fizeram de imagens, o que a música os transmitiu. O nosso trabalho foi de acompanhá-los. Mas sem dúvida a experiência de estar atrás de uma câmera foi muito enriquecedora.

6 – Clube da Esquina, Lô Borges, Beatles e Los Hermanos são algumas das referências do Monograma. O que acham do peso de fazer rock leve com letras românticas depois que o Los Hermanos praticamente criou o estilo?

Sempre dizemos que Los Hermanos foi uma inspiração e um karma. Como você mesmo disse, eles praticamente criaram o estilo aqui no Brasil, porém todos que vieram depois deles foram tachados de cópia, plágio. O próprio Gram disse que não agüentava mais ser tachado de Los Hermanos de São Paulo. Pra nós, influência e cópia são duas coisas diferentes, e as pessoas não conseguiram desassociar esse estilo de rock com o som dos caras. Eles realmente nos influenciaram, e a muitas outras, mas isso não torna as bandas influenciadas por eles menos criativas. Imagine se todos os influenciados por Beatles fossem tachados de cópia ou coisa do tipo: não teria havido metade das bandas importantes do mundo! Atualmente, ouvimos outras coisas (Beatles, Kings of Leon, Foo Fighters) que também nos influenciam, mas o que mais queremos é que o som do “Monograma” se pareça com “Monograma”. Mas que LH era foda, isso era!

7 – Como está a expectativa para o show no 53HC? É um dos grandes momentos da história do Monograma?

A banda teve este ano, um crescimento exponencial que com certeza foi além das nossas expectativas. Estamos praticamente aí na reta final do ano e ter sido convidado para fazer parte do festival foi motivo de grande alegria e euforia nos nossos ensaios e reuniões. É a nossa primeira vez no lapa e sem dúvida será o grande momento da nossa história. A nossa principal expectativa é ter um retorno positivo do público, ganhar visibilidade e para isso estamos trabalhando como nunca antes.

8 – Quais os planos da banda para 2010?

Estamos atualmente trabalhando com EP “Conto do faz de conta”, e o planejado é continuar nesta linha até o meio do ano que vem, quando lançaremos o nosso primeiro CD, que inclui as músicas do EP e mais sete ou oito músicas. Então até lá, vamos dedicar mais tempo a ensaios e gravações, mas sem perder o ritmo de shows e participações dos eventos que possam surgir.

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Para saber mais da banda, acesse o myspace ou participe da comunidade no orkut!

Com as bandas: Monograma, Dead Lovers Twisted Heart Band, Moptop, The Long Tall Texans, Alex Valenzi e The Hideaway Cats, Móveis Coloniais de Acaju.

Hotel Avenida Lança Seu Novo EP

“Ele tem defeitos, eu mudaria tudo se tivesse mixado, mas como nesse eu só cantei e me esgoelei, até ficou legal”. Seria estranho começar uma matéria com essa frase do próprio Giancarlo Rufatto, vocalista do Hotel Avenida, mas se o próprio cantor fala isso de seu álbum, imagina quantas verdades ele ‘esgoelou’ em suas letras.

Hotel Avenida é uma banda relativamente nova – formada no fim do ano passado – e, como tantas outras, investe na internet para divulgar o seu material. Repetindo o sucesso do lançamento do single “Eu não sou um bom lugar”, que apareceu em blogs especializados no meio do ano, eles agora repetem a fórmula e convocam mais 19 sites para mostrar ao Brasil suas seis novas músicas.

Essa idéia de divulgar em meios alternativos não é ao acaso, “é legal tratar ‘essa nova mídia’ do mesmo jeito que você trataria um jornalista ‘bam bam bam’” diz ele, que também trabalha na internet. “Eu sei que as pessoas lêem e acompanham a opinião de quem escreve”, valoriza.


Hotel Avenida – Nas Profundezas do Coração do Fundo do Copo Ao Vivo

Definitivamente, os blogs são o futuro da comunicação, mas não é só nisso que o Hotel Avenida já pensa: “O futuro é EP”, exclama Rufatto com a certeza de quem já está nesse meio a 5 anos. “Com mais de 7 músicas é disco duplo em 2009” ousa dizer alguém que colocou “Nuvem de lágrimas” – famosa nas vozes de Fafá de Belém e Roberta Miranda – na bolacha, sem medo. “Pode até ter alguém que fale mal, etc, ache ‘cafona’, mas acho que o resultado ficou ‘de bom tom’”. “Esse cover surgiu de uma idéia de tocar canções populares em arranjos decentes”, explica ele, que também enfileirou “Meu Abismo, Meu Abrigo”, do disco do Lobão, Noite (1998), nessa nova empreitada.

Apesar da ‘ameaça’ – “se você falar que parece ‘made in brasil’, ai vou ficar magoado” – o próprio Rufatto entrega as influências: “(Gosto de) Ryan Adams, Bruce Springsteen, (Bob) Dylan, Van Morrison, Jeff Buckley, e Legião Urbana aqui e ali”. Além desse ‘Legião Urbana aqui e ali’, Barão Vermelho se faz presente em músicas e algumas passagens vocais, que ele mesmo explica: “a referencia das canções que eu faço pra o Hotel é The Band, (Rolling) Stones e Van Morrison dos anos 70, ou seja, mais ou menos o que o Barão também queria ser nos anos 80”, tentando se desvencilhar. Apesar disso, a tônica da banda é o Folk clássico, com pitadas de Blues e esse Rock de 60 e 70 já citados.

Giancarlo Rufatto

A banda é liderada por Giancarlo (vocal) e Ivan Santos (guitarra), e conta ainda com Carlos Zubek (guitarra), Igor Ribeiro (baixo), Eduardo Patrício (bateria), e Alan Yokohama (bateria). A gravação foi conduzida por Vinicius Braganholo, com produção de Mariele Loyola. A direção de arte é de Giancarlo Rufatto.

A gravação do EP foi feita ao vivo, em três horas, sob o patrocínio da Rádio Mundo Livre FM (93.9) de Curitiba, cidade natal da banda. Essa responsabilidade de gravar ao vivo trás grandes conseqüências e, talvez por isso, tenham surgiram problemas de mixagem e uns detalhes que realmente não deixaram os músicos totalmente satisfeitos com o resultado final. Entre erros e acertos, o saldo saiu mais positivos do que eles mesmos poderiam esperar: “Minha voz tava muito ruim, no final já tava mais pra lá do que pra cá. Mas eu já nem ligava, só queria me livrar”.

O álbum sai nesse domingo, às 23 horas, na Rádio Mundo Livre. Se você não é de Curitiba, poderá ouvir aqui. Amanhã é o grande lançamento em blogs e nós, do Rock in Press, saímos na frente. Vamos sortear o álbum e entradas para o show de lançamento da bolacha, no dia 30/10, no Joker´s Pub, em Curitiba, com abertura da banda Pleinade. Se eu fosse você não deixava de aproveitar, pois o próprio Giancarlo Rufatto já decretou: Pretende parar aos 30, ou seja, daqui a dois anos. “Depois quero fazer outra coisa e parar de mandar email do tipo ‘oi, ouça minha banda, por favor’“.

Entrevista: Outro Rock @ Belo Horizonte

Outrorock_2009_cartaz_divulgacao_site

Provando que o circuito independente mineiro está pegando fogo, o festival Outro Rock chega para a sua segunda edição trazendo algumas das principais bandas de Belo Horizonte. O Rock in Press não iria ficar de fora e já garantiu presença para conferir os dois dias do evento, que começa amanhã às 13h na praça da Savassi.

Transmissor e o seu som clube da esquina indie

O evento será gratuito e contará com apresentação de 16 bandas , além de realizações de Feiras do Vinil da associação Discoteca Pública, uma feira de moda e uma feira de música independente. Além de apresentações de DJ’s nos intervalos. E se você não mora em Belo Horizonte, uma boa notícia: o evento será transmitido ao vivo pela internet. Basta acessar o www.myspace.com/outrorock e conferir!

Monno

Aproveitando a oportunidade de cobrir mais um evento em Belo Horizonte, conversamos com o Artênius Daniel, membro da banda Cinza e assessor de imprensa oficial do Outro Rock. No meio do papo, ele contou sobre a expectativa de público, sobre as bandas imperdíveis e sobre a iniciativa inovadora dessas bandas mineiras.

Rock in Press – Como é essa sensação de montar um evento em uma praça pública?

ArtêniusÉ a sensação de estar fazendo algo útil à cidade, pois o evento passa a ser importante em outras esferas, para além da música. A praça é um espaço de convivência, vamos contribuir para a caracterização daquele espaço. Ao mesmo tempo são muitos desafios com toda a estrutura, dinâmica, equipe envolvida etc. Mas é muito importante ressaltar que essa realidade só se tornou próxima com o apoio fundamental da Prefeitura de Belo Horizonte e da Belotur (Companhia Municipal de Turismo).

Rock in Press – Conte um pouco de como o projeto começou e quais as inovações para a nova edição.
Artênius – O Outrorock começou em 2008, através de encontros e conversas entre os artistas de rock da cidade que estavam mais envolvidos com essa cena nacional da música independente e com iniciativas para a promoção do rock na cidade, como o Quarta Sônica (no Teatro Marília) e o Primavera Rock, 2006, um evento que mobilizou diversas bandas na época e que deixou essa vontade de fazer muito mais. O festival Outrock rolou em junho de 2008, na praça Floriano Peixoto. Esse ano a festa será na Savassi com muitas novidades, teremos a participação da Feira do Vinil, um projeto muito massa da associação Discoteca Pública, uma feira de música independente, além de reunirmos um numero maior de shows em relação ao ano passado.
Rock in Press – Quais bandas merecem uma atenção especial no Outro rock 2009?

Artênius – Todas as 16 bandas tem uma proposta musical e estética muito desenvolvida, isso é ótimo para o festival porque o Outrorock consegue promover a diversidade do gênero. A banda Julgamento, por exemplo, é Hip Hop, mas também é rock. Já o Graveola & o Lixo Polifônico às vezes é música instrumental, experimentalismo, mas também é rock, sobretudo na atitude. São alguns exemplos de como o festival dialoga com a tendência da diversidade. Fora isso há destaques como o César Maurício, ex-lider do Virna Lisi e Radar Tantã, um cara ícone do rock em Minas Gerais, o Transmissor, Monno, Dead Lovers Twisted Heart, que são atualmente ótimos representantes do estado na cena nacional. Teremos 16 grandes shows. Perder qualquer um deles já é sair no prejuízo.

Graveola e o Lixo Polifônico: uma das revelações mineira

Rock in Press – Qual é a estimativa de público para esta edição? Foram cerca de 4 mil no ano passado, mas o local era maior…
Artênius – Sim, a praça era bastante ampla mas, por outro lado, a região da Savassi condensa um fluxo de circulação maior e  está bem  relacionada com essa  coisa da cultura rock, da cultura da juventude, por isso apostamos  em um retorno ainda maior para essa edição, nossa expectativa é de um público total superior às 6 mil pessoas.
Rock in Press – Como será a estrutura do palco?
Artênius – Teremos 8 shows por dia, com uma dedicação muito grande dos artistas para a troca de palco, um empenho na qualidade técnica das apresentações, som, luz, etc. Ainda teremos a presença de DJs amigos nos intervalos, a idéia é criar um evento de convivência, um clima agradável para o público..

Rock in Press – O Outro Rock já reservou seu espaço no calendário da música mineira?
Artênius – Na verdade esse calendário está sendo positivamente reconstruído com iniciativas fantásticas, todas muito novas que vem se repetindo na cidade. Temos uma nova onda de eventos ótimos como o Duelo de MCs, Roodboss SoundSystem, Mostra Cine BH. Nossa expectativa é entrar sim para a agenda oficial do município, até como uma ação institucional de valorização do rock para BH.
Rock in Press – Só participam bandas mineiras? Por que?
Artênius – Neste primeiro momento optamos por fortalecer os nossos laços, entre a cena da cidade, tornando essa cenca conhecida para muita gente de BH que ainda a desconhece. Mas temos sim a idéia de trazer bandas do interior e de outros estados já para as próximas edições.

Cinza

O Enne é uma das bandas responsáveis pela realização do Outro Rock

Perguntamos para o Luciano Viana, baixista da banda, quais são as surpresas que podemos esperar da apresentação da banda e ele disse o seguinte:

“O Enne está em um processo de pré-produção de um cd/ep novo, então nesse show apresentaremos algumas novidades, como uma música inédita que vai entrar recentemente na primeira coletânea do Circuito Fora do Eixo, junto com músicas dos nossos dois álbuns.
E fazer shows em locais públicos sempre dá um incentivo a mais lá no palco, o que acaba refletindo muito positivamente no show.
Aguardamos todos por lá! Vai ser foda!”

SERVIÇO
OUTROROCK 2009 – 16 Shows, Feira do Vinil, Feira de Moda e Música Independente
3 e 4 de outubro (sábado e domingo)
Horário: 13h
Local: Praça da Savassi (Antônio de Albuquerque, entre Alagoas e
Cristóvão Colombo)
Entrada: Franca
Informações: www.myspace.com/outrorock

The Dead Lovers Twisted Hearts

Sábado 3/10 – A partir das 13h
Monno
Dead Lover’s Twisted Heart
Pelos de Cachorro
Junkie Dogs
Cinza
Enne
Radiotape
Cães do Cerrado

O “Clá Clá” do Aldan será uma das atrações do domingo

Domingo 4/10 – A partir das 13h
Transmissor
Graveola e o Lixo Polifônico
Carolina Diz
The Folsoms
César Maurício
Julgamento
Cinco Rios
Aldan

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