Curitiba, Rio, Salvador, Recife, São Paulo, Goiania, Porto Alegre, Cuiabá e Brasília. As capitais do rock são bem conhecidas pelo circuito independente brasileiro e acabam sendo o território central para novas bandas começarem suas andanças. Mas o Brasil e todas as suas 26 capitais e o Distrito Federal tem sempre aquela surpresinha guardada do Oiapoque ao Chuí, do Acre ao Sergipe.
Justamente no menor estado brasileiro é que nasceu uma das mais empolgantes bandas dessa ótima safra de jovens com pé nos anos 60 e 70 que ouvimos por aí. Nantes é o fruto de um misto de Brian Wilson e uma magia sonora incrementada nos coros altamente cantáveis e grudentos que criados por Arthur Matos, o vocalista, violeiro e nosso entrevistado de hoje:
Começando, como foi esse papo de a banda iniciar e já estar abrindo para os Mutantes?
A banda nasceu em 2007 de uma idéia minha e do Lelo (baixo). Nós já tinhamos tocado em outra banda, mas não deu certo, ai resolvemos botar pra frente esse novo projeto. Convidamos Ravy (bateria, voz). O Rafael (teclado, voz) veio depois, pois tinhamos outro tecladista antes dele assim como com o Fabrício (guitarra, voz). Na época decidimos não fazer shows enquanto não tivessemos nenhum material gravado. Foi ai que surguiu o EP Tempo, lançado em setembro de 2008. Rolou uma repercussão legal no EP, o que nos levou a tocar no aniversário de uma rádio pública daqui, no mesmo palco que os Mutantes! Esse foi o nosso terceiro show, imagine… Depois disso, fizemos um tour pelo nordeste no meio do ano passado e começamos a trabalhar nas músicas desse disco, Alvorada.
Antes Daysleepers e agora Nantes. Vi em algumas matérias que só o nome mudou. Mas o que em si tornou-se diferente dentro da banda nessa nova fase do quinteto?
A mudança do nome foi uma decisão nossa, por estarmos buscando uma visualização maior no cenário independente com o disco que iremos lançar agora, o Alvorada. Achamos o nome “Daysleepers” muito complicado de se falar e escrever, ai resolvemos mudar para um nome mais simples e fácil. A banda nunca esteve tão entrosada e focada como nesses tempos. Estamos ensaianado bastante para o lançamento do disco e consequentemente alguns shows fora do território sergipano.
“Um Dia na Vida”
Uma banda independente não tem muita pressão na gravação de disco além do seu próprio entusiasmo. Conte como foi a gravação da bolacha.
O processo de gravação do disco foi excelente. Realmente uma experiência tremenda. Passamos 4 meses gravando (nos finais de semana), sem limite de tempo, ou seja, tivemos tempo de experimentar sons, testar vários instrumentos. Começamos pelas baterias, onde tivemos a oportunidade de alcançar o som desejado para essa gravação. O Ravy parecia uma criança gravando de tão feliz. Depois fizemos os baixos, os violões, guitarras, teclados e percussão, todos com a maior folga do mundo, a base de biscoitos de padaria, café, coca-cola e as vezes McDonalds!
Toda a gravação tem seus momentos comédia. O que rolou?
Lembro que numa das sessões do violão eu estava gripado e na música “Talvez Você Possa Cantar”, no inicio antes do primeiro verso, você percebe uma puxada de catarro pelo nariz! (risos) Não deu pra tirar. Nos fones é mais perceptível, porque o microfone do violão pegou! Rolaram altas coisas que a gente acabou deixando, tipo o celular tocando no final da “Marcha” – no finzinho mesmo. Nunca tinhamos percebido, só quando estavamos mixando. E tem o bandolim no fim de “Velha Estante” que foi totalmente inusitado. O Fabricio (guitarra) tava com o bandolim na mão tocando, isso sem gravar nem nada, ai ele pegou uma baqueta e começou a bater nas cordas do bandolim. Eu estava gravando minha voz nela e na hora do acorde de A (lá) deu certo. Ficou bom pra porra e gravamos!
“Velha Estante”
As composições são, aparentemente, muito confecionais. Como nascem as composições e arranjos da banda? Quem chega primeiro, acerta os vocais e tal?
As composições vieram meio que do nada, a maioria delas estava fazendo uma coisa qualquer, e elas apareciam na minha cabeça. Mas o interessante que as idéias só vinham tarde da noite, o que me faz ficar acordado até muito tarde. Eu pego o violão e começo a trabalhar na música, geralmente trabalho primeiro as melodias, depois faço as letras. Os vocais são feitos dessa forma também. Daí, vem uma idéia e já é! Corro pro computador e gravo tudo pra não esquecer. Só aí sento com o pessoal e começamos a discutir os arranjos vocais tentando melhorar algo, assim como os arranjos instrumentais e assim que as canções vão nascendo.
Várias músicas falam de fazer canções, tocar na rádio, lançar cd… Como é a preocupação com o sucesso?
O sucesso é uma questão interessante nesse mundo musical sabe, quem nunca sonhou em fazer sucesso, aparecer na Tv, cantar para muitas pessoas… É natural. No nosso caso, nós sempre pensamos de uma forma mais lúcida, nunca pensamos que iriamos ou iremos estourar, sempre levamos a banda como um trabalho sério, mas sempre focado na nossa satisfação pessoal como músico, como compositor e sempre esperando que as pessoas se identificassem com nossas canções, sejam elas 10 pessoas, ou 1000 pessoas, ou nenhuma, o importante é deixar fluir fazer as coisas do jeito que você achar mais conveniente, quem sabe a gente não tira a sorte grande!
Uma das marcas da banda são os coros ensaiadíssimos dignos da qualidade que bandas como o Fleet Foxes e Beach Boys. Mas para a cena independente brasileira e principalmente a sergipana – feita pelos próprios músicos – deve ser um pouco complicado transpor a qualidade dos arranjos vocais ao volume desigual do microfone dos palcos independentes da vida. Existe um medo de não conseguir mostrar a beleza do álbum ao vivo?
O medo existe sim! Ainda mais por estarmos começando a nossa vida musical ativa a pouco tempo. Ao vivo sempre foi nossa preucupação de fazer soar aquilo que nós gravamos da melhor maneiro possível. No inicio da banda era mais dífícil conseguir esses resultados, hoje em dia devido aos inúmeros ensaios, tanto só vocais, como com a banda inteira, conseguimos fazer no palco o que foi feito no disco, mesmo com todas as dificuldades que as vezes passam por nós, como equipamento de som ruim, ou um mesário (técnico de som) sacana. A idéia é ter um mesário fixo que trabalhe conosco sempre as vezes tocamos com um mesário contratado nos acessorando, mas custa caro. A idéia é conseguir um mais pra frente. Ah! As vezes a gripe atrapalha também! (risos)
Mas contratar um técnico de som próprio e armar turnê independente no Brasil encarece demais, principalmente para uma banda com cinco integrantes. O indie é, as vezes, carrasco de nossos bolsos, com produtores sacanas, e seis pessoas descerem do nordeste pra tocar no Sudeste acaba sendo muito complicado, não?
Com certeza, posso dizer a você que não temos condições nenhuma agora de fazer isso. Estamos preparando uma tour pelo sudeste/sul pra janeiro de 2011, e os custos são caros então requer alguns sacrifícios.
* Alvorada sai dia 19 de Setembro para download gratuito. Mais infos sobre o novo disco muito em breve.
As linhas do Rock in Press tem dezenas de braços amigos pelas interwebs da vida. Uma jovem e bela mocinha chamada Isabelle Brasil (sim, é Brasil, e do Muse Brasil), nos mostrou uma promissora banda americana chamada Elogy e ainda conseguiu uma entrevista deles, publicada agora.
O Elogy é uma banda americana, da Califórnia, e está ganhando um gigante reconhecimento agora, com o lançamento de seu primeiro álbum, apesar de já estarem no batente desde 2006. Eles mesmos se rotulam como “rocktronica”, mistura de rock universal com eletrônica, e tem páginas bem visitadas no Youtube, Facebook e no Twitter.
A banda recebeu propostas de grandes gravadoras, mas, como essas tais gravadoras só fechariam contrato se eles mudassem o som para algo mais comercial, os integrantes, resolveram recusar tudo e lançar o cd completamente independente. Outra questão curiosa é que Elogy faz mais sucesso aqui na América do Sul do que no próprio Estados Unidos. A promessa de show aqui no Brasil já foi feita por partes dos integrantes!
Clipe de “Beautiful”
Elogy – De onde veio o nome?
A palavra “Elogy” vem do Inglês antigo e deixou de ser usada há muitos anos, mas resolvemos dar outra chance a ela. Nós gostávamos de como a palavra “Elegy” soava, mas a definição era “Poema de reflexão séria; típica lamentação aos mortos; música ao estilo fúnebre.” E não costumamos ser tão mórbidos assim, e aí, depois de pesquisarmos um pouco mais, esbarramos com a palavra “Elogy”, que significa “o enaltecimento de uma qualidade ou virtude de algo ou alguém.” Logo depois que lemos isso, nossa pesquisa estava encerrada!
Música – Nós sabemos que vocês, membros da banda, são multi-instrumentistas, mas também ouvimos dizer que seus conhecimentos musicais vão além dos instrumentos. É verdade? Se sim, isso contribuiu para o processo de gravação do primeiro álbum ou vocês tiveram assistência técnica especializada?
Sim, Derek (eu – vocalista da banda) tem formação em Engenharia Acústica e gravou o álbum com alguns equipamentos básicos de gravação. Nós sabíamos que podíamos esperar alguns anos para juntar dinheiro e gravar num estúdio profissional, mas sentimos que as músicas e letras já estavam ótimas, e que as pessoas poderiam gostar mesmo sem toda aquela produção sofisticada. Até agora a resposta tem sido incrível, e as coisas só vão melhorar com mais e mais pessoas nos apoiando.
Fãs e redes sociais – Vocês têm uma página no Facebook muito carismática, e estão sempre olhando e respondendo aos comentários e opiniões dos fãs. Como tem sido a reação dos fãs agora que vocês acabaram de lançar o ábum?
Bom, a nossa proximidade com os fãs no facebook fez desse lançamento uma experiência muito mais íntima. Com a nossa fandom ainda sendo relativamente pequena (Elogy tem, aproximadamente, 40.000 fãs na página do facebook), tivemos a oportunidade de realmente saber o que as pessoas acharam do álbum, ao invés de só pensar o que elas poderiam ter achado, e a melhor parte disso é saber que somos a trilha sonora da vida de alguém! Receber mensagens de pessoas falando que “Rest Your Senses” os ajudou em um dos momentos mais difíceis da vida deles, ou que “Eager Are We” é a trilha sonora do verão de 2010 é o que faz todo o nosso esforço valer à pena.
Turnê internacional – Vocês planejam fazer turnê fora dos Estados Unidos? Como se em relação a todo o carinho dos fãs de outros países?
Sim, nós estamos maravilhados com o carinho dos fãs de outros países, e eles são tão enfáticos que é impossível não pensar nisso um dia sequer. Estamos na fase de fazer contatos com promotores, casas de shows, rádios internacionais, e as coisas estão progredindo. É uma responsabilidade muito grande para uma banda independente, e podemos até levar um tempo para organizar toda a nossa agenda, mas quanto mais as pessoas pedem que Elogy toque em suas cidades, mais fácil as coisas ficam.
Gravadoras e independência – Elogy é uma banda independente. Foi uma escolha, uma necessidade ou as duas coisas? Como isso aconteceu e quais são as vantagens e desvantagens de ser uma banda independente?
Nós tínhamos vontade de assinar contrato com uma gravadora até conhecermos algumas delas. Hoje em dia é uma péssima idéia pertencer a uma, porque elas tomam, controlam tudo e compensam pouquíssimo. Nós chegamos a conhecer algumas pessoas importantes antes de nos tornarmos completamente independentes, mas depois de alguns meses tendo aquela sensação de que estávamos falando com “ladrões”, decidimos que seria burrice nossa abrir mão da independência. Liberdade artística é uma grande vantagem de ser independente, mas existem algumas desvantagens também. Nós adoraríamos fazer música de graça, mas, infelizmente, isso não nos permitiria fazer turnês ou qualquer outra coisa.
Outra desvantagem é que as gravadoras, os canais de músicas, casas de shows e festivais, tudo isso é administrado pelas mesmas pessoas e que trabalham apenas entre si. Dessa forma as coisas ficam quase impossíveis para quem é independente e quer conseguir um espaço, e essa vai ser a melhor parte da história do Elogy. Uma banda de atitude, inteiramente formada e reconhecida pelos próprios integrantes. Desse jeito, trabalhar nesse ramo fica muito mais prazeroso, e essa é mais uma das razões pelas quais tentamos mostrar aos nossos fãs que nós os amamos o máximo que podemos. Eles são os nossos verdadeiros fundadores, e a chave para o nosso sucesso, diferente de grandes gravadoras e contatos para os quais nós teríamos vendido nossas almas.
Vida pessoal e o futuro – Todos nós sabemos que é difícil depender de uma carreira musical sem investimento. Vocês têm empregos separados além de serem músicos? Vocês almejam um futuro de sucesso musical e reconhecimento, ou fama não está na lista de objetivos da banda?
Sim, todos nós temos outros empregos de tempo integral para ajudar na música. Nós não dividimos os lucros do Elogy. Guardamos todo o lucro da banda para comprar equipamentos melhores e ajudar com outros custos necessários de turnês e viagens que surgirão. Em relação à fama, nós não estamos indo na mesma direção da maioria das pessoas que observamos aqui em Los Angeles. Já ficaríamos bem felizes gravando num estúdio no topo de uma montanha suíça isolados na neve e na paz, compartilhando nossa música as pessoas e fãs que são muito queridos por nós. Essa seria uma bela vida!
Alguns anos de espera e muitos (e muitos) shows depois, finalmente saiu o primeiro long play do Dead Lover’s Twisted Heart. E nós, que tivemos a chance de acompanhar diversas apresentações do quarteto, puxamos o simpático vocalista Ivan para um papo sincero sobre o disco e o tão comentado show de lançamento da bolacha.
DLTH é o rebento citado, e depois de quase três anos de produção finalmente ganhou as ruas - e oficialmente as casas de show. Mês passado, eles juntaram amigos e fãs para divulgar o lançamento em cd e vinil do álbum, num show que contou com participações especiais e até uma ‘roquestra’.
Sobre tudo isso que você vai ficar sabendo agora, acompanhe:
“Backwards”
Do início das gravações para o lançamento, em que o Dead Lover’s mudou e em que amadureceu?
Bom, na verdade eu não gosto muito dessa palavra, ‘amadurecimento’. Parece que existe uma linha necessária a ser percorrida com o intuito de se chegar a um fim também necessariamente ideal, mais certo ou mesmo melhor, saca? Acho que o que ocorreu com a gente e ocorre com a maioria das bandas é um processo de aprendizagem, de exploração de uma determinada idéia e linguagem. Nesse sentido, aí sim, a banda mudou muito durante o processo de gravação e o disco reflete isso. Mas foi uma mudança gradual e sem planos e surgiu mais como uma série de respostas e escolhas frente aos perrengues de se gravar em casa, de se gravar em qualquer lugar, do que de uma vontade nossa mesmo! (risos) Mas, eu acho, ainda bem que aconteceram esses erros, hoje sabemos mais o que queremos e um pouco mais como interagir em processo de gravação, em um estúdio, com seus equipamentos e possibilidades, e sabemos melhor ainda, como diz o Guto (guitarrista), a viabilidade real de um projeto como esse.
Mas, sendo direto na resposta, não é que tenhamos mudado nosso som, mudamos mais alguns conceitos sobre som que nos levaram a adotar outros elementos como equipamentos eletrônicos, pedais, teclados, pads, novos instrumentos como banjo, violões, etc. Esses elementos surgiram tanto de uma vontade de experimentação quanto de uma necessidade na hora da gravação e uma vez dentro do nosso rol de possibilidades de uso, acabam mudando nosso processo de composição e assim o produto final. O disco traz muitos destes novos sons, ainda que de maneira sutil em algumas músicas, e cada dia mais buscamos explorar realmente essa musicalidade nas nossas novas canções.
Depois de dois anos e meio, muitos problemas e resoluções depois, o resultado do disco foi realmente o esperado ou ainda faltou algo para vocês?
É complicado falar, mas sem dúvida o disco é muito diferente do que pensamos que seria quando entramos pela primeira vez em estúdio. Se faltou algo ou não, depende da opinião de cada um de nós envolvido nesse processo e cada qual vai falar sobre um ponto…
As músicas que compõem esse álbum já são tocadas há muito tempo e o formato que elas acabaram por tomar, em alguns casos foi bem natural, em outros foi muita ralação e quebra cabeça para chegar num resultado satisfatório. O que importa agora para gente é que mesmo, como disse, sendo um disco baseado num repertório de certa forma antigo, ele ainda consegue surpreender as pessoas que o escutam, ainda que elas já acompanhassem a banda ao vivo e conhecessem as músicas.
Quais são as chances para um clipe e uma grande turnê?
O clipe nós já estamos conversando com um pessoal bem bacana aqui de BH e temos algumas idéias. Inclusive a intenção era lança-lo junto com o álbum, na festa, mas devido à correria alucinada que foram os preparativos pro show, com ensaio da banda, da orquestra e mais todas as outras coisas envolvidas num lançamento, não tivemos tempo para terminar o roteiro e muito menos gravar. Mas junto com o nosso site, é um dos principais planos pro segundo semestre.
Quanto à turnê, depende de vocês, é só chamar que nós vamos… (risos)
No épico show de lançamento, vocês tocaram uma música que indicaram estar num próximo álbum do quarteto. Já existem planos para esse novo lançamento?
Pois é, aprovamos no começo do ano uma verba da fundação municipal de cultura de BH para a construção do nosso site. Como contrapartida, colocamos justamente a gravação de um EP com 4 músicas a ser lançado em vinil. Já temos algumas canções que vão fazer parte desse repertório, mas efetivamente só devemos gravar e lançar isso no ano que vem. Esse ano ainda tem muita coisa pela frente a se trabalhar com o novo álbum e também queremos tirar um tempo para criar outras coisas novas antes de entrar em estúdio.
A utilização da orquestra no show deu um toque, no mínimo épico na apresentação. Chegou-se a pensar em grava-la no disco? Porque não ocorreu?
Infelizmente não! E idéia de tocar com a orquestra surgiu no começo do ano e veio de uma grande amiga nossa, a Sarah Assis, que inclusive toca os acordeons do disco. Mas àquela altura, o processo de gravação já tinha terminado e nem passou pela nossa cabeça ser viável enfiar uma orquestra nas musicas do Dead Lover’s. Mas para a festa de lançamento quisemos fazer algo diferente, essa idéia veio à tona e convidamos a Sarah pra essa empreitada de escrever os arranjos da orquestra. Que funcionou tão maravilhosamente bem, que deixou essa pulga atrás da orelha de porque não pensamos nisso antes?
Porém, tem um outro aspecto, que é o que disse acima de viabilidade do projeto. Imagina se tivéssemos gravado as músicas orquestradas, como tocaríamos isso ao vivo pela estrada à fora? Uma das coisas que buscamos no disco foi soar o mais fiel possível do que podemos fazer ao vivo. É claro que em algumas musicas usamos a abusamos de arranjos e instrumentos que originalmente não usávamos, mas a base é bem a mesma do que é ao vivo. Deixa a orquestra ser um plus, um tipo de show diferente que fazemos!
A música “Pretenders” Ao Vivo com orquestra
O formato vinil pode ser considerado novo para essa geração, mas vocês apostam com afinco na proposta. É realmente viável na questão venda e divulgação essa utilização do ‘bolachão’?
Totalmente! É claro que não esperamos vender 100.000 vinis (nem cd’s ou downloads na verdade [risos]) e estamos pensando em um nicho muito específico de consumo. Nesse sentindo o vinil é um sucesso absoluto (pra você ter idéia, no dia do lançamento venderam mais vinis que cds), ele acaba sendo um objeto interessante de se ter, quase como uma camisa ou outro merchadising da banda, e fora que ele agrega um outro público de pessoas ligadas à cultura do acetato, que vêem o disco de maneira diferente. Tudo isso acaba por garantir a sua convivência pacífica com todos os outros formatos e mídias de áudio, justamente porque ele faz parte de um outro ritual, uma outra relação que o ouvinte estabelece com a música e com a banda. Ele não anula o CD ou o MP3, ele soma.
Vinil é um formato caro, porém bonito e sincero. Então, porque as pessoas deveriam comprar o vinil?
1. Porque é bonito
2. Porque é sincero
3. Porque é mais gostoso manusear a bolacha e o encarte
4. Porque o som é diferente, mais cheio, grave.
5. Porque o chiado da agulha é um charme
6. Porque é um item mais exclusivo
7. Porque vocês querem ajudar a gente (risos)
8. Porque é um ritual legal trocar o lado do vinil
9. Porque todo mundo pergunta porque até comprar o primeiro
10. Porque você vai querer um quando vir
Antiga no cenário Underground brasileiro, Djangos apareceu em 94 quando a formação atual da banda aconteceu (Marco Homobono, vocal e guitarra; JJ Aquino, bateria; Lyle Diniz, baixo), e quando “Sopa de Jornal” começou a tocar na Radio Fluminense FM. Antigo não? Pois então, é desde essa época que a banda vem encantando com seu som, que é uma mistura de punk, reggae e por que não dizer, um pouco de “Skank” também!
Após um tempo em hiato, em 2007 os Djangos começaram a divulgação de seu novo disco, “Mundodifusão”, produzido por Marcelo Yuka (ex-Rappa e F.UR.T.O.), O CD conta com participações mais que especiais do próprio Yuka, João Xavi, Lazão (Cidade Negra), Amora Pêra (Chicas) e Jomar Schrank, as músicas que já saíram nos deixam curiosos para saber do resto. A banda trabalhou muito em cima do single “Operação São Jorge!” no ano passado, e tiveram uma participação marcante com João Xavi na abertura do show do Móveis Coloniais de Acajú, na virada cultural do Rio. No fim do ano o tiveram o clip do single lançado pela MTV e encaminharam-se efetivamente para o lançamento do álbum. No dia 18 de novembro a banda também carimbou o seu trabalho no Oi Novo Som.
Sendo um grande fã do som deles entrei em contato com os caras e os chamei para uma entrevista.
Clipe de “Operação São Jorge”
Bom, Daqui da minha prisão domiciliar, Eu escuto barulho do lado de lá… Seria o som do Mundodifusão? A quantas anda o lançamento do novo álbum da banda?
Jj Aquino: Mundodifusão são as antenas ligadas ao mundo. Tudo que acontece ao nosso redor. O cotidiano, a internet e as reflexões do mundo contemporâneo serviram de alimento para Mundodifusão. Já sobre o álbum. Estamos a vésperas do lançamento do cd pela internet, através dos portais de música de todo Brasil. Tentaremos divulgá-lo, também, ao máximo nas redes sociais para depois lançarmos, o cd físico, nas lojas.
Como foi gravar A música de trabalho de vocês “Operação São Jorge”? Falar de problemas que ocorrem com freqüência nas favelas brasileiras e da alienação popular… Conte-nos como surgiu a letra?
Marco Homobono: A letra surgiu numa noite de insônia provocada pelo medo de ver espíritos. Isso se repetia com frequência nas minhas madrugadas. Eu sentia certas presenças no meu quarto apesar de estar sozinho. Até que um dia, escutando os fogos dos balões do dia de São Jorge, eu fiquei mais calmo. Como moro perto da Cidade de Deus, havia um tempo – antes em que escutávamos vários tiros de armas de fogo, sem saber o que estava acontecendo de verdade por lá. Na hora de escrever a letra, imaginei como se fosse uma batida policial na favela, no dia de São Jorge. É uma polaróide noturna.
De amigos da internet até uma banda, o caminho foi bem curto para os jovens integrantes da Jennifer Lo-Fi. Essa loucura e união que fez a banda nascer, já os levou para abrir shows da banda americana RX Bandits, foram uma das bandas escolhidas no projeto Levi’s Music 2009 e também uma apresentação no famoso programa Poploaded, com Lúcio Ribeiro e Fábio Massari.
Desde planos futuros a ocorridos passados, Sabine Holler (vocalista) e Caio Freitas (guitarrista), nos contam um pouco do processo de criação da banda e suas metas. O grupo gravou recentemente um EP Ao Vivo em mais um Webshow que os fizeram conhecidos, além de serem os donos e a banda que executa a música “O Herói e o Marginal”, última faixa do novo álbum da cantora Mallu Magalhães. Conheçam Jennifer Lo-Fi.
Sabine, foi anunciado em um blog que você procurava uma banda para alastrar seus dotes musicais. Sabendo que o Caio não foi o único a procurar (lembro bem de um cara na comunidade da Mallu dizendo que já tava tudo certo de tocar com você e o Caio ironizando ele), como foi o processo para escolher essa banda – que tem um histórico que vai de post-rock intrumental até música eletrônica?
Sabine: Bem, um cara de Curitiba ficou fanático pelo meu Myspace e começou a me divulgar em todos os lugares da Internet, muito em massa. Ele fez várias coisas minhas: vídeos com imagens no youtube; blog; e até email! Mas eu nunca tive controle de nada disso. Enfim, eu era nova na cidade e queria montar uma banda, porque com o meu teclado e meu violão, eu não conseguia ir muito mais longe do que a “Clementine” (música da Sabine). Ele começou a me disseminar no orkut, como a nova PJ Harvey (?). E acho que na comunidade da Cat Power (atente ao comentário do Caio na segunda página e ao do Giancarlo Rufatto,do Hotel Avenida, mais a frente) o Caio leu e quis saber qual que era a minha. Várias pessoas se ofereciam pra tocar comigo, mas eu ainda não tinha sentido firmeza em ninguém, até um cara com uma mascara do Dart Vader (o Caio) postar no meu orkut.
clipe de “Michael Cane”
O grupo começou com 5 pessoas, se firmou com 4 integrantes e agora já está em 5 novamente. No início, o Muka (do Robot From 1984) saiu. O que desencadeou a saída dele e o que mudou no som da banda daí pra frente?
Sabine: Então, o Muka, participou de somente dois ensaios. Não tínhamos personalidade nenhuma como banda. Estávamos conhecendo ele e todos, então, não teve muita diferença, talvez.
Caio: É, foi muito recente. Tinha um mês de banda. A gente fez “Song 1” com ele – que foi feita no primeiro ensaio. Ele saiu porque era novo, tinha outras preocupações. Acho que não era a hora dele de mergulhar no mundo horripilante do rock! (risos)
Sabine: Ele tinha minha idade (17 anos), nada a ver isso Caio. O pai dele não deixou. Se ele não quisesse o rock, não estaria com o The Lighters. E ele mora longe
Caio: É, tem isso, ele mora longe (Santo André e a banda ensaia na Vila Madalena). Acho que é o principal motivo. Pra uma pessoa mais nova dificulta um pouco.
Sabine: E a respeito de ter entrado o Gustavo, era porque iríamos ficar mais ricos musicalmente com duas guitarras, portanto, precisávamos de um baixista. E ele era amigo do Luccas (baterista, e os dois tocavam na banda Clementina Fuego) e estava lá.
(uma curiosidade: Gustavo apareceu na banda antes mesmo de integrar oficialmente ela. No clipe de “F For Fake”, Gustavo aparece por pouquíssimos segundos tocando trompete.)
Então, falando em mudança, o som de vocês deu um salto de estilo abrupto recentemente. Saíram de uma música mais nas barbas da Mallu Magalhães e caíram num experimentalismo novo e pouco conhecido no Brasil. Podemos dizer que a Jennifer Lo-Fi encontrou seu caminho agora?
Romulo, cover de Caco Ciocler na esquerda, e na direita Ricardo Gameiro, cover de Rodrigo Amarante
Cuidar do reino de “Beatles, Elvis, Mutantes e The Who”, onde os conselheiros são “Johnny Cash, Squirrel Nut Zippers e essas bandas de revival do Rockabilly” e os súditos são conhecidos como “Roqueadores”, deve ser uma árdua missão musical. Para isso, Ricardo Gameiro (guitarra rítmica & crooner), Braulio Jorge (guitarra líder & teclas), Rômulo Collopy (Contrabaixo elétrico & crooner) e Gláucio Dapadaria (Bateira), formaram Os Duques. A banda se alto define como “bando de anão barbudo” e às vezes “Um combo de rock dançante”, dependendo da ocasião ou nível alcoólico.
Desde 2006, Os Duques refinam seu som com um único objetivo: “(…) enriquecimento ilícito, nossa mamata nas tetas do rock and roll decadente. Acima de tudo, motivo de balbúrdia e orgias nos camarins.” Não por nada, os shows são explosivos, dignos de Móveis Coloniais de Acaju: “A ‘explosão’ provavelmente veio de tanto a gente tocar com bandas Hardcore”, ‘explica’ Ricardo.
A capa da nova bolacha
A banda resolveu lançar sua nova bolacha com um ‘a mais’. O Ep Collection vem com o segundo EP da banda, chamado Roqueadores Ep, inclui também a primeira bolachinha, o Compacto Ep, e também um jogo. Esse game nada mais é que o Guitar Hero Duques. Com uma excelente jogabilidade e surpreendente arte gráfica, você realmente joga o tão famoso Guitar Hero com os novos reis do Riff. “A gente quis um jeito novo de propagar nossas canções e não vimos forma melhor que coloca-las num jogo de rock.”. Para isso, foram de 5 a 6 meses, alternando gravações e montagem do jogo.
Todo esse cuidado também reflete em outras mídias, como a maravilha de site oficial (onde você pode baixar gratuitamente o jogo, eps, fotos e release), o myspace e até um ultrapassado, mas eficiente Fotolog. Tudo produzido de forma independente, como as gravações do Duques: “Sempre gravamos em casa mesmo, sem qualquer tipo de estrutura… tratamento ou isolamento acústico.”, e não por isso a qualidade possa cair: “O estúdio da Sun Records, que o Elvis gravava, tinha um eco danado, que foi imitado por vários estúdios da época.“. Porém, tudo tem seus percalços, como “o cachorro do vizinho que late, a mãe do B.J. querendo usar o liquidificador, o ventilador de teto…”
“Tento Sempre” Ao Vivo no Teatro Odisséia
Esse gosto ‘anti-direitos autorais dos outros’, não se reflete só no jogo. A banda também gravou uma versão de “Minha Menina”, eternizada pelos reis Mutantes, há longos 30 anos atrás. Não satisfeitos, a banda usa um sampler da risada do desenho Pica-Pau na canção “Tento Sempre” e ainda cola o logo da finada gravadora CBS em suas capas – numa lembrança ao rock e country dos anos 50, característicos da banda. “Nesse ritmo, viramos um Teatro Mágico até 2011. Depois disso, ladeira abaixo… Filme 3D, Hebe… daí sai uma ‘As Loucas Aventuras dos Duques’, ‘Um Duque no Jardim de Infância’, ‘Os Duques em: Meu Vizinho Metaleiro…’”
Os Duques sobem ao palco do Circo Voador HOJE (30/10), junto com Canastra, Luisa Mandou um Beijo e outras bandas, para o tão sonhado lançamento do EP Collection. Nós, do Rock in Press, não ficamos atrás e sortearemos uma bolachinha dessa para quem mandar um email, com nome e endereço completo, para promocao@rockinpress.com.br. Resultado na sexta, dia 6/11.
Aproveitando a última noite do 53HC em Belo Horizonte, o Rock in Press levou um papo com os mineiros do Monograma. A banda foi formada em 2006 depois de um grupo de amigos descobrirem diversas afinidades musicais. A própria banda se descreve como amigos que resolveram tocar suas músicas favoritas juntos, até que descobriram o prazer em compor e não pararam mais. Confira a entrevista logo abaixo:
1 – De onde surgiu a idéia de batizar o projeto de “Monograma”?
Essa parte é bem engraçada. Nós nos chamávamos “di meméri lee”, e adorávamos o nome, que vem da música “acabou chorare” dos Novos Baianos. Acontece que ninguém conseguia dizer ou escrever isso. Decidimos, pelo bem da banda, mudar o nome. Queríamos “Monomotor”, mas já existia. Pensamos em “Monociclo” mas também já existia. Aí olhamos no dicionário e abaixo de “Monociclo” vinha “Monograma”. Pronto! O engraçado é que nós, na época, nem sabíamos bem o que isso significava! (risos)
2 – Da primeira vez que ensaiaram juntos para o dia de hoje, véspera da apresentação na décima edição do 53HC, o que mudou no conceito do Monograma?
Ultimamente, nas nossas reuniões, gostamos de enfatizar que a Banda Monograma não é mais uma “banda de garagem”. Isso para nós significa que hoje se tem constituída uma instituição chamada Monograma, inerente às vontades individuais de cada integrante. Então, o que mudou principalmente foi a forma com que nós encaramos o projeto: estamos mais responsáveis e profissionais hoje, mas sem perder o espírito de amizade e companheirismo de sempre. Acho que hoje em dia nós nos cobramos mais, e damos mais importância a parte “burocrática” do que no começo. O Macaco Bong lançou um cd que chama “Artista igual pedreiro”, e é isso mesmo que pensamos em relação à postura que as bandas devem ter. Temos a visão que todo o processo depende de nós, e isso vai muito além de se juntar e fazer música!
3 – Contem um pouco sobre o processo de gravação do EP.
O primeiro EP é sempre mais natural em nossa opinião. Algumas destas músicas foram compostas e arranjadas há muito tempo. E mais que isso, elas evoluíram junto com a banda. Então, o processo de composição e gravação destas músicas foram os mais tranqüilos e naturais pra gente. Gravamos no Estúdio Casulo com o Fred Chamone, que nos tratou como amigos e ouviu cada detalhe minucioso nosso, sem perder a paciência! Mas estamos ansiosos em gravar mais, pois além das 5 músicas do EP temos mais 6 músicas prontinhas! Quem for ao 53HC poderá conferir!
4 – Enquanto ouvia o disco, a faixa “Meias Trocadas” foi a que mais me chamou a atenção. Como nasceu a idéia da música? É uma autêntica canção de encerramento de shows, daquelas que o público todo canta junto. A música já nasceu com essa intenção ou foi por acaso?
Essa é outra história engraçada. Fomos pro estúdio gravar as cinco músicas do EP, e “Meias Trocadas” era nosso última opção de single, pensamos até em não gravá-la. Aí fizemos o coro no final, que foi uma idéia na ocorreu na hora, e juntamos no estúdio todo mundo que estava presente: amigos e namoradas! O resultado da gravação nos surpreendeu muito, e a recepção do público também! Desde então adoramos fechar os shows com ela, e o público faz o papel do coro. É sempre um momento muito bonito! Podemos dizer que hoje ela é uma de nossas músicas favoritas.
5 – Recentemente vocês gravaram o clipe. O que acharam? Antes vocês mesmos haviam produzido um vídeo bem indie para “Monomotor”. A experiência anterior facilitou o processo de gravação no novo vídeo?
O grande barato de ser independente, é que depois do resultado de algum projeto ou trabalho, você olha pra trás e pode falar de peito aberto: Puta merda deu trabalho, mas eu tô muito feliz por ter ficado pronto.
Os clipes surgiram de uma forma inusitada para a banda, porém muito gratificante. Tanto no primeiro com a música “Monomotor”, quanto no segundo com “Meias Trocadas”, nós tivemos ajuda de amigos, ou melhor, nós é que ajudamos um pouco a eles. Foram pessoas que ouviram as músicas, e fizeram de imagens, o que a música os transmitiu. O nosso trabalho foi de acompanhá-los. Mas sem dúvida a experiência de estar atrás de uma câmera foi muito enriquecedora.
6 – Clube da Esquina, Lô Borges, Beatles e Los Hermanos são algumas das referências do Monograma. O que acham do peso de fazer rock leve com letras românticas depois que o Los Hermanos praticamente criou o estilo?
Sempre dizemos que Los Hermanos foi uma inspiração e um karma. Como você mesmo disse, eles praticamente criaram o estilo aqui no Brasil, porém todos que vieram depois deles foram tachados de cópia, plágio. O próprio Gram disse que não agüentava mais ser tachado de Los Hermanos de São Paulo. Pra nós, influência e cópia são duas coisas diferentes, e as pessoas não conseguiram desassociar esse estilo de rock com o som dos caras. Eles realmente nos influenciaram, e a muitas outras, mas isso não torna as bandas influenciadas por eles menos criativas. Imagine se todos os influenciados por Beatles fossem tachados de cópia ou coisa do tipo: não teria havido metade das bandas importantes do mundo! Atualmente, ouvimos outras coisas (Beatles, Kings of Leon, Foo Fighters) que também nos influenciam, mas o que mais queremos é que o som do “Monograma” se pareça com “Monograma”. Mas que LH era foda, isso era!
7 – Como está a expectativa para o show no 53HC? É um dos grandes momentos da história do Monograma?
A banda teve este ano, um crescimento exponencial que com certeza foi além das nossas expectativas. Estamos praticamente aí na reta final do ano e ter sido convidado para fazer parte do festival foi motivo de grande alegria e euforia nos nossos ensaios e reuniões. É a nossa primeira vez no lapa e sem dúvida será o grande momento da nossa história. A nossa principal expectativa é ter um retorno positivo do público, ganhar visibilidade e para isso estamos trabalhando como nunca antes.
8 – Quais os planos da banda para 2010?
Estamos atualmente trabalhando com EP “Conto do faz de conta”, e o planejado é continuar nesta linha até o meio do ano que vem, quando lançaremos o nosso primeiro CD, que inclui as músicas do EP e mais sete ou oito músicas. Então até lá, vamos dedicar mais tempo a ensaios e gravações, mas sem perder o ritmo de shows e participações dos eventos que possam surgir.