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P.A.R.T.Y. #5 – Darwin Deez

A P.A.R.T.Y. desta semana começa com dois fatos, duas verdades que as festas dessa vida me ensinaram e se aplicam ao artista aqui descrito.

1) Nem só de música eletrônica, vive uma boa festa,
2) Quanto mais freak, melhor!

O “Ponha A Roupa Transparente YAY!” deste sábado é com:

Darwin Deez

#3wordsafterparty: ‘Sério, não acredito!’ (Você relutando em acreditar no talento do cara).

Precisa Ouvir: “Radar Detector”, “Constellations” e “Bad Day”.

Aonde: New York, USA.

Roupa Transparente Porque: Guitarras rápidas e animadas, batida forte e contagiante, base eletrônica simples e elegante e boas doses de palminhas e lo-fi servem de camadas pra uma voz arrastada, quase amargurada cantar seus desejos amorosos. Algo como ‘sad songs for happy people’, que realmente funciona na pista.

Tem Uma História: Até pouco tempo atrás Darwin Deez era apenas o guitarrista da Creaky Boards, aquela banda que quis processar o Coldplay por plágio, mas sua carreira musical começou aos 16 quando ele escrevia as músicas e as gravava em seu computador velho, com um microfone mediano tocando sua guitarra com quatro cordas e uma afinação secreta. Hoje, Darwin Deez, além de ser sua personalidade, é o nome de sua banda, que conta com mais 8 integrantes, que variam em diferentes shows. É também conhecido por suas danças malucas e pelo seu visual exótico, além ter uma alta estatura, seus cabelo encaracolados e a faixinha na cabeça são sua marca.

Yay: Mais de 100 mil execuções no Myspace e elogios arrancados de blogs espalhados pelo mundo fizeram dele um prato cheio pra figurar nas páginas da NME e do The Guardian. Também conta com um CD quase impossível de encontrar pela internet, mas que pode ser escutado em seu site oficial.


O incrível clipe de “Radar Detector”

Site Oficial | Myspace| Twitter

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Dicas: Maria Elvira e os Suprassumos do Swing

Imagem do site Rock Gaúcho.com

Com o hábito de procurar ‘novas salvações’ da música pra renovar o meu player e pra aqui postar, dezenas de Myspaces e demos passam pelos meus ouvidos e com a mesmice em que a música anda, criei critérios um pouco, digamos, excêntricos pra, logo de cara simpatizar com uma banda. Quando o nome da banda ou a capa do disco me chamam a atenção, é quase certeza de amor.

Quando me deparei com a página de uma banda chamada Maria Elvira e os Suprassumos do Swing, minha curiosidade ficou realmente atiçada, que nome divertido.

Passo a barra de rolagem do browser pro fim da página e encontro um vídeo deles tocando ao vivo, e que coisa linda, duas belas garotas, com grandes talentos, tocando baixo e cantando.  Depois da lisergia, fui procurar mais sobre a banda.

Maria Elvira e os Suprassumos do Swing vem do prolífero estado do Rio Grande do Sul e também é conhecida por sua sigla MESS (sigla que não faz perder o brilho do nome),  é capitaneada pelo baterista Álcio Villalobos e pela bela vocalista Maria Elvira, que imaginavam a banda desde 2006 e a concretizaram em 2008, com a ajuda do guitarrista André Rocha. Na época faziam covers de Stones e Beatles, além de trabalhos autorais. Com a entrada de Letícia Rodrigues no baixo, a banda se completou e ganhou toques à mais de requinte e beleza.

Além de toda beleza contida na banda, a qualidade musical é irredutível o que realmente faz da MESS algo interessante. Com influências declaradas de Beatles, Tons Waits e Mark Lenegan, também colocam um pé no presente, dizendo ser fãs de PJ Harvey e Fever Ray, o que mostra a diversidade da banda, além é claro, da paixão pelas décadas de 60 e 70 e pelo R&B e Soul.

Maria Elvira tem um jeito suave de cantar, dando um tom pessoal às melodias, como se ela contasse uma de sua histórias, na impressionante “Don’t Mess With My Heart”, ela dita a regra para algum possível parceiro: ‘não bagunce com meu coração’. Tudo isso num clima, meio stoner meio rockabilly. No Myspace, também disponibilizam a ótima “Acellerate”, que não foge da vibe baixo swingado e guitarra com pegada setentista.  Pelo Youtube, encontrei petardos com “Fralda” e ”First Kiss”.

Pra definir a banda, realmente preciso copiar o último parágrafo de sua descrição no Myspace, dando o devido crédito a quem escreveu:

Maria Elvira e os Suprassummos do Swing não é uma banda de garotas, nem de garotos; não é rock gaúcho, nem paulista, nem inglês; não é mod, nem grunge, nem new wave; não toca de terninho, nem fantasiada. A MESS é uma banda, e está contente com isso.’

Myspace | Twitter | Orkut | Fotolog

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P.A.R.T.Y. #4 – Joy Orbison

Joy Orbison

#3wordsafterparty: dubstep, house, sofisticação.

Precisa ouvir: “Hyph Mngo”, “BRKLN CLLN” e “Tentative Bidding”

Aonde: Londres, UK

Roupa transparente porque: Joy Orbison fará você dançar ao som de uma complexa e sofisticada música eletrônica, pois harmonia e técnica são o seu forte. Com um pouco de house, disco e o melhor do dubstep Joy deixa tudo com cara de balada Hype ao misturar tudo com o melhor da influência shoegaze, dando uma atimosfera super fuzz eletrônico ao seu som. Isso tudo aliado a umas pausas e batidinhas de palmas impremem um tom bem divertido e dançante em suas músicas.

Tem uma história: Introduzido ao mundo dos clubs ingleses pelo seu tio, Peter O’Grady (seu nome original) começou a fazer música desde os 13 anos, trabalhando como DJ. Posteriormente mudou para produção onde algum tempo depois começou a misturar house e disco com bandas como My Bloody Valentine, Josef  e The Beach Boys. Peter tornou-se vanguardista do gênero dubstep ao lançar seu incrível single “Hyph Mngo”, que foi seguido por outras maravilhosa músicas como “Wet Look” e “Hold Me”.

Yay: Umas das grandes promessas da BBC para 2010, Joy Orbison lançou recentemente o EP  The Shrew Would Have Cushioned e já participou de vários mixs da Fact Magazine. O rapaz que está overhipado nos clubes londrinos pormete muitas novidades para este ano.

Joy Orbison – Hyph Mngo

MySpace / Last.fm

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P.A.R.T.Y. #3 – Mottorama

Sábado é dia de esquecer o estresse, esquecer o chefe chato, esquecer que choveu a semana inteira e se jogar na pista! E para isso, trazemos mais um P.A.R.T.Y para te ajudar a entrar no clima de balada.

A dica do “Ponha A Roupa Transparente YAY!” deste sábado é:

Mottorama

#3wordsafterparty: rock, electro, 80’s

Precisa ouvir: “City Lights”, “You Need It, Yeah” e “This or That”

Aonde: Santa Catarina, Brasil

Roupa transparente porque: Rock orgânico e electro mixados por baterias eletrônicas, computadores, muitos sintetizadores e vocais recheados de efeitos resultam em um electro sofisticado com ares oitentistas, com uma produção caprichada que vai te fazer se sentir em uma balada de gente grande.

Tem uma história: Ale Franco começou no mundo da música eletrônica em 2005, quando começou a discotecar na Pelvis Shaker, nome de peso da noite  florianopolitana. Jean Gengnagel  também começou em 2005, com produção de desfiles de moda e curta-metragens. Depois de se esbarrarem em uma das festas da cidade, surgiu o Mottorama, que vem ascendendo rapidamente nesses dois anos de vida.

Yay: Desde seu primeiro show em 2008 e um álbum lançado no mesmo ano , o duo vêm sendo requisitado em festas e eventos de diversas partes do país e já é considerado parte da nata da nova safra da noite catarinense.

Mottorama – This or That

Myspace | Last.fm | Twitter

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Dicas: Best Coast

Apresento hoje um ótimo som, com cara de anos 50 e que faz todos dançararem por onde passa. Não estou falando dos Beatles, mas sim de um burburinho muito gostoso que vem da costa oeste ao som de um lo-fi, poppy sound muito gracioso e divertido. Eles são o Best Coast, essa banda  incrível que se revelou em uma das mais incríveis promessas para 2010.

Com Bethany Cosentino nas letras, guitarras e nos milhares de vocais e Bobb Bruno em todos os outros instrumentos, o duo vem cativando muitos ouvidos ultimamente com seu som. Com claras influências de “início” dos Beatles, Beach Boys, as girl groups do Phill Spector, Fleetwood Mac, a cantora nos convida a aproveitar toda a diversão que vem da costa oeste e que pode ser aproveitada em frente ao mar.

Bethany explicou ao site português Bodyspace que ela é a escritora principal, escreve as canções e as guarda em seu computador e as envia para Bobb para que ele possa arranjar a música, fazer a bateria, a guitarra solo e o baixo. Por conta dela fica apenas a parte de escrever, a guitarra base e as várias camadas de vozes.

Suas letras falam sobre a paisagem da costa oeste, pela qual a cantora se diz apaixonada, divertir-se, pensar na pessoa amada e aproveitar a companhia da mesma. Tudo isso aliado a um lo-fi muito amigável se reflete em músicas maravilhosas como as estourada “When I’m With You” e “Something In The Way”

Mas ditas todas as impressões, a cantora faz questão de dizer quer não se compromete com apenas um tipo de letra ou um tipo de melodia, diz que suas canções não são muito estranhas umas as outras, mas afirma que a diversão está em criar coisas diferentes.

A banda vem utilizando um método bem interessante de conquistar público, lançando vários EPs durante o ano passado e início deste ano já foram cinco, deixando a todos com água na boca a espera de um álbum completo. A cantora disse que está a todo o vapor com as gravações do álbum da banda no estúdio Black Íris em L.A., e que o álbum será inteiro de músicas inéditas.

A banda está no line-up de importantes festivais de música independente como a décima edição do San Miguel Primavera Sound, em Barcelona e The Great Escape, festival que acontece em Brighton e é responsável por revelar as novas bandas do cenário musical.

Blog | MySpace

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P.A.R.T.Y. #2 – Trouble Andrew

Mais um sábado chegou e é bom vocês se acostumarem com a premissa: ‘Sábado é dia de festa aqui no Rock In Press’.  E hoje, teremos mais uma dica (que permeia um perigoso terreno musical), justamente pra vocês que odeiam o Carnaval e agora precisam extravasar todo esse ódio e liberar a energia que ficou contida nessa semana de folga.

E a dica do “Ponha A Roupa Transparente YAY!” deste sábado é:

Trouble Andrew

#3wordsafterparty: Cuidado tio Kanye!

Precisa Ouvir: “Chase Money”, “Bang Bang feat. Santigold” e “Either Way”.

Aonde: New York, USA.

Roupa Transparente Porque: Pegue a perigosa mistura de Rock + Electro + Rap.  Coloque um cara sádico pra cantar e some altas doses de punk, tudo isso imerso em um baixo contagiante, uma batida envolvente e camadas e mais camadas de sintetizadores, que te deixam em transe em uma espécie de vibe crunk sk8, oh yeah (seja lá o que isso signifique, meu amigo!).

Tem Uma História: O cara simplesmente namora a Santigold, e foi ela mesmo que o influenciou a entrar no mundo da música, quando, depois de sofrer um acidente de skate, estava de repouso. Começou gravando no seu sotão e em 2007 lançou o homônimo Trouble Andrew e em 2009 lançou uma versão remasterizada do mesmo álbum, com uma faixa bônus, chamada “What’s So Strange About Me”.

Yay: Mais de 3 milhões de execuções no Myspace; contrato assinado com a Virgin Records (a mesma do Daft Punk, do Massive Attack, do Iggy Pop e dos Rolling Stones); agenda lotada nesse mês de fevereiro e o affair com a Saintgold dão um certo status, um grande hype ao freak-boy.


Trouble Andrew – Chase Money

Last.FM | Myspace

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P.A.R.T.Y. #01

Nova coluna dos sábados capitaneada pelos ativos novatos Jairo Borges e Dayson Ruan, onde, sem preconceitos ou medos, mostrarão a todos como fazer a balada caseira e se preparar para a noite do final de semana. É algo como um dicas refinado, para gastar os sapatos e esbanjar na dança, sempre ligado nas novidades e nos por-virem. (Juro que tentei achar um porque da sigla “P.A.R.T.Y.“, mas a única coisa que me veio na cabeça foi “Ponha A Roupa Transparente YAY!”. E sim, copiamos esse texto introdutório da semana passada porque começamos tudo de novo e com um novo formato.)

por Marcos Xi

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O “Ponha A Roupa Transparente YAY!” desse sábado é com…

ZeMaria

#3worldsafterparty: Sintetizadores, samplers e laptops

Precisa ouvir: “Tel Aviv”, “Any Distance”  e “Hit do Porto”

Aonde: Espírito Santo, Brasil

Roupa transparente porque: Junte vinhetinhas contagiantes, um Drum & Bass malvado com muita cara de Rock (?!), batidas siderais, uma dúzia de sintetizadores e mais a voz soturna e aveludada de Sanny Lys e você tem um som compactado que consegue soar bem pop e familiar aos nossos ouvidos.

Tem uma história: Desde 1999 e com o primeiro álbum lançado em 2002, os superindicados e over hypados instrumentistas de Zemaria que dão o tom experiente ao som da banda, que conta com a participação do guitarrista Marcel (ex-Dead Fish e atual produtor de muita gente), NegoLéo (que faz desde tocar bateria e baixo até programar laptops), e o baixista Michel, além de Sanny Lys no vocal.

Yay: Realizaram a primeira turnê internacional em 2005 e atualmente estão em mais uma, passando pela Inglaterra, Irlanda, França e Noruega.


Zemaria – Any Distance

MyspaceSite Oficial

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