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As 10 Revelações Nacionais de 2011

O que são Revelações? Bem, quem saltou aos nossos olhos em 2011 está aqui. Como o ano foi farto de novidades interessantes, a lista ficou bastante diversificada e sem ordem de preferencia. A montagem da lista foi feita da seguinte forma: decidimos só trabalhar com artistas lançando seu primeiro álbum completo ou com bastante expressão na mídia além da blogosfera. Vai vendo:

Banda Uó

A Banda Uó surpreendeu. Misturou o tecno-brega com o indie sem lançar um disco completo ou trabalhar com músicas realmente próprias. Em pouco tempo já lotava baladas de todo o país com seus shows divertidos, parecidos com karaokês, os levando direto para o palco do VMB e prêmios. Fizeram mais em pouco tempo e ainda deverão surpreender em 2012, com seu primeiro disco autoral.

Cícero

A chegada do disco do carioca Cícero, ex-líder da banda Alice, foi a surpresa geral da nação. Pouquíssimos sabiam que Ciço preparava um álbum solo e do nada um pacote bem embrulhado chega aos nossos ouvidos como um presente pela manhã. Rapidamente rádios, blogs e convites para shows começaram a aparecer, mas somente 4 meses depois subiu ao palco pela primeira vez. Desde então, fez todas as suas apresentações com ingressos esgotados.

Gaby Amarantos

Talvez não tenha alguém que apareceu mais na mídia este ano que Gaby Amarantos. A diva paraense emplacou capas de jornais e matérias gigantes nos maiores meios de comunicação do país e mesmo fazendo um som característico de sua terra, com o adicional eletrônico, conseguiu conquistar os olhares indies, participando de shows de Nina Becker, Cibelle e outros, e trabalhando com músicos da área, como o Móveis Coloniais de Acaju.

Humanish

O Humanish é prova de que um bom trabalho braçal pode ter resultado. Decididos a dar um rumo definitivo na sua vida, investiram pesados na gravação de seu disco – que teve produção de ninguém menos que Carlos Trilha – e entraram num van para fazer inúmeros shows pelo país. Após aparecerem no jornal O Globo como uma das melhores novidades de 2011, assinaram contrato com um grande selo e relançarão seu álbum de estréia com 4 canções inéditas e participações especialíssimas.

Maglore

Já o pessoal da Maglore colheu os frutos que estavam plantando. E não foram poucos, conseguindo praticamente zerar os programas de tv e internet possíveis para quem está começando os trabalhos. Para finalizar o ano cheio de bons momentos, assinaram com a produtora e o selo da Melody Box e relançaram seu álbum de estréia, com capa e músicas ao vivo gravadas no Circo Voador.

Me & The Plant

Me & The Plant é um projeto de Vitor Patalano e a planta. Pois é, este dueto improvável recrutou o produtor Kassin e lançou meio na surdina o ótimo The Romantic Journeys of Pollen, disco repleto de variedades musicais e ótimos arranjos. Os shows são raríssimos, mas sempre com uma banda incrível (Rodrigo Barba na bateria, Kassin no baixo e Gabriel Bubu na guitarra) e só ocorreram duas vezes: abrindo para Marcelo Camelo no Circo Voador e para o Metronomy, em São Paulo.

Quarto Negro

Depois de EPs, chegou finalmente a hora que o Quarto Negro iria começar os trabalhos de seu primeiro álbum. Para isso, investiram pesado em clima e amadurecimento sonoro, indo para a Espanha trabalhar na bolacha e voltando de lá com um verdadeiro prismas em baixo do braço. Apesar dos poucos shows, o trio alcançou um grande reconhecimento e até a resignação de alguns detratores ou fãs de antigos projetos.

Phillip Long

Phillip Long é de Araras, interior paulista e apesar de não ter investido muito em divulgação, fez um disco emotivo e de coração, daqueles que tocam fundo em quem ouve. Este primeiro trabalho é o início de uma carreira prolífica que deverá ganhar braços para quando menos esperar. Phillip é mais um membro da cena folk que renasce no Brasil em 2012 e já tem participação garantida no projeto Re-Trato, que trará versões para as canções do Los Hermanos.

Tibério Azul

Hit do inverno ou o cara que come areia, Tibério Azul é um pernambucano com disco lindíssimo e muita simpatia. Acompanhado da incrível canção “Veja Só”, Bandarra começa a aparecer forte nas listas de melhores do ano das grandes mídias, como o jornal O Globo. Tibério canta com o Seu Chico e conseguiu pegar o samba de sua banda e juntar com o jazz para criar seu próprio som.

Wannabe Jalva

Um dos álbuns mais esperados do ano nem bem é um álbum, e nem um ep. Mas a coleção de canções de Welcome to Jalva colocou em definitivo a Wannabe Jalva no mapa das grandes bandas do país. A abertura para o Pearl Jam comprova fácil isso e a recepção ao disco também. É sempre bom ter novidades para ouvir e isso a Wannabe Jalva supriu muito bem.

Os 10 Álbuns Nacionais Decepcionantes de 2011

Podemos combinar que tivemos um ano com uma grande leva de álbuns geniais – e é isso que você verá na nossa lista de 100 melhores álbuns de 2011. Porém, sempre há aquelas decepções, momentos pouco inspirados, resultando em um álbum sonolento, para não dizer chato. Pois é, aqui temos os 10 mais do recém finado ano de 2011, acompanhe:

Obs. Trocamos um álbum da nossa lista 5 horas depois que o post foi publicado (23:10). O álbum retirado era de 2010.

10. Chico Buarque – Chico

O triste é que sempre teremos altas esperanças em um álbum feito por Chico Buarque. É um fato diretamente proporcional a história de grande músico que é, porém, este disco não condiz com a beleza de seu espólio e nos dá uma bela decepção. Não que seja um álbum ruim, mas a realidade é que não é, nem de longe, um álbum que valha a pena. Mesmo que o que venda é a marca, o produto não é tão valioso.

9. Ludov – Minha Economia

Quando a banda anunciou que estava se juntando para gravar ‘alguma coisa’ já nos dava um bom sinal de que uma bomba estava por vir e não foi diferente. Um disco chato e bastante monótono que não nos deixa nem citar uma faixa favorita ou menos pior. Acho que eles economizaram nas composições neste albinho.

8. Lira – Lira

Este álbum está aqui mais pela visão geral da obra do que pela qualidade geral. Para um músico, poeta e ator como Lirinha é, esperávamos algo mais bonito artisticamente, no mínimo. Porém, parece que o acabamento de seu site e até da arte de seu disco foi dispensada, o que gerou uma capa estranhíssima, um site repleto de bugs e download das canções sem tags. É exatamente a forma errada de se apresentar como artista.

7. Tiê – A Coruja E O Coração

A grande graça do álbum anterior, Sweet Jardim, era a música da Tiê estar na sua forma mais bruta, mas bonita e tocante, porém no novo álbum todo o encanto foi cortado, mexendo até na estrutura do show. Outro fato são as versões antigas serem bem melhores do que as regravadas, o que faz encerrar o argumento de decepção.

6. A Banda Mais Bonita da Cidade – A Banda Mais Bonita da Cidade


Acho que esperávamos um álbum onde as pessoas saíssem de dentro dele e começassem a cantar e pular uma frase repetida milhões de vezes levando alegria do Youtube para nossas casas. A decepção está bem aí (além da capa preta). Além da gravação não ajudar muito, algumas faixas parecem ser de ensaio (onde foram os 55 mil que eles arrecadaram em crowdfounding?).

5. Cachorro Grande – Baixo Augusta

Sabe quando o cansaço bate a sua porta? Isso nunca acontece com o Cachorro Grande e já ter lançado álbum no meio da turnê do disco anterior comprova o que eu disse. O problema está no fato de que a banda não tem andado mais nos eixos e acabar caindo de qualidade ao ponto da Deck não querer mais lançá-los e terem que migrar para a Trama. Está na hora é de um disco ao vivo!

4. CSS – La Liberación!

Já acabou, né? O CSS já deu o que tinha que dar e pra quem tinha que dar. E ainda com esse babado da saída do Adriano Cintra, compositor de tudo dentro da banda, já viu onde vai parar, né? Uma pena que uma banda com tanto potencial foi se perdendo (ou não quis se encontrar) durante tanto tempo na estrada. Evoluir para quê, né?

3. Rock Rocket – A Dança do Exciter

Este EP é um balde de água fria nos fãs da banda. Um grande balde de água congelada na verdade. Não há muito o que falar, apenas que o material é bem… bem ruim. Não sei se estão bebendo demais e esquecendo de compor, mas as coisas não estão andando como deveriam para o trio paulistano desde o lançamento do segundo CD. Daí pra frente…

2. Udora – Belle Epoque

Ruim. Melhor palavra para definir. Um xingamento para nossos ouvidos, para completar. Foram alguns anos de espera para ouvir o material e o que nos aparece é um pop fraco, velho e enjoativo de uma banda que parece ter parado no tempo. Enquanto isso, o desdobramento Transmissor (formado por dois ex-integrantes) continua a fazer discos de rara beleza.

1. Copacabana Club – Tropical Splash

Este sim é um disco ultrapassado. Um disco que já nasceu com cara de 2006, porém lançado em 2011. O Copacabana Club conseguiu a proeza de piorar suas próprias músicas e errar a mão na tentativa de se parecer com o CSS antigo. O resultado é um triste conjunto de canções fracas e esquecidas pelo público, embaladas em um pacote caro (já viu quanto é um show deles?) e cheio de poeira. Para um primeiro disco, está mais parecendo fim de carreira.

Promoção: Ganhe 10 Cds, Produtos Exclusivos e Brindes Beetmo de Uma Só Vez

PROMOÇÃO ENCERRADA

Vencedora: @Brunetbs (http://beta.sorteie.me/r/h7V)

Pois é, o ano foi grande para o RockinPress e já tá na hora de mandarmos os agradecimentos devidos para aqueles que propagaram estas palavras pela internet. Como já de costume em nossas promos, colocamos 10 cds em jogo, com algumas exclusividades e mais alguns quitutes – cortesia da parceira Beetmo.co.

O esquema é o mesmo: Se fizer tudo certinho, leva os 10 cds e os brindes da Beetmo Co., de graça, em casa e sem nenhum custo. Você tem desde hoje, 13/12/2011, até o último minuto do dia 06/01/2012 para participar. Fácil.

Antes das regras, dê só uma olhadinha nos prêmios que você pode ganhar:

O melhor álbum nacional do ano. É assim que vem sendo denominado o trabalho solo de Cícero, ex-Alice. Canções de Apartamento é um disco surpreendente e que pode agradar fãs desde  João Gilberto ao Radiohead.

cicero.net.br

Já para quem curte um excelente álbum instrumental, a banda mineira Constantina cedeu uma cópia de seu mais recente registro, o magistral Haveno, para nossa promoção. O adesivo é brinde!

constantina.art.br

Após quase 10 anos de espera, muito cuidado e esmero na produção, o primeiro álbum da banda carioca Eskimo, liderada por Patrick Laplan, foi lançado. O disco se chama Felicidade Interna Bruta e contém uma das mais belas artes lançadas este ano.

eskimosounds.com

Direto de Goiânia para os palcos de todo o país, a Gloom lançou este ano seu primeiro trabalho, com produção de Fabrício Nobre.  Participação de André Gonzalez, do Móveis Coloniais de Acaju e uma versão de Flaming Lips.

gloom.tnb.art.br

Toda a crítica já se derreteu e muitos shows já ocorreram desde que Marcelo Jeneci lançou seu primeiro álbum, Feito Para Acabar. O disco conseguiu superar barreiras de idade e estilo de público, emplacando em FMs, blogs e sites especializados ao mesmo tempo.

marcelojeneci.com.br

Encabeçando o revival shoegaze que o país tem vivido, a gaúcha Loomer já se encontra no segundo EP, Coward Soul, e pensando no primeiro álbum completo. Dá para ao mesmo tempo pular ou simplesmente contemplar.

myspace.com/loomerband

ENCARTEFoi suado, demorou, mas o resultado acabou sendo plenamente satisfatório. II, primeiro álbum de inéditas d’Os Azuis, mostra um rock direto, cru e sedutor, como deve ser tocado. Incluindo o hit-clipe “Não Adianta Negar“.

osazuis.com.br

Em certas andanças em busca de algum artista novo que realmente surpreendesse, acabei esbarrando com o violão doce e a voz marcante de Phillip Nutt pelas ruas de São Paulo. O álbum From Heart mostra uma das promessas de 2012.

myspace.com/phillipnuttmusic

Após conquistar fãs quase que religiosos em São Paulo, chegou a hora do Rancore dominar o país. O primeiro passo foi assinar com a Deck para aí sim gravar e lançar o Seiva, um dos melhores e mais emocionais discos do ano.

rancore.com.br

Outro álbum exclusivo em nossa promoção – devido ao fato de ter acabado de chegar da fábrica e ainda não ter sido distribuído – , Onça é o primeiro EP ‘sério’ da Tereza e já ganhou prêmios entre melhores do ano em mídias especializadas.

atereza.com

Prêmios Bônus:

A Fóssil, banda cearense de música instrumental, lançou uma versão limitadíssima do Mocumentário Ao Vivo: o disco que será lançado no ano que vem, mas teve grande parte registrado ao vivo em um show no Rio De Janeiro e lançado no mês passado. Foram feitos 70 cópias físicas com 70 artes exclusivas e diferentes, além de serem surpresa. Edição de colecionador.

meramente ilustrativa

A Beetmo Co. é uma loja virtual especializada em merchandising para bandas. No site já dá para encontrar canecas, camisas, bottons, fast bags exclusivos de bandas desde o Los Porongas até o Inocentes. Assim que recebi minhas comprinhas na loja (duas canecas, uma camisa e alguns buttons), fiquei tentado a dividir essas maravilhas com nossos amigos leitores, então o ganhador da promo leva ainda 01 Fast Bag Exclusiva, 01 Caneca e vários bottons (conforme na foto que inicia o post). Tudo isso é cortesia da Beetmo e todo o catálogo pode ser encontrado no site oficial: beetmo.com

Como nós estamos fazendo a promo e queremos ganhar mais seguidores no twitter de maneira justa (sem scripts), só mandaremos para sua casa uma caixa contendo essas bolachas (caso ganhe) se você twittar a seguinte mensagem:

Tem VÁRIOS CDs ótimos e brindes exclusivos @Beetmo no sorteio que o @RockinPress está fazendo: http://kingo.to/VyR

Moleza, né? As regras são:

  • O ganhador tem que estar nos seguindo no twitter e também seguindo a Beetmo. Se ainda não nos segue, vambora, se não vai perder a chance!;
  • Pode enviar quantas mensagens quiser, mas atente às regras do Kingo.to, local onde faremos o sorteio junto ao Sorteie.me;
  • O sorteio será feito por base da URL, mas a mensagem não poderá ser editada;
  • Só poderão participar aqueles que enviarem a mensagem até 23:59 do dia 06/01/2012;
  • Membros do blog não poderão participar, e juntos choraremos, pois essas bolachas são únicas…

E ó: Ainda sortearemos mais alguns, a qualquer momento! Por isso, fique ligado no RockinPress pois promoções relâmpago poderão aparecer!

Dúvidas, deixem um comentário!

Eeeeeee….. VALENDO!!!

Entrevista: Medulla

As vezes pode parecer uma seita. Talvez um grupo de fiéis urrando suas verdades para um público inflamado que levanta as mãos aos céus como quem pedisse a benção que aquelas músicas parecem distribuir. Um show do Medulla é algo realmente diferente, uma experiência incomum feita para se sentir. Aqueles caras sabem dizer cada palavra e disferir cada golpe na bateria com o sentimento certo.

Não à toa, a banda tem algo a dizer, uma opinião para o futuro, e se baseia na verdade para seguir seus pensamentos. Eles fazem parte de um seleto e extremamente reduzido grupo de músicos que não entraram nesse mundo para criar músicas para menininhas e tocar acordes simplesmente para fazer dançar. A questão aqui é outra, mais profunda e interessante. O próprio  Edu K, homem que desde sua época áurea na frente do DeFalla era tratado como alguém muito a frente do seu tempo, escreveu certa vez que o Medulla “não é a mais nova salvação do rock. Eles vieram para destruir e construir tudo de novo em cima dos escombros.”

Mais quem quer ouvir e enxergar isso? Quem quer entender o que o Medulla é, quer e será? Aproveitamos o lançamento do novo clipe da banda na programação da MTV para arrancar os planos, opiniões e mensagem que o Medulla tem a dizer. Confira abaixo o clipe de “Movimento Barraco”, o novo integrante, o novo compacto e todas as novidades da banda carioca Medulla em nossa entrevista.

O que é o Movimento Barraco?

Essa música foi escrita pelo Dudu, iluminado numa conversa com o compositor Ludi Um…eles imaginavam um despertar do povo diante de tantos absurdos…a música expõe personagens comuns desse caos.

As pessoas que gostam e entendem a banda se sentem parte do que vivemos, e a música acabou dando voz a essa relação.

O clipe seria uma retrospectiva do que a banda já passou até hoje?

há um tempo nós mirávamos um vídeo clipe onde ficasse aparente a vibração dos shows e os encontros que fizemos durante esse período de compactos. Esse vídeo é uma homenagem aos nossos “camaradas”.

O que são os símbolos e números que aparecem no decorrer do vídeo? Significam algo?

Os símbolos se repetem de diversas formas no clipe, mas o principal deles é o Medulla.

No mais, considerem como um termômetro do clipe. Este termômetro pode indicar um momento precisamente, ou indicar o que não está à vista dos olhos e até das lentes. (Cironak)

Agora a banda tem 7 integrantes. Como se dará a entrada de Bruno Cinorak na banda?

A entrada do Cironak no Medulla tem sido muito honesta e natural. Está com a gente desde os 16 anos de idade, veio de SP pro RJ com a gente. Hoje com 19 de idade, vem conquistando o merecimento e cada vez mais espaço dentro do Medulla; com suas ideias, seu envolvimento e sua busca por sabedoria e informação. esses 4 requisitos são necessários para ingressar na nossa sociedade, que é muito fraternal e acolhedora, porém bastante exigente. E o Bruno cada dia mais nos surpreende, as vezes até vai além demais o que na pior das hipóteses acaba sendo muito inspirador para todo o trabalho.

Playbotton (foto por AP Facchini)

Playbutton. Vi que bandas passaram a usar como lançamento e vocês vão começar a trabalhar com essa nova tecnologia. O que é e porque o escolheram?

O Playbutton é uma mídia nova-iorquina que consiste num botton com a arte da banda, que tem um player de mp3 de conteúdo inalterável (afinal é um disco não um pen drive). No exterior artistas como Belle and Sebastian, TheXX, Extreme e ATOM já usam o Playbutton como mídia expressiva, agora nós do Medulla, convidados pela SeloFan, estamos lançando o primeiro Playbutton no Brasil.

Com esse lançamento entramos na segunda fase do Capital Erótico. Ele contém as 4 tracks do compacto mais uma faixa bônus de “I was a monster”.

Tínhamos uma gravação antiga, de quando ainda estávamos fazendo a música…Era uma gravação muito ruim, feita com microfone de karaokê…só tem bumbo, caixa e contra-tempo…Ficou nas mãos do Cironak o dever de piorar as coisas…a música parece derreter os falantes…………………the death of the Terminator.

O caminho que traçamos na ideologia dos compactos, nos fez buscar novas iniciativas no mercado independente no mundo todo. Esse mercado tem mostrado soluções para grandes empresas, não só da música.

Optamos pelo PlayButton por trazer um relacionamento com o fã, sendo um acessório e um produto de música inalterável e por meio disso acabamos com a oportunidade de sermos os pioneiros dessa midia no Brasil em nossas fucking hands.

Quem produz e quando será lançado o quarto compacto? Já tem nome?

Vamos fazer o último compacto dessa série (ainda sem nome) com o Patrick Laplan. Ele é um produtor muito talentoso, toca muitos instrumentos e desde o nosso primeiro encontro, como baixista no álbum “O Fim da Trégua”, temos nos alimentado de uma troca muito rica de influências e visões. Depois de algumas noites regadas a cafeína chegamos ao repertório e já estamos trabalhando nas prés. Pra quem quiser conhecer melhor o trabalho do Patrick nós aconselhamos uma visita longa ao bandpage do seu projeto “Eskimo

O próximo compacto já está em fase de pré-produção e virá para encerrar um ciclo. Explique melhor o que ele vem para encerrar.

Estamos numa campanha de 4 Compactos que antecedem o 2º álbum da banda. Durante essa campanha lançamos todos os compactos em mídias diferentes, sendo

- CMPCT I 2008 – AKIRA (internet);
- CMPCT II 2009 – Talking Machine (fita cassete);
- CMPCT III 2010 – Capital Erótico (venda vitual – pleimo.com/medulla e playbutton);
- CMPCT IV 2011 – Ainda sem nome.

É a campanha de busca por outros mundos no conceito da exposição de tudo que nós vemos, vimemos, cremos e sentimos em forma de arte.


Medulla Ao Vivo

Qual é a missão/filosofia/mensagem musical que a Medulla tomou para si?

Somos um corpo, ficamos os últimos 5 anos motivando nossos fãs a entenderem nosso comprometimento artístico. As gerações foram parando aos poucos de pensar, resistir e propor…o futuro era agora, já não temos tempo para planejar..uns participam, outros parasitam…escolhemos nosso lado.

O que é essencial em uma banda para se fazer uma música com sentimento?

Sentir man. A gente vive um momento de crise mental na geração 2.000. A facilidade para produzir “arte” hoje em dia causa um estopim na “cultura da celebridade”. Fica fácil entender o que precisa ser feito para ter uma banda de sucesso. Existe um desespero muito grande em recuperar o glamour do rock star, mas não a mentalidade dos grandes nomes da música. É preciso se desprender da carne e fazer música sem medo.

A grosso modo falando: olhe para os lados e reflita; não é sobre o que você vê, mas sobre o que você percebe dentro do que você vê.

Tenho visto algumas pessoas reclamando da cena carioca em entrevistas ou em conversas informais. O que é a cena carioca atualmente?

Existe hoje um ar de vamos voltar aos velhos tempos…O Rio vive um momento de muita movimentação política por conta da Copa e Olimpíadas. Novas casas estão abrindo, como o StudioRj…onde o Medulla toca com o Eskimo no dia 12/outubro…Vemos artistas independentes cariocas concorrerem a prêmios na Multishow e MTV e ouvimos na rádio um entusiasmo com os artistas locais.

Fomos convidados pelo Grupo Sal, para participar da nova temporada do Experimente da Multishow…é ótimo poder ser uma das bandas do Rio…junto com B Negão, Thalma de Freitas, Tono entre outros.

Fama ou liberdade? O independente é realmente independente ou a dependência é que gera a insegurança?

Hoje o mercado independente e o “grande mercado” mídias se misturam pelo envolvimento dos artistas. Os artistas apresentaram pro mercado novas formas de gerar grana e interesse do público…e fica bem visível a corrida que as gravadoras, grandes festivais, rádios, canais de tv, etc…estão para fazer parte também desse, até então, “sistema paralelo”.

Esse papo de fama sem liberdade é um conceito americano que colocaram na sua cabeça.

Ouça: Venice

Nos últimos cinco anos, aparecia pela cena musical independente potiguar, a banda Venice Under Water. Tocando, majoritariamente, um rock melódico e com uma forte pegada, quem acompanhava os shows da cidade percebeu que a banda não estava ali de passagem, muito pelo contrário: em todo lugar que iam, chamavam mais e mais atenção do público e dos produtores. Tanto que a banda já tem quatro EPs na bagagem, além de apresentações em festivais e shows por todo Nordeste. No entanto, ainda assim, parecia que eles estavam imersos num mesmo cenário, fitando o mesmo horizonte.

Após mudanças essenciais que moldaram, de certa forma, o som da banda, a Venice Under Water retorna de nome “enxugado” (apenas Venice) e nova formação – e, consequentemente, um novo som. Mostrando uma excelente maturidade, mas sem perder a força e peso adquiridos no começo da carreira, a banda lança seu novo disco, “Friend“, e prova que está pronta para apresentar ao ‘Brasil Independente’ sua “fase fora d’água” – como disse o PopFuzz, selo de lançamento do disco.

Caminhando no campo das bandas de post-hardcore no início dos anos 2000, porém com (muitos) pés em distorções e guitarradas de bandas como Dinosaur Jr. e, principalmente, o “recente” Foo Fighters,  ”Friend” é composto por (poucas) oito faixas incendiárias, que enchem o ouvido com um (agradável) barulho de guitarras altas e baterias destruidoras. Assim, o disco inteiro sobrevoa sobre um mar de riffs e solinhos, vocais firmes e bem tonalizados, além das pausas entre uma “porrada” e outra na mesma música, quase como um momento para tomar fôlego e seguir adiante.

Todas as faixas são essencialmente boas, mas a que inicia o disco, “Half Dead“, e a que finaliza, “XL“, poderiam facilmente se encontrar soltas num mar de discos como Wasting Light, Bug Songs For The Deaf, pegando influências, acordes e sonoridades deles, mas dando aquele o retoque próprio, deixando transparecer a identidade Venice.

Gravado no Estúdio DoSol, mixado e masterizado no Megafone Estúdio e lançado, de forma virtual, através do selo Popfuzz Rec, Friends está disponível para download aqui. Mas também dá para ouvir algumas músicas logo embaixo:

Venice – Half Dead
Venice – XL

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