As 10 Maiores Revelações de 2014

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Para as revelações resolvemos enumerar de uma forma diferente. Não adianta chamar Adriano Cintra, Juçara Marçal, Russo Passapusso ou Stephane San Juan como boas novidades. Eles já estão nos nossos players há anos e mesmo que estejam estreando um projeto novo, com eles já vem nome e história que impedem de chama-los de simples revelações no cenário.

Nós enfileiramos nesta lista artistas que realmente surpreenderam e encheram nossos olhos e pulmões em 2014, sem já terem aparecido em nossa lista anterior, claro (como é o caso do FFA, ainda em 2012). Não vamos apontar quem foi a maior revelação, já que há frentes de trabalho e merecimentos diferentes e por isso anunciaremos em ordem alfabética cada um dos dez eleitos, com os próprios falando como foi mágico este ano que passou para a carreira deles:

carne doce“Então, 2014 foi um ano muito importante pra nós! Lançamos o nosso primeiro disco e essa produção naturalmente nos trouxe mais sintonia, amadurecimento e definição de identidade sonora. Também fizemos 27 shows entre abril e dezembro, a maioria em Goiânia, incluindo Florianópolis. Esse movimento do estúdio para o palco melhorou a nossa performance, ganhamos confiança e credibilidade, graças também à recepção do público e da crítica.

Sabemos que estar entre algumas listas de melhores do ano não é garantia e que vamos ter de ralar o triplo nesse 2015. O disco é o nosso ponto de partida, precisa ser trabalhado, tocado, porque, afinal, não é conhecido. Então 2014, pra nós, foi esse indício de que há muito trabalho pela frente, principalmente para uma banda totalmente independente como a Carne Doce.” Salma Jô, do CARNE DOCE

Gustavo GaloO ato de se desgrudar do coletivo Trupe Chá de Boldo fez muito bem ao seu talento. Assim, conseguiu encontrar um novo caminho para sua música e mostra-la pela primeira vez solo logo no início de 2014, com seu surpreendente disco ASA e canções com poemas grandiosos e tocantes. Apesar dos poucos shows, muito foi comentado do trabalho e a repercussão da obra pelas mídias foram a cereja do bolo do sucesso do disco, despontando uma artista que era apenas uma parte de um grupo para ser o todo e o centro. GUSTAVO GALO

huey“2014 foi um ano importante de realizações p/ Huey. Fizemos o lançamento do nosso disco “Ace”, fruto de um experiência diferente de ter ido gravar em Los Angeles com o Aaron Harris. O resultado nos deixou 100% satisfeitos, já que aquilo que está no vinil não é mais nem menos do que a banda é. Gravamos tudo ao vivo p/ podermos ter exatamente essa verdade impressa no disco. E estávamos ansiosos p/ dividir isso com todo mundo. O que nos surpreendeu foi a repercussão de estarmos em mais de 15 listas de “melhores do ano”.

Tocamos em diferentes lugares do Brasil, em festivais como o Bananada em Goiânia, demonstrando quão rica é a cena fora de São Paulo e RJ. Outra grande realização foi a produção do Festival A Música Muda, em 3 dias de música instrumental, no Sesc Pompeia, com bandas gringas e brasileiras dividindo o palco com pessoas que admiramos muito. De novo o resultado nos surpreendeu, esgotando todos ingressos em um evento sem nenhum nome com presença na grande mídia.

É muito significativo conseguirmos planejar e concretizar alguns planos que tivemos juntos como banda. Acaba nos unindo ainda mais e estimulando o pensamento por algo que acreditamos e amamos tanto. Por sermos uma banda instrumental, sem muito apelo comercial, temos limitações de conquistas, portanto, cada novo projeto executado é tido como especial e gratificante.” Dane El, do HUEY

inky“O ano de 2014 foi muito louco. Gravamos o nosso 1o álbum e pela 1a vez gravamos ao vivo. Eram 20, 25 takes de cada música. Mas apesar do perrengue, a gente curtiu muito essa experiência devido as dinâmicas que foram criadas nas músicas. Fizemos nossa primeira turnê internacional, passando pelo CMJ Festival em NY e tocamos nos festivais que sempre quisemos tocar no Brasil: Coquetel Molotov, Bananada, DoSol, entre outros. Trabalhamos com uma galera que a gente paga muito pau tipo Russel Elevado, que mixou nosso álbum e nos chamou pra trampar com ele após ver uma gig da INKY, MALA do DMZ que remixou Fish Delay pro projeto 20before15 da Red Bull, grassmass, Mel Azul, Seixlack, Zopelar e Carrot Green e conhecemos uma galera absurdamente legal tipo os Far From Alaska, Boogarins, A Construtora, Miami Horror, e provavelmente uma porrada de gente que eu to esquecendo mas que foi essencial no nosso ano. Estivemos presentes em uma porrada de listas de melhor do ano e mesmo não ligando pra isso, foi massa.

Crescemos? Com certeza
E a meta é crescer neste ano o dobro do que crescemos ano passado. Temos muitos planos pra 2015, estamos compondo nosso 2o álbum, vamos fazer algumas tours…esperem e verão!
Muito obrigado a todos aqueles que nos apoiam e estiveram do nosso lado. Vamo pras cabeça!” Guilherme Silva, da INKY

Jaloo“Foi um ano de trabalho duro! A concentração foi basicamente nas músicas que estavam guardadas há tempos, mas, no meio no caminho, além de surgirem composições novas, ainda rolaram muitas apresentações incríveis em festivais bem legais aqui no Brasil. No finzinho do ano decidimos liberar duas inéditas num ep que só ta me fazendo bem com as coisas que vejo por aí sobre ele. Mas esse é o ano de liberar tudo. E de repensar muita coisa. Principalmente sobre como vai ser ao vivo. E vai ser muito louco! Tô ansioso pra cacete.” JALOO

João Capdeville“No ano que passou, lancei meu primeiro álbum e dei início à minha carreira solo. Desde então, tudo ficou diferente. Tudo ficou melhor. Ver uma recepção tão positiva pra um trabalho tão íntimo como o “Pausa”, alegra muito meu coração. Acho que o que mais me emocionou e motivou foi ter visto meu nome presente em algumas listas e ter lido coisas tão lindas a respeito do meu trabalho em alguns sites importantes.

Minhas expectativas pra 2015 são grandes e espero que seja um ano ainda melhor. Já estou trabalhando em algumas novidades e estou bastante entusiasmado. 2014 se foi mas o trabalho continua. Um ótimo ano a todos!” JOÃO CAPDEVILLE

Marcelo Perdido“2014 pessoalmente foi um ano muito importante, fiz 30 anos e meu primeiro disco. Não foi algo extremamente maduro, pois não sou ainda um artista maduro, foi meu primeiro passo nessa andança, que deus queira será longa. Fiquei muito feliz de ter aparecido na vogue Portugal como uma promessa brasileira ao lado do Silva e do Apanhador Só, também de ser escolhido pelos gringos da converse pra gravar na edição de São Paulo, de algum jeito minha musica tocou essas pessoas e isso é fascinante. Que venha 2015!” MARCELO PERDIDO

Tagore“Foi um ano decisivo pra nós. Lançamos nosso disco de estréia e excursionamos por quase 8 meses, morando em São Paulo. Nunca havíamos saído do nordeste como banda, então foi surreal realizar 35 shows, passando por 7 estados. As amizades feitas foram um presente do universo, poder conhecer de tão perto gente que rala adoidado pra manter o rolê vivo, cada gesto de humildade e a vibe da união/troca, tudo isso que a estrada nos trouxe é impagável, é o nosso vapor.” TAGORE

Thales Silva“Bom. 2014 foi um ano de muito trabalho e realização, mas com certeza a surpresa ficou por conta do Minimalista. É claro que eu tinha pretensões de fazer um disco bom, mas não pensava muito sobre os resultados disso. Milhares de downloads, os principais blogs falando, algumas figuras de fora do país acabaram pilhando.

Acabei tocando bastante. Lancei em Goiânia como abertura da Tulipa Ruiz, em BH, no Rio, Cabo Frio, Poços de Caldas e fiz algumas apresentações no voz e violão em SP. Agora no inicio do ano vejo também ambos os discos em diversas listas. Isso faz bem pra gente que se expôe tanto compondo e tocando.” Thales Silva

Thamires Tannous“O ano de 2014 foi, talvez, o mais importante da minha carreira musical. Lancei meu primeiro disco, “Canto para Aldebarã”, com produção e arranjos do Dante Ozzetti e participação de grandes músicos como Ivan Vilela, Toninho Ferragutti e Ricardo Herz. Acredito que foi um primeiro passo bem dado pois este trabalho contém muito de minha essência pessoal e musical. O disco rendeu bons concertos e deve continuar rendendo em 2015, e agora está selecionado para o 26o. Prêmio da Música Brasileira.

Agora estou finalizando um semestre de estudos em uma escola de jazz e improvisação na França, o Centre des Musiques Didier Lockwood. Está sendo uma grande experiência musical poder estar em contato com músicos de diversos lugares do mundo. Acredito que isto trará uma nova sonoridade para meus próximos trabalhos musicais. Que venha 2015 e que a música brasileira não pare nunca de crescer e de mostrar suas tão diversas faces e talentos”.” THAMIRES TANNOUS

* Gustavo Galo não enviou suas próprias impressões sobre o ano por conta de uma viagem.

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